A União Soviética não surgiu com o poder popular!

A CRIAÇÃO DA UNIÃO SOVIÉTICA
Um dos grandes mitos pós Segunda Guerra Mundial, que é repetido como um mantra pelos universitários engomadinhos com síndrome de abraçar todas as causas do mundo é de que a União Soviética teria sido construída com a força do povo e assim se manteve durante os anos em que era um país de fato, mas isso não poderia estar mais longe da realidade. Nada poderia estar mais falso que isso.
O que acontece é que a União Soviética foi um grande projeto de poder político-econômico de uma pequena claque internacional que tinha certo apreço pela ideia de dominar um país, principalmente um que estava em frangalhos como a Rússia czarista, que inclusive, muitos adeptos ao marxismo tentam justificar o assassinato da Família Imperial Romanov com “mas eles exploravam o povo”, algo que não poderia demonstrar mais ignorância e falta de empatia com pessoas que nada fizeram e sequer puderam reagir.
Tudo começa, de verdade, com Jacob Schiff, um banqueiro internacional nascido em Frankfurt, na Alemanha, em 1847 e migrou para os Estados Unidos quando a Guerra Civil Americana terminou. Lá ele se juntou ao Kuhn & Loeb Co., que era um banco de investimento multi-nacional norte-americano, e foi galgando seu caminho para o que seria conhecido como “Era Schiff”.
Ele se tornou diretor do Banco da Cidade de Nova Iorque, da Wells Fargo e muito mais. Era um às com negócios.
Em 1904, em Nova Iorque, a firma Kuhn & Loeb Company de Jacob Schiff levantou fundos para fazer um empréstimo ao Japão, que seria usado na Guerra Russo-Japonesa contra a Rússia czarista. Jacob não apoiava a Rússia czarista, na realidade, todas as pessoas que citarei aqui sequer suportavam a ideia da Rússia continuar aos moldes da Família Romanov.
Então, Schiff, se encontrou com Takahashi Korekiyo, que era o Ministro das Finanças do Japão durante a Guerra Russo-Japonesa e então, este, foi a ponte para seu empréstimo de $200 milhões de dólares (equivalente a bilhões em 2016!). Realmente não mediu esforços para financiar a guerra que seria o início da derrocada russa. Foi simplesmente metade do que o Japão tinha para usar na guerra. Quer dizer, o Japão também não andava bem das pernas naquela época.
Mas qual teria sido o motivo de tamanha generosidade de Schiff? Bem, não se entende muito até hoje, mas alguns historiadores acreditam que por ele ter lidado bastante com o anti-semitismo na época, viu esse empréstimo como uma espécie de resposta ao que a Rússia vinha fazendo com os judeus no Pogrom de Kishinev, que hoje é Chișinău, Moldávia. Além de achar que o ouro naquela época não valia muita coisa se comparado ao esforço nacional japonês de vencer uma guerra.
Bem, o Japão ganhou a guerra, o Tratado de Portsmouth é assinado e acredita-se que tudo aconteceu graças ao empréstimo generoso, já que foi possibilitado ao país comprar mais armas com o dinheiro emprestado, e Schiff fez seu nome. O seu e o do povo judeu.
Esse empréstimo teve conseqüências graves e internacionais já que ficou evidenciado naquela época qual era o tamanho do poder de plutotocratas à época como Schiff.
Jacob recebeu do Japão a Ordem do Tesouro Sagrado; e em 1907, a Ordem do Sol Nascente, a Estrela de Ouro e de Prata, a segunda mais alta das oito classes daquela Ordem. Schiff foi o primeiro estrangeiro a receber a Ordem pessoalmente do Imperador Meiji no Palácio Imperial. Enfim, os japoneses souberam agradecer ao alemão que os ajudou naquele momento.
Neste momento estamos presenciando a vitória japonesa na Guerra Russo-Japonesa por meio de um empréstimo possibilitando a compra de mais armamento para combater os russos, aqui, estamos em 1905.
5 de Setembro de 1905 para ser mais exato.
E então, a Primeira Guerra Mundial eclode, em 28 de Julho de 1914. Gavrillo Princip matara o Arqueduque do Império Austro-Húngaro, Francisco Ferdinando. O Império Austro-Húngaro declara guerra contra a Sérvia, país de origem de Princip, e então, tudo começa de verdade. Lembre-se: onde há guerra, há dinheiro e se há dinheiro, há banqueiros.
Jacob Schiff, sabendo que a Primeira Guerra Mundial tinha começado, pediu ao Presidente dos Estados Unidos da época, Woodrow Wilson, para tentar parar a guerra o mais rápido possível, visto que sua família ainda estava na Alemanha, e que esta participaria ativamente da Primeira Guerra Mundial.
E então, mais um empréstimo... Schiff acabou emprestando dinheiro à França para “causas humanitárias”.
Schiff fez questão que nenhuma parte do seu dinheiro fosse para a Rússia Imperial, o país sequer recebeu alguma ajuda do banqueiro internacional durante a era czarista. E é óbvio que o país já vinha mal das pernas, na realidade, o sentimento do povo russo com relação ao czar não era dos melhores, mas ninguém sequer cogitara assassinar o que seria o último imperador da Rússia, Rei da Polônia e Grão-Duque da Finlândia, Nicolau II.
Durante o Império Romanov na Rússia, grande parte dos bolcheviques (que seriam conhecidos como tais anos depois do regime czarista cair) foram exilados da Rússia por motivos político-criminosos e acabaram indo para países-satélite à Rússia. Nomes como Kaganovich, Yagoda, Beria, Kamenev, Stalin, Yezhov, Lenin, Trotsky, Bukharin, Sverdlov, Rykov, Zinoviev, Molotov, Emakov e mais, que viriam ajudar a consolidar o que seria conhecido como União Soviética, estavam exilados por crimes que cometeram na Rússia de Nicolau II.
Já estamos em 1918, a Primeira Guerra acabou e junto com ela veio o ano do assassinato da Família Romanov, um ano negro para a Rússia, que perderia seu último imperador para a facção bolchevique, que tomaria o poder alguns anos depois.
Bem, não era só Jacob Schiff que simpatizava com a ideia de acabar com a Rússia czarista, ares suecos começaram a soprar dentro de Nova Iorque e Olof Aschberg, que teria feito um empréstimo à Alemanha durante a Primeira Guerra Mundial, o que ficou mal para sua imagem e o forçou a mudar o nome de seu banco, que seria conhecido como Svensk Ekonomiebolaget, também demonstrou interesse em derrubar o czar e montar uma nova Rússia, aos moldes comunistas.
Olof já era do Partido Comunista da Suécia e acabou conhecendo durante um encontro no Congresso Socialista Jovem da Suécia em 1917, Willi Münzenberg, que fazia parte do Partido Comunista da Alemanha e advogava por uma reconstrução da Rússia pós queda do czar.
Fontes das Informações
"SCHIFF - JewishEncyclopedia.com"
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jewishencyclopedia.com
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Their daughter Frieda Schiff-Warburg (February 3, 1876 – September 14, 1958); married
Felix M. Warburg
in 1895. Both her husband and her brother became partners in Kuhn, Loeb & Co.
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FatosEsquerda
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Comentários

