Direito à privacidade e comunicações cada vez mais em risco: Grupo de países quer quebra da criptografia em apps de mensagens

É, essa semana após o feriado do dia 12 não começou nada bem para quem ainda defende direitos fundamentais humanos, como o POLITZ, grande ativista da causa, em especial, das liberdades individuais, como o direito à privacidade, inviolabilidade das comunicações e principalmente, a liberdade de expressão.

Com a recente notícia que postamos hoje pela manhã, de que o Google estaria contribuindo com as autoridades policiais para fornecimento de dados em massa em casos criminais envolvendo quaisquer usuários que pesquisem sobre determinado tema, conforme pode ser lido aqui:

1984 de Orwell na sua melhor forma: Google avança contra privacidade de usuários e agora entrega termos de pesquisa e IP de internautas para a polícia

1984 de Orwell na sua melhor forma: Google avança contra privacidade de usuários e agora entrega termos de pesquisa e IP de internautas para a polícia

Que o Google não é muito fã de respeitar a privacidade dos usuários e de seus clientes todo mundo sabe, mas parece que, segundo as informações publicadas pela fonte originária, um dos maiores e mais antigos sites especializados em tecnologia do mundo, a situação piorou e muito para a gigante do...

E agora, temos a informação de que um grupo composto por vários países publicou uma carta exigindo que os aplicativos de comunicação instantânea instalem backdoors para que as criptografias sejam quebradas pelas autoridades, violando descaradamente o sigilo às comunicações.

O documento, publicado na última semana, assinado por países como a Índia, Japão e a tal "Aliança Cinco Olhos", composto pelos Estados Unidos, Reino Unido, Nova Zelândia, Canadá e Austrália (que nome bizarro, mais big brother de George Orwell, impossível), estão exigindo que empresas como WhatsApp e Telegram permitam a quebra da criptografia de ponta a ponta, principal recurso de segurança para garantir a privacidade de seus usuários.

A carta afirma que as empresas de tecnologia deveriam permitir a atuação de autoridades em investigações para visualizar conteúdos.

E qual será o próximo passo? Acesso livre ao celular do investigado, sem autorização judicial?

Infelizmente o diabo não está descansando para acabar com os direitos humanos mais invioláveis possíveis.

Um dos diretores da Software Freedom Law Centre, Prasanth Sugathan, afirma que a ausência de uma lei de proteção de dados na índia pode sujeitar cidadãos indianos à vigilância das autoridades do país, sem quaisquer restrições:

- "Essa proposta é problemática porque dá grandes poderes para as autoridades desses países. Eles garantiriam acesso para informação de usuários que dependem do Signal e do WhatsApp para comunicar conteúdo sensível"


Conforme a fonte originária, nenhum dos países se manifestou publicamente após a elaboração do documento.

O documento completo pode ser lido à seguir:

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