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CRIMINALIZAÇÃO DA HOMOFOBIA X NOVOS DIREITOS HUMANOS

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Stephen H. Webb is a columnist for First Things. He is the author most recently of Mormon Christianity.
Os apoiadores do casamento de pessoas do mesmo sexo adoram fazer analogias com o movimento de Direitos Humanos para afrodescendentes, nos EUA. Essas retóricas analogias merecem muita atenção. Ao mesmo tempo em que não se acha conexão entre o casamento gay e as leis anti racistas, também não há nada de errado em tentar achar paralelos entre esses dois movimentos da sociedade. Nesse espírito, deixe-me apresentar minhas reflexões pessoais sobre essa comparação.
Desde o início o movimento contra a homofobia busca similaridade início a descrição do movimento de Direitos Humanos, todavia, meus argumentos vão na direção oposta. O sucesso extraordinário a aprovação legal do casamento ¨gay¨ deu início a uma estratégia para unificar os Direitos Humanos com o direito dos homossexuais, sendo este o prevalente.
Primeiro, rapidamente eles revisaram a história e copiaram a estratégia dos Direitos Humanos para afrodescendentes. Em um pequeno período de tempo, os defensores do casamento ¨gay¨ convenceram milhões de americanos que tanto ele era semelhante ao casamento hétero. De forma alguma o casamento gay causaria danos ou afetaria os fundamentos das Instituições Religiosas. Entretanto, a definição de casamento não pode ter seu alcance aumentado sem que haja consequências negativas na sociedade.
O aspecto desse estágio da estratégia é enfaticamente relevante para compor meus argumentos. O casamento ¨gay¨ é semelhante ao hétero, todavia, nega aos homossexuais esse direito, dito, fundamental não é tão arbitrário como negar esse direito a afro americanos.
Se o argumento não funcionasse da mesma maneira para o direito dos homossexuais, como ele poderia ter funcionado para o movimento dos Direitos Humanos para afrodescentes nos EUA? Imagine como teria sido em uma história alternativa.
No início dos anos 60, já era óbvio a qualquer um que os direitos de qualquer ser humano são os mesmos no que tange a respeito à raça, cor e credo, e é o que garante convívio salutar e próspero da humanidade.
Os líderes políticos da raça ¨branca¨ nos EUA eram, em sua maioria, simpáticos a pleito dos afrodescendentes norte americanos e decidiram por resgatar a moral humana com o argumento de que ¨as pessoas pretas são na verdade brancas, observem além da cor da pele e vão achar que elas são tão brancas como você é¨.
Este argumento foi definitivo para consolidar um discurso de igualdade em relação à raça e cor nos EUA, que foi aceito do dia para noite. Qualquer um que desejasse discorrer sobre diferenças entre afro americanos e americanos brancos era imediatamente acusado de ¨racismo¨. Até líderes negros que queriam escrever seu nome na história dos afro descendentes eram os únicos a ameaçarem a queda de tais direitos adquiridos rapidamente.
Não houve nenhum movimento campeão, nenhuma discussão em particular sobre a cultura negra e nenhum esforço para trazer esse assunto ao debate para implementar ou introduzir a cultura afrodescendente no dia a dia norte americano. Os negros continuam a ter sua própria história e cultura, e as diferenças não são nominadas, analisadas e nem muito menos celebradas. O propósito foi a justiça social, os negros passaram a ser exatamente iguais aos brancos, ou seja, todos são seres humanos.
Não foram os esforços dos Direitos humanos que venceram neste caso, foi o conceito de que todos são humanos, o que foi uma coisa boa. Os brancos americanos puderam aprender a reconhecer não apenas o direito dos negros, mas também, reconhecer que os afrodescendentes são parte da vida norte americana, incluindo todos os vieses da história e suas contribuições à cultura norte americana.
Os negros não venceram e os brancos não perderam, sob a ótica dos direitos humanos todos são iguais e isso não tem nada a ver com renunciar à cor, à sua cultura ou à sua raça e ascendência, porque na verdade são americanos e vivem o ¨american way of life¨. Definitivamente não é imoral e não coloca uma pedra sobre as diferenças culturais já ocorridas ao longo da história.
Este mesmo raciocínio não se aplica quando debatemos acerca do casamento ¨gay¨. Casais ¨gays¨ quando querem casar, de acordo com os especialistas em direito, lhe são garantidos os mesmos direitos e deveres do casamento tradicional. Monogamia, filos, ritos e reverências tradicionais não são diferentes quando comparamos o que desejam casais, sejam héteros ou homossexuais.
O resultado dessa retórica, como estratégia, é o banimento de qualquer discussão acerca das diferenças entre os dois tipos de relacionamentos. Todos sabem que há diferenças, mas elas são consideradas irrelevantes para serem trazidas a um debate público mais profundo. O pior, aqueles que ousam tratar desse assunto e taxado como ¨homofóbico¨, no mesmo nível de acusação de racismo.

O ideal do casamento ¨gay¨ venceu de forma sorrateira, com o custo embutido de apagar as diferenças entre a homossexualidade e a heterossexualidade. O amor homossexual é encontrado na história de todos os povos do mundo e os ¨gays¨ podem ficar orgulhosos de terem sobrevivido às mais hostis condições de repúdio com uma criatividade incomum. Todavia, em nenhum desses casos, as experiências sexuais são relatadas como sendo iguais, sempre se ressaltam as diferenças desses relacionamentos. É claro que não.
O sexo homossexual não pode ser tratado da mesma forma que o sexo heterossexual. Esta é, pasme, a redução retórica que se faz, igualando ambos. Essa redução é rasa, contra intuitiva, não natural e inacreditável que não se apresente como explícita. Um ânus, biologicamente, não é uma ****** e não tem a mesma função no que diz respeito à reprodução e no que diz respeito ao prazer.
A mais íntima e sagrada relação sexual para a concepção da vida, a penetração vaginal, não acontece na comunhão homossexual. O máximo que se consegue é uma comunhão que é infecunda, espiritualmente vazia do poder da criação e unicamente voltada ao prazer carnal, ou seja é totalmente incompleta se comparada à uma união tradicional.
Eu não posso imaginar que a maioria das pessoas realmente acreditem nessa igualdade entre casamentos, entretanto, o estado de legalidade já foi dado e não pode ser discutido, mas mesmo que o possa ser, não pode ser negado.
Sobre o(a) Autor(a):
Y
Advogado, fez o Curso de Conservadorismo do Instituto Burke, fez o curso de Filosofia Política da Professora Rochelle, participou da criação do Partido Conservador(atual PACO) e um dos fundadores do Articulação Conservadora. Um dos propagadores das ideias do Professor Yoram Hazony no Brasil(seu livro será lançado pelo Professor Evandro).

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YoramHazony
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