Não é por mera coincidência que o Czar Nicolau II e sua família tenham sido assassinados no dia 8 de av de 5678 do calendário judaico, que no nosso calendário corresponde ao dia 17 de julho de 1918 e às vésperas do Tish'a B'Av daquele mesmo ano, dia do ano escolhido pelos judeus para o jejum e luto em memória da destruição do Primeiro e do Segundo Templo.

Não é por mera coincidência que no cômodo do porão da Casa Ipatiev de Ecaterimburgo, onde o Czar e sua família foram assassinados, havia uma inscrição na parede de dois versos alterados do poeta Heinrich Heine:
Belsatzar ward in selbiger Nacht [Belsatzar foi, na mesma noite] (Belsazar ward aber in seinen Nacht [Mas Belsazar foi, na sua noite] no original)
Von semen Knechten umgebracht [Morto pelos seus criados]
Segundo Robert Wilton, em seu The Last Days of the Romanovs, "o autor [da inscrição] estava citando um judeu cujo poema discorre sobre a derrubada de um soberano gentio que havia ofendido a Israel. O Livro de Daniel não é tão explícito [a respeito disso]. Nele diz: 'Naquela noite foi morto Belsazar, rei dos caldeus' (5:30). Mas o autor da inscrição quis deixar 'claro' que 'Belsatzar' foi assassinado pelo seu próprio povo" (p. 118). Ironicamente, esse "povo" representava apenas 1,8% da população russa e mais de 80% dos oficiais e parlamentares do início do governo bolchevique, fato abertamente reconhecido até mesmo por Putin.

Não é por mera coincidência que a Casa Ipatiev tenha sido escolhida, uma vez que o monastério com o mesmo nome, também situado em Ecaterimburgo, foi onde a Dinastia Romanov havia sido escolhida para governar a Rússia em 1613.

Não é por mera coincidência que, um dia antes do assassinato, um rabino escoltado por oficiais bolcheviques tenha desembarcado em Ecaterimburgo em um trem especial com um único vagão de passageiros. Ele foi até o cômodo da Casa Ipatiev onde a Família Romanov seria executada, desenhou alguns símbolos cabalísticos na parede, elegeu Yakov (Yankel) Yurovsky, filho do rabino Mikhail (Chaim) Yurovsky, para comandar a execução, e foi embora no mesmo dia.

Muitas das evidências levam a crer que o assassinato da Família Romanov foi mais uma repetição do "ritual de assassinato do rei", praticado desde a antiguidade tendo em vista a "renovação" e o "esverdeamento da Terra" (será que é por isto que Rainha Elizabeth tem vestido verde em suas aparições públicas mais recentes? será que está havendo uma "troca/ruptura de poderes" nos bastidores?), fenômeno este exaustivamente estudado por antropólogos do calibre de Sir James Frazer e René Girard.

O exame dos fatos não pode se render aos ataques de pelancas daqueles que levantam acusações de certos "ismos" e "anti-ismos", pois quando aquele se rende, abre-se amplas margens para a construção de certas narrativas mitológicas aparentemente alheias aos próprios fatos.
 

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