Estudo científico publicado por Federal afirma novamente que lockdowns não funcionam, não existindo relação entre isolamento e redução de mortes

Esse artigo faz parte da Série Um Outro Olhar Sobre a Pandemia Chinesa
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Imagem ilustrativa, da campanha do lockdown do Ceará (Reprodução / Governo do Ceará).

Estudo científico publicado por Federal afirma novamente que lockdowns não funcionam, não existindo relação entre isolamento e redução de mortes​


No dia 05 de março um artigo científico foi publicado na revista Nature, uma das mais conceituadas revistas científicas do mundo, altamente conhecida e com relevantíssimo alcance internacional.

O artigo, já revisado por pares, publicado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul causou repercussão internacional, pois afirmou que os lockdowns e outras medidas de isolamentos sociais não tiveram qualquer efeito na diminuição do número de mortes pelo vírus chinês (Coronavírus/COVID-19) em diversos países do mundo, inclusive no Brasil.

A publicação pode ser conferida e lida na íntegra, no link direto para a revista Nature, disponibilizado ao final da reportagem, como todas as nossas publicações, oferecemos as fontes originárias sem exceção, especialmente nesses casos que envolvem grande interesse e repercussão da sociedade.

O POLITZ desde o início da pandemia vem divulgando esses artigos, um atrás do outro, sempre indicando as fontes e muitas vezes, até traduzindo alguns. Para nós, não há lógica em uma imposição governamental que beira o totalitarismo, onde se reduz o horário de funcionamento de estabelecimentos comerciais e empresariais, causando um aumento muito maior no número de pessoas que utilizam tais locais nesses horários reduzidos ou ainda, a própria conclusão empírica já que, por mais de um ano, diversos países no mundo adotaram tais medidas e os resultados estão pífios, ou apenas registraram piora no quadro. E ainda, há a questão econômica, onde tais medidas vem quebrando pequenos e médios empresários no Brasil e no mundo inteiro.

A economia nunca deve ser deixada para depois, pois ela é o pilar de qualquer sociedade.

Como exemplo, em nível estadual temos o Governo de São Paulo de João Doria, que defendeu veementemente a aplicação de medidas de isolamento e aparentemente colheram pouquíssimos frutos. A Alemanha, conhecida por ter imposto os lockdowns mais restritos do mundo também registra os mesmos resultados. A própria chanceler Angela Merkel está considerando partir para o quarto lockdown nacional, sem mostrar qualquer eficácia nos anteriores. A Argentina, também dominada pelo pensamento esquerdista enfrenta a mesma situação. Possivelmente o país que aplicou as medidas mais restritivas na América Latina, vem registrando quadros terríveis da doença, inclusive considerando um novo lockdown nacional para tentar frear a pandemia chinesa.

O que é mais incrível de tudo isso é que depois de um ano e alguns meses de pandemia, nossos governantes insistem nessas loucuras sem qualquer embasamento científico, causando danos, muitos, irreversíveis à sociedade em geral, seja em termos de saúde física e mental, danos econômicos, danos sociais, além de escancarar a ineficiência do Estado para lidar com qualquer problema que foge dos limites da burocracia política, em especial, no Brasil.

Até onde sabemos, existiram duas figuras políticas públicas que defenderam o contrário disso e foram caçados como animais por defender um pensamento diferente: eis que temos Jair Bolsonaro e Donald Trump desse lado.

Além de tudo isso, temos o belo exemplo da Suécia que nem abriremos mais de um parágrafo para falar sobre o tema, já que virou nosso principal exemplo no mundo de como lidaram com a pandemia de uma maneira eficiente, responsável e sem causar tantos prejuízos à sociedade.

Para saber mais sobre esses assuntos, o POLITZ destaca a categoria de Artigos Traduzidos ou até mesmo a série Um Outro Olhar Sobre a Pandemia Chinesa, que vem com artigos mostrando o devido contraditório científico. Se a ciência hoje se transformou numa voz de imposição única, sob a força estatal e sendo tratada como uma verdade única, ela deixou de ser ciência para ser apenas um totalitarismo disfarçado de alguma justificativa "plausível" para ser imposta. A própria natureza científica exige o contraditório e não descansaremos enquanto não darmos voz para cada um desses que não são escutados, já que o establishment cumpre o seu papel muito bem em mostrar apenas uma versão dos fatos.

De qualquer forma, caso queiram saber mais sobre esses assuntos, seguem alguns links do POLITZ que tratam desse contraditório.



De Volta Ao Artigo

Assim, depois do nosso show editorial na qual exercemos o direito inviolável, natural, fundamental e universal à opinião e liberdade de expressão, vamos tratar da reportagem e do novo artigo científico publicado em questão. Obviamente, a fonte primária, um jornal conhecido pelo seu viés esquerdista, trouxe a informação no último dia 13 de abril, já afirmando de cara que "especialistas/cientistas pediram a revisão" da publicação da UFRGS pois houve uma suposta "falha na metodologia".

