Governo do Presidente Bolsonaro decide vender o maior elefante branco do país: Correios será 100% privatizado em leilão único

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Imagem ilustrativa (Reprodução / Exame).

Governo do Presidente Bolsonaro decide vender o maior elefante branco do país: Correios será 100% privatizado em leilão único​


Um dos anúncios mais aguardados entre os brasileiros na área de privatizações lançadas pelo Governo de Jair Bolsonaro em conjunto com o seu superministro Paulo Guedes da Economia, acabou de tomar as manchetes de jornais da velha imprensa por todo o país.

O Governo Federal bateu o martelo quanto o maior elefante branco da história do país, decidindo vender a estatal Correios em sua integralidade, em apenas um único leilão. Obviamente, há de se considerar que houve um estudo profundo no tema para avaliar o interesse do mercado na compra da estatal, bem como, a necessidade de se desfazer de uma das empresas públicas que mais registra reclamações em todo o Brasil.

Seja por atrasos na entrega de encomendas, mercadorias que somem por aí, falta de logística e preços altíssimos. E ainda há quem tenha coragem de defender qualquer estatal.

Obviamente a privatização precisa ser aprovado pelo Congresso, além das mudanças pertinentes na regulação do serviço, já que alguma empresa privada que tenha forte experiência no ramo deverá adquirir o elefante estatal.

A Câmara dos Deputados deverá analisar a proposta na próxima semana, permitindo que a União se desfaça dela em 100%, informação essa confirmada pelo Secretário Especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados do Ministério da Economia, Diogo Mac Cord.

Segundo ele, o formato de venda será um leilão tradicional, o chamado "com abertura de envelopes".

Em se tratando de uma privatização completa, o comprador levará tantos os ativos e passivos dos Correios, como as dívidas. Algo diferente foi adotado no caso da Eletrobras e na BR Distribuidora, baseado apenas em operações no mercado de capital.

A privatização da agência, além de criar novas regulamentações para a nova operadora nacional, quebrará o monopólio da empresa. A iniciativa