O Brasil é um país abençoado por Deus com uma costa litorânea mais de 7 mil quilômetros de extensão em linha contínua.

Enquanto o mar é umas das principais fontes da nossa riqueza, nossas praias são o coração pulsante da essência do ser brasileiro.

Mesmo nos estados e cidades onde o Atlântico não chega, o brasileiro não se aperta. Basta que haja um rio, uma lagoa, um filete de água que seja, que lá, nós, os brasileiros estaremos reunidos desfrutando deste patrimônio que é de cada um de nós.

A praia é o point perfeito, o lugar ideal. Na praia não tem cor, não tem raça, orientação sexual, nem condição social. Na praia estão todos nus – ou quase.

A praia é mais que apenas um lugar para cultivar o lazer, buscar a saúde, ou exibir a forma física. A praia também é cultura.

A Garota de Ipanema que inspirou Tom Jobim; ícone mundial, coisa mais linda, cheia de graça, só estava a caminho do mar porque lá estava a praia.

Outro ícone mundial, Brigitte Bardot está até hoje imortalizada, em Búzios, olhando para a praia do mar.

E foi através da cultura que a praia se tornou não é só um lugar de prazer, lazer e diversão. Praia se tornou sinônimo de revolução.

A primeira Revolução Praieira, aconteceu no maravilhoso Estado de Pernambuco de 1848 a 1850, foi um movimento separatista, misturado com disputas partidárias pelo poder e com a revolta popular contra as más condições de vida.

A segunda Revolução Praieira aconteceu no Brasil, Europa e EUA nos anos 60. Era a expressão exterior da revolução sociocultural da época. Eram os loucos anos 60. E nas praias, a arma era o biquíni, sendo uma forma de as mulheres expressarem a liberdade em busca da independência.

Curiosamente, estas duas revoluções praianas, tinham uma orientação liberal esquerdista. Contra tudo e contra todos. Principalmente contra o que era considerado “conservador”, à época.

Em 2020 estamos vivendo a Terceira Revolução Praieira. E, por incrível que pareça, desta vez, são os conservadores que estão tirando a roupa e se expondo nas areias das praias de todo o Brasil, em particular nas praias do Rio de Janeiro e São Paulo.

Por que ir à praia se tornou um ato revolucionário?

Por que mesmo com os riscos que o maldito vírus chinês trouxe ao nosso Brasil, as pessoas ignoram solenemente os chiliques de Dória e companhia?
Simples. O saco encheu, e percebemos que se a gente não fizer nada, agora. Não haverá outra oportunidade.

Fizemos uma Revolução em junho de 2013. E não foi só por vinte centavos. Foi só um aviso.

Foi um aviso que a gente estava chegando ao limite da tolerância com a corrupção. Mas foi só um aviso. Eles não acreditaram. Se movimentaram, nos enganaram.

Em 2018, foi o segundo ato revolucionário da nossa geração. Cansamos. Cansamos do PT, do PSDB. Cansamos da palhaçada de sermos trucidados ora por uma, ora por outra lamina da tesoura socialista.

A gente precisava encontrar um. Um que fosse fora do circo. Fora do mecanismo.

O aparente bom moço do Aécio, o sem sal do Alckmin, o sem chance do Amoedo, a sem graça da Marina, o sem cara do Haddad, o sem teto do Boulos, ou o sem noção do Daciolo não serviriam.

No Palácio do Planalto só poderia haver um. Um sem rabo preso. Um que fosse patriota. Um que fosse guerreiro. A gente precisava de um highlander, um presidente que saiba que tem que cortar a cabeça. Um presidente que saiba que querem cortar a sua cabeça.

A gente precisava de candidato imortal.

Em Juiz de Fora esse candidato apareceu. No local mais improvável. No cenário mais impensável. Surge Adélio e dá o golpe que seria fatal.

Adélio não é dos anos 80 – os melhores – não viu Highlander. A facada não matou, só revelou para o mundo que o cara tinha sete vidas, era imortal.

Com o Jair, em 2018, mudamos o mundo, calamos a mídia, na verdade, através da internet, dançamos em cima da mídia.

Agora é hora da Terceira Revolução Praieira. É hora de praticar a desobediência civil. É hora de continuar ignorando os ditadores estaduais e municipais.

É hora de mostrar que, ainda que o COVID 19 seja real, e o coronavírus é bem real, e ainda que nós estejamos com medo deste vírus mandado do inferno, nós estamos com o saco cheio.

Nós não vamos mais aceitar passivamente as ordens absurdas e sem sentido que saem de vossas cabeças cheias de vento, ou de *****.

A praia, o espaço mais democrático do Mundo Livre, é nossa, e lá nós vamos mostrar que aqui no Brasil, o poder ainda reside no povo.