Entenda as exigências para fazer o Upgrade para o Windows 11. Não sabe o que é TPM? Seu computador é incompatível? Temos a solução

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Todas as imagens, meramente ilustrativas (Reprodução / Fabio Rosolen / Adrenaline).

Entenda as exigências para fazer o Upgrade para o Windows 11. Não sabe o que é TPM? Seu computador é incompatível? Temos a solução​

1. Introdução

O lançamento do Windows 11 está causando uma onda de debates, notícias, alegria, tristeza e um imbróglio de sentimentos em toda à internet, já que, pelo menos ao que parece, é a maior evolução do sistema operacional mais utilizado no mercado mundial desde o lançamento do Windows XP.

Não que o POLITZ não goste do Windows 10, pelo contrário, consideramos ele atualmente o melhor sistema operacional disponível, sem nunca termos enfrentado qualquer tipo de problemas com o Windows Update, Drivers e outras reclamações comuns, normalmente causadas por hardwares obsoletos ou de baixa qualidade.

Desde a atualização do Windows 8 para o 8.1 e finalmente, ao Windows 10 Pro, comprados originalmente por este humilde Editor, nunca mais formatei o meu computador, passando por diversas atualizações de hardware ao longo dos últimos meses, se tornando um verdadeiro Master Race.

Atualmente conto com um Master Race digno, placa-mãe premium, um Intel i9 para ninguém botar defeito, uma linda AMD ASUS ROG 6700 XT, 32GB de RAM, 2 SSD's EVO da Samsung, um NMVe WD Black, um NMVe WD Blue e 8 TB de armazenamento em HDs comuns para sobrar espaço e flexibilidade para todo tipo de uso, tudo isso armazenado no meu gabinete full tower da Corsair, um Carbide 600C:
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Meu gabinete sóbrio, espartano e extremamente espaçoso para se adequar à qualquer tipo de configuração. Quem sabe faço um review sobre ele.
(Imagem: Reprodução)

Mas voltando ao assunto, a Microsoft divulgou os requerimentos mínimos para que o seu computador rode o Windows 11, inclusive com uma ferramenta de Verificação de Integridade (compatibilidade) para conferir se sua máquina será compatível com o Windows 11. Os requisitos mínimos divulgados pelo site da Microsoft em resumo são:

Processador 64 bits com dois núcleos e clock de pelo menos 1GHz; 4GB de memória RAM; 64GB de espaço livre em disco; tela com 9 polegadas, resolução de pelo menos 1366 x 768; compatibilidade com UEFI, Inicialização Segura (Secure Boot) e TPM 2.0; GPU compatível com DirectX 12 e WDDM 2.x.

Nada muito sério, certo?

O download da ferramenta de verificação de compatibilidade também pode ser baixado no link acima, ou clicando aqui. Não esqueça também de visitar o site oficial do Windows 11 para ter mais informações e novidades sobre o novo sistema operacional:

https://www.microsoft.com/pt-br/windows/windows-11

E pasmem: Apesar do meu Master Race ser um campeão de hardware, enfrentei o erro bizarro mostrado na imagem que ilustra a reportagem. Sem mais nem menos, aparentemente meu Master Race não era compatível com o Windows 11, até eu entender a bizarrice exigida (e que provavelmente será derrubada no release final), que é a exigência do módulo TPM versão 2.0 (ou 1.2), um slot que existe em praticamente qualquer placa-mãe mediana. Vejam um exemplo do acessório:
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Exemplo de um Módulo TPM instalado à placa-mãe.
(Imagem: Reprodução / Autoria Desconhecida)

2. Mas o que é esse Módulo TPM?

O TPM em sua tradução livre, significa Trusted Platform Module, ou Módulo de Plataforma Confiável. Como disse, é um processador em forma de hardware que tem funções de criptografias para aumentar a segurança do dispositivo, integrado e ligado diretamente à placa-mãe, oferecendo grande segurança para a inicialização do seu sistema operacional, além da própria segurança e integridade do sistema. Ele também é focado na inicialização da máquina, utilizando chaves, hashes, algoritmos de dados, armazenando e isolando de forma segura dados importantes para o seu dispositivo.

Quando você tem um TPM, que permite por exemplo, a utilização do BitLocker (função disponível no Windows 10 Pro), que literalmente, criptografa todos os seus dispositivos de armazenamento, os dados ficam praticamente inacessíveis diante da criptografia realizada pelo dispositivo em conjunto com o software, já que a cada inicialização, é produzida uma nova Storage Root Key (SRK), incrementando ainda mais a segurança de todo o computador. Nestes casos, nem mesmo o próprio sistema operacional consegue ter acesso aos dados do seu computador, sem que essas chaves sejam quebradas, algo virtualmente impossível já que se trata de criptografias no padrão Advanced Encryption Standard (AES) como seu algoritmo com comprimentos de chave configuráveis de 128 bits ou 256 bits, praticamente uma segurança de nível militar.
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O Sistema do BitLocker no Windows, de fácil gerenciamento.
(Imagem: Reprodução / Autoria Desconhecida)

Você, como um usuário comum, provavelmente não tem esse módulo praticamente inútil para a bela maioria dos usuários comuns de computadores, ou, que no caso, são apenas gamers buscando um sistema operacional mais novo e atualizado, amplamente compatível com o mundo gamer, voltado principalmente na performance da máquina.