Nessas horas, todos os especialistas e cientistas do establishment aparecem para contestar qualquer voz dissonante, mas ninguém consegue explicar porque centenas de países que adotaram tais medidas não tiveram qualquer resultado realmente positivo ao lidar com a pandemia chinesa.

Quanto aos questionamentos dos supostos "especialistas", eles foram enviados para os autores da publicação, sendo que a própria Nature informou no dia 11 de março de 2021 que o artigo, como qualquer outro, está sujeito à criticismo e a revista, permite que todos participem do contraditório em relação as informações publicadas.

De qualquer forma, os autores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul utilizaram como base para a publicação o sistema de mobilidade do Google, uma das empresas da Big Tech americana mais conhecidas por rastrear seus usuários, o chamado Google Mobility e pode ser acessado através do seguinte link:


Também, foram usados dados do agregador Our World In Data, mantido por nada mais e nada menos que a Universidade de Oxford, um famoso site na qual utilizamos com frequência para trazer dados estatísticos do mundo inteiro, sem dúvidas, o maior e melhor no ramo, sendo uma ótima referência para estudos que você mesmo pode analisar para praticamente qualquer tipo de informação relevante:


Inclusive, o Our World In Data é usado oficialmente nas cadeiras das universidades de Havard, Stanford, Berkeley, Cambridge e até mesmo o MIT. Retiradas quaisquer críticas sobre a credibilidade de tais fontes, voltamos à publicação.

O Abstract, basicamente um resumo objetivo da publicação científica traz a seguinte informação:

Um modelo matemático recente sugeriu que as políticas de isolamento social ou lockdowns não desempenharam um papel significativo na redução da transmissão COVID-19. A segunda onda de casos na Europa, em regiões que eram consideradas controladas pelo COVID-19, pode levantar algumas preocupações. Nosso objetivo foi avaliar a associação entre a permanência em casa (%) e a redução / aumento do número de óbitos por COVID-19 em diversas regiões do mundo.

Neste estudo, foram usados os dados de www.google.com/covid19/mobility/, ourworldindata.org e covid.saude.gov.br foram combinados. Países com >100 mortes e com Índice de Qualidade e Acesso à Saúde ≥ 67 foram incluídos. Os dados foram pré-processados e analisados usando a diferença entre o número de mortes / milhão entre 2 regiões e a diferença entre a porcentagem de 'permanência em casa'.

A análise foi realizada por meio de regressão linear com atenção especial à análise residual. Após o pré-processamento dos dados, 87 regiões ao redor do mundo foram incluídas, resultando em 3741 comparações de pares para análise de regressão linear. Apenas 63 (1,6%) comparações foram significativas. Com nossos resultados, não fomos capazes de explicar se a mortalidade por COVID-19 é reduzida permanecendo em casa em aproximadamente 98% das comparações após as semanas epidemiológicas 9 a 34.


Destacamos ainda os locais em que a pesquisa foi realizada, tirados diretamente do artigo:
Após a compilação dos dados, um total de 87 regiões e países foram selecionados: 51 países, 27 estados do Brasil, seis das principais capitais brasileiras [Manaus, Amazonas (AM), Fortaleza, Ceará (CE), Belo Horizonte, Minas Gerais (MG) , Rio de Janeiro, Rio de Janeiro (RJ), São Paulo, São Paulo (SP) e Porto Alegre, Rio Grande do Sul (RS)], e três grandes cidades do mundo (Tóquio, Berlim e Nova York).


Por fim, o resultado, contestado por "especialistas", na qual é bem claro em declarar:
Em conclusão, usando esta metodologia e dados atuais, em aproximadamente 98% das comparações usando 87 regiões diferentes do mundo, não encontramos evidências de que o número de mortes / milhão é reduzido ao utilizar políticas de 'ficar em casa' [N.E.: Ou os próprios lockdowns, como são chamados]. Diferenças regionais nos métodos de tratamento e no curso natural do vírus também podem ser fatores importantes nesta pandemia, e mais estudos são necessários para melhor compreendê-la.


E como sempre, o POLITZ abre o espaço para o contraditório, oferecendo uma rede social livre de censuras ou perseguições ideológicas (#FórumPOLITZ) para uma discussão mais aprofundada dos achados (ou sobre qualquer outra publicação nossa) ou qualquer outro assunto de interesse de vocês e até mesmo a Caixa de Comentários, logo abaixo, permitindo que qualquer um conteste, refute ou discuta as informações publicadas por nós.

É assim que trabalhamos: sempre permitindo que as fontes sejam checadas, oferecendo amplo espaço para discussão (sem censuras) e respeitando sempre o tão suprimido contraditório, essencial nos dias de hoje.

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