Quem acompanhou a narrativa política do Brasil nestas últimas duas a três décadas, e teve a sensação de que as coisas não se encaixavam muito bem, não demorou muito a aprender que nem toda verdade dita é uma verdade concreta.
E se para uma mente perceptiva isto custou uma enorme vontade e esforço para encontrar os equívocos na história, quem dirá para toda aquela massa ignorante que vive da casualidade, ou da ignorância proposital.

O período militar, considerado por alguns como o período mais polêmico, violento, e injusto da história brasileira, e que por isso nem mereceria ser citado ou relembrado, é o exemplo em que eu me referi nos parágrafos anteriores.
Longe de mim em louvá-lo, embora eu o defenda. Houve erros e acertos, assim como de fato aconteceu a tal violência.
Mas se por acaso naquela época caísse do céu um "anjo da verdade" com uma pena, um tinteiro, e algumas centenas de papeis, e esta entidade divina gastasse sua energia para descrever em um livro todos os mínimos pormenores deste período, para depois deixá-lo em um museu da história brasileira, hoje poderíamos constatar paralelamente que 1/3 desta obra teve suas páginas destruídas pela corrupção humana.

Duelo das verdades

Há boas obras explicando como este fenômeno aconteceu nesta época, e muito provavelmente não ficaria sem citar Olavo de Carvalho. Algumas outras personalidades que foram testemunha também sabem o que se sucedeu naquele tempo e por questões ideológicas, ou pessoais, preferem deixar a naturalidade das coisas moldar quaisquer histórias.
Mas quem não assistiu ao famoso documentário "1964 - entre armas e livros", que explicou resumidamente como o maior mal do Brasil república, o comunismo, mudou sua forma de agir para uma tática maliciosa de forjar verdades?
A corrupção humana já testou inúmeras vezes esta tática na história mundial, contudo poucos superaram a organização de se estruturarem para que todo um sistema cujo propósito é que o centro do poder seja a verdade absoluta. (Nazismo!)
E para copiar uma tática tão perversa que esconde diversas obscuridades, nada melhor do que outra ideologia com características semelhantes de querer o poder absoluto.

Sendo assim o comunismo romantizou em seu exército, a reestruturação de seu comportamento para que uma única corrente trouxesse a informação aos ouvidos do povo; coube ao filósofo Olavo apenas nos apontar como os editoriais espalhados pelo país, mudaram sua postura ao longo do tempo, para que nós fixássemos nosso olhar neles e enxergássemos aquele filtro de informação do qual formou um único coro.
O único coro jornalístico da redemocratização, que em formidade não deixou escapar uma única palavra sobre a numerosa reunião da esquerda em nosso próprio quintal na década de 90. O mesmo coro que também não nos contou que havia terrorismo no Brasil.
No meio acadêmico, simpatizantes compuseram o coro e também não nos contaram sobre as três tentativas de revolução comunista, duas delas armadas, para sequestrar a nossa nação aos interesses exteriores. Algo que difamaria consideravelmente a tal ideologia do coro.
Deste modo, esta geração cresceu aprendendo uma verdade fabricada por grupos organizados, em que quem a questiona encontra lacunas sem respostas.

Conclusão: o amanhã

Hoje estamos vivenciando a repetição da última história.
Quem tem um olhar mágico, percebe que a cada dia os editoriais jornalísticos, sobretudo da TV, disparam um texto aparentemente inofensivo, porém com uma pequena mensagem aqui e alí, que será lida no futuro.
O amanhã ainda é imprevisível, mas se ele investigar poucos canais de comunicação, ou apenas encontrar poucos deles, facilmente notarão que em uma reunião de dez notícias, há um padrão a ser reconhecido, uma mensagem subliminar dizendo como ficou registrado os acontecimentos atuais.
Ainda que digamos hoje o que é verdade, apenas o futuro concluirá o que ficou subentendido para eles, o que sobrou de relato, ou quem irá se aproveitar destes registros íntegros, ou parciais.
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