Apesar da grande segurança oferecida pelo módulo, este produto é normalmente focado para uma parcela muito pequena e bastante específica de usuários, geralmente ligados aos profissionais de T.I. ou quem trabalha com dados que contenham informações extremamente sensíveis. No meu caso, como advogado, seria perfeito manter um nível de segurança altíssimo, dado a sensibilidade de informações dos meus clientes ou quem sabe, até mesmo médicos que precisam respeitar a privacidade dos seus pacientes.

De qualquer forma, a chance de você ter esse dispositivo no seu computador é quase nula. O mercado atualmente não tem uma peça sequer disponível para venda (confira com uma rápida pesquisa no Google, por exemplo).

A exigência da Microsoft provavelmente é um lobby junto aos fabricantes OEM (aqueles computadores que são comprados prontos, como na Dell, Positivo, Lenovo, por exemplo) para aumentar a venda de hardwares e forçarem tais indústrias a se adaptarem (e gastarem mais) conforme o novo lançamento do Windows 11 se aproxima. O mesmo aconteceu com o lançamento do Windows 8, que segundo boatos, a mesma exigência da Microsoft foi feita, mas acabou sendo derrubada depois da tempestade de críticas que a empresa recebeu.

É bem possível que no lançamento para usuários finais, tal exigência também caia, já que é uma função inútil para a bela maioria dos usuários.

3. Como Saber Se Meu Computador Tem o Recurso TPM?


É bem provável que você receba o seguinte aviso ao verificar se seu computador possuí o recurso TPM:
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Gerenciador do TPM no sistema operacional Windows.
(Imagem: Reprodução / Autoria Desconhecida)

Mas para ter certeza de que ele existe, basta fazer o seguinte:

Clique no menu Iniciar, digitar "Executar" e escrever a seguinte linha na caixa de texto: tpm.msc e aperte Enter.

Pronto. A tela acima abrirá, avisando se você tem ou não o TPM habilitado no seu Master Race.

Caso você tenha, a tela que aparecerá será a seguinte:
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Gerenciador do TPM no sistema operacional Windows, como habilitado.
(Imagem: Reprodução / Autoria Desconhecida)

4. Mas Como Tornar Meu Computador Compatível com o Windows 11?

A solução exigida pela Microsoft até o presente momento seria adquirir uma placa-mãe que tenha o Módulo TPM instalado (seja a versão mínima, 1.2 ou a 2.0) ou até mesmo comprar o módulo pela internet ou se você tiver sorte de ter uma placa-mãe premium, ele estará integrado à placa-mãe através do chipset.

Ocorre que praticamente ninguém no mercado de vendas estava preparado para isso e é praticamente impossível achar um site que esteja vendendo. Afinal, cada fabricante de placas-mãe possuem seus próprios módulos TPM, com diferentes encaixes, pinos e configurações, gerando uma dificuldade tremenda de se encontrar o produto. De cabeça, podemos citar placas da ASUS, Gigabyte, AsRock e diversas outras fabricantes.

Eu já me adiantei e mandei importar o módulo em questão há um tempo, algo que está difícil de achar até no exterior, custando em média U$ 50,00 cada peça.

De qualquer forma, há uma maneira muito fácil de contornar essa exigência da Microsoft, utilizando recursos que as próprias placas-mãe, em especial, com chipsets da Intel oferecem.

Para você fazer isso, é necessário ter conhecimentos medianos de informática, em especial, saber trabalhar na BIOS da sua placa-mãe. Existem diversas versões de BIOS, uma para cada fabricante, sendo impossível criar um tutorial para cada uma delas, mas, em linhas gerais, o que é preciso fazer para que você faça o Windows reconhecer os recursos oferecidos pelo TPM 2.0 sem utilizar o módulo, oferecendo praticamente as mesmas seguranças é muito simples:

  • Entre na sua BIOS, com poderes administrativos (necessário gerar uma senha de administrador e keys da placa-mãe);
  • Habilite o modo Secure Boot (normalmente na aba "Segurança" ou "Boot");
  • Depois, busque a opção relacionada ao Intel Trusted Execution Technology, ou Intel TXT e habilite-a.

Pronto. Seu sistema operacional estará com o TPM 2.0 habilitado, que já estava integrado ao chipset da placa-mãe, porém, normalmente o recurso vem desabilitado por padrão de fábrica e sem qualquer complicação. A diferença, que ao invés de usar um módulo de hardware para chegar ao resultado, o próprio chipset da Intel oferece o mesmo recurso, integrado à placa-mãe, usando recursos dela, da BIOS, do firmware, software e do sistema operacional.

Nos casos de placas da AMD, as instruções provavelmente serão as mesmas, mas com diferenças nas tecnologias, caminhos e opções a serem habilitadas. Sugerimos uma leitura do manual da sua placa-mãe para maiores informações.

Um contorno simples que resolverá o seu problema de compatibilidade, tornando o computador tão seguro quanto o próprio Módulo TPM 2.0 e ainda, sem precisar gastar um real sequer para ter esse avançado recurso de segurança.

Depois, é só reiniciar o seu computador, entrar no Windows e seguir os passos descritos no Capítulo 3 - Como Saber Se Meu Computador Tem o Recurso TPM.

Você provavelmente receberá a seguinte imagem do resultado no programa de Verificação de Integridade do PC e caso não dê certo, sugerimos chamar aquele seu amigo nerd para lhe dar uma forcinha ou uma assistência técnica especializada.

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Tela resultado positivo do teste de compatibilidade do seu Master Race com o Windows 11.
(Imagem: Reprodução / Fabio Rosolen / Adrenaline).

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