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Após a renúncia de Evo Morales, a Bolívia seguirá para Direita?

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O Presidente da Bolívia, Evo Morales renunciou o cargo neste domingo 10/11/2019, após grande pressão popular que havia fazendo manifestações e protestos no país desde dos resultados eleições em 24/10 , hoje as forças armadas do país pediram sua renuncia e novas eleições no país. Devido de todo esse cenário de rejeição, impopularidade e caos, o presidente decidi renunciar. Vale ressaltar que, Evo Morales é acusado de fraudar as eleições para se perpetuar no poder por mais cinco anos, tendo em vista que o ex-presidente mudou a constituição sem apoio popular, para poder ter vários mandatos e continuar no poder, inclusive o mesmo é suspeito de envolvimento com o narcotráfico na região , onde a Bolívia é considerada um dos maiores países do narcotráfico internacional.

Mas, o que esperar do futuro da nação Boliviana? Quem foi o principal opositor de Morales nas eleições?. Respondendo a primeira pergunta, na constituição do país, no artigo 170, diz que:

''Artigo 170 I. Em caso de impedimento ou ausência definitiva do Presidente ou do Presidente do Estado, este será substituído ou substituído no cargo pelo Vice-Presidente ou pelo Vice-Presidente e, na ausência deste ou deste, pelo Presidente ou pelo Presidente da República. Câmara dos Deputados Neste último caso, novas eleições serão convocadas no prazo máximo de noventa dias. II Em caso de ausência temporária, a Presidência do Estado assumirá o cargo de Vice-Presidência, por um período que não poderá exceder noventa dias.''

Respondendo a segunda pergunta, o principal opositor de Morales nas eleições foi e é, o ex-presidente Carlos Mesa que governou o país entre 2002 e meados de 2005, após saída do presidente, ele sendo o vice-presidente, coube a ele então assumir o cargo num momento que o país vivia tamanha tensão e instabilidade. Durante esse período o país vivia uma onde protestos com violência e mortes, devido a crise que passara no país, Mesa foi um dos cinco presidentes que passou pelo país entre 2000- 2005, fica cerca de 1 ano e sete meses e renuncia. Carlos, apareceu no 1° turno das eleições de 2019 com quase 37% dos votos, segundo o resultado das eleições fraudulentas de outubro deste ano. O fato dele ter consigo bastante voto e ter bastante apoio dos bolivianos, foi primeiro a junção e apoio de alguns partidos de oposição a Morales em sua candidatura, como também sua postura de oposição ao governo do Evo Morales, e as medidas que em seu possível governo, seriam tomadas para melhorar a situação social e econômica do país.

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Mas, o Carlos Mesa é de direita? Não, o Carlos Mesa provavelmente não é um conservador, mesmo em que alguns dos seus discursos ele faça críticas ao socialismo e pregue uma economia mais aberta, que possa gerar mais bem-estar e prosperidade, em contraponto ao principal seu opositor, Morales. O então candidato jornalista e historiador, tem dividido a oposição, mesmo tendo 36,8% dos votos no 1° turno, ele tem divido opiniões entre os bolivianos que estão saindo as ruas para protestar por novas eleições, as manifestações do dia 01/11 deixaram isso mais claro ainda e a pauta foi ''Nem Evo, Nem Mesa'', onde os manifestantes pediam novas eleições sem os dois candidatos, essa pauta é divergente dentro da própria oposição, uns olham para Mesa como uma péssima opção, um ex-presidente que renunciou ao cargo, um momento de tesão e instabilidade e não ter feito uma boa gestão enquanto presidente (2003- 2005),e agora aproveita o momento caótico do país para retornar ao poder. Já outros olham com uma outra lupa, considerando-o como uma oposição no momento que o país passa, suas propostas podem fazer bem ao país, como uma democracia sólida, instituições fortalecidas e um novo cenário econômico para o país.

Carlos Mesa estar saindo a corrida presidencial pelo Comunidade Cidadania, um partido de centro que na nasceu da aliança dos partidos Frente Revolucionária de Esquerda, ao qual Mesa já fez parte durante década de 90 e início dos anos 2000 e que alguns digam que apesar do nome, o partido antes de sua junção a comunidade, tenha deixado as ideologias revolucionárias de lado e ter se juntado ao novo partido, outro partido que se uniu foi a aliança do partido Soberania e Liberdade, forma- se então a Comunidade Cidadania no final de 2018, um considerado-se um partido de centro, que se diz lutar pela corrupção, pelas liberdades individuais, igualdade de gênero, melhores condições de trabalho, melhor educação e desenvolvimento econômico sustentável, tais pilares são reafirmados nas propostas de Mesa. Mas, muitos dos bolivianos não querem Mesa no poder, por representar a velha política igual ao Morales, mas travestida de bajulações, o povo quer é uma nova Bolívia, com um representante que ame seu país e esteja disposto a muda-lo e que não tenha raízes no passado como o Mesa, então é incerto ainda o futuro do país, ao mesmo tempo que o Carlos Mesa seja o ''favorito'' para a presidência, circunstâncias também dizem que não, nos próximos dias vamos saber o desenrolar das novas eleições na Bolivia e quais candidatos estarão a frente, se o Mesa continuará na frente ou outro, venha a passar na sua frente e chegar ao poder.

Mas, toda essa situação nos faz refletir o quão poderoso é povo nas ruas de forma justa, clamar pelo bem do seu país e amo mesmo preocupante, sabe porque?. Os países da América Latina tem uma resistência ao conservadorismo, devido o que aconteceu durante os regimes militares, a esquerda revolucionária se apoderou com suas ideologias em todos os cantos da sociedade e instituições, não se existem grande intelectuais conservadores na Argentina, Uruguai, Bolívia, Peru, Paraguai e etc; que possam trazer o debate das ideias de ambos os lados, trazer conhecimento e quebrar os paradigmas. O mínimo que você verá são presidentes neoliberais, os famosos centro- direita, como Macri na Argentina e Pinerã no Chile. Todos os governos de esquerda que se sucederam na região no início dos anos 2000 até meados de 2017, só trouxeram crises econômicas, corrupção, índices de violência altos, inflação, aumento do desemprego, tudo isso são fatores que fomentarão movimentos por mudança de governos em vários países.

O fato é que só o Brasil tem de fato um governo Conservador, os outros que estão próximos de algumas ideias nossas, são apenas de centro- direita, no máximo liberais , se mudar a situação política e cultural no Brasil já é difícil, imagina nos demais países que da região, onde os povos indígenas são boa parte da população, e onde a esquerda revolucionária se infiltrou com suas ideias, mudando toda forma de pensar e de ver a história, mudando completamente a mentalidade. Mediante a tudo descrito até nos resta torcer e acompanhar para o futuro presidente da Bolívia governe com seriedade, transparência e que combata a corrupção, o narcotráfico, fortaleça a democracia e tome medidas econômicas para trazer mais prosperidade aos cidadãos e estabilidade.
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Sobre o(a) Autor(a):
Leonardo Araújo
Cristão Protestante, Brasileiro, Conservador e estudante de Relações Internacionais.

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