E dizem que não há combate à corrupção: Justiça sequestra bens de Geraldo Alckmin e mais dois, chegando a valores de 11 milhões de reais

A Justiça Eleitoral de São Paulo decretou hoje que os bens do ex-governador do PSDB, Geraldo Alckmin, tenha os seus bens sequestrados. A informação foi confirmada pela Polícia Federal do estado.

Além do ex-governador, a Justiça incluiu Marcos Monteiro, tesoureiro de sua campanha em 2014, Sebastião Eduardo Alves de Castro, um ex-assessor dele.

No total, foram R$ 11,3 milhões sequestrados, sob imóveis e valores constantes nas contas dos réus.

Logo no final de julho, Alckmin se tornou réu por corrupção pasiva, falsidade ideológica eleitoral e lavagem de dinheiro, após a Justiça aceitar a denuncia apresentada pelo Ministério Público Federal.

O tucano então responde por uma ação penal eleitoral de caixa dois de R$ 11,9 milhões pagos pela Odebrecht nas campanhas de 2010 e 2014.

Conforme publicado pela fonte originária:

Denúncia

De acordo com o Ministério Público Eleitoral, Alckmin recebeu R$ 2 milhões da Odebrecht em 2010 e R$ 9,3 milhões em 2014, quando disputou e foi vitorioso nas disputas para ser governador de São Paulo. Uma semana antes da denúncia, a Polícia Federal indiciou o tucano no caso.

O primeiro repasse, em 2010, foi efetuado por intermédio de Adhemar Ribeiro, cunhado do tucano. Os pagamentos teriam sido feitos ao escritório de Ribeiro e apareciam nas planilhas do Departamento de Operações Estruturadas sob o codinome "Belém".
Em 2014, o esquema teria contado com a participação do então tesoureiro de campanha Marcos Monteiro, que teria atuado ao lado da Odebrecht na autorização, planejamento e execução dos pagamentos da propina. Os repasses foram feitos em 11 parcelas, totalizando R$ 9,3 milhões, e entregues pela Transnacional, empresa do doleiro Alvaro Novis, ao "senhor Eduardo Castro", o assessor Sebastião Eduardo Alves de Castro, conforme registram mensagens obtidas pelo Ministério Público.

O endereço de Sebastião Castro consta em diversas mensagens trocadas por funcionários do doleiro como local de entrega de propina. Além disso, os pagamentos foram lançados na planilha sob o codinome 'M&M', de Marcos Monteiro.
"Os recursos não foram registrados nas prestações de contas do candidato (falsidade ideológica), que solicitou e recebeu vantagem indevida (corrupção passiva), pagas pelo setor de operações estruturadas da Odebrecht, a partir do emprego de métodos ilícitos como uso de 'doleiros', com o fim de ocultar a origem dos valores e dificultar a possibilidade de seu rastreio (lavagem de dinheiro). Esses recursos destinavam-se, num primeiro momento, ao financiamento eleitoral indevido (não declarado) e, num momento seguinte, pós eleições, à manutenção da influência do grupo empresarial junto ao governo", afirmou a Promotoria.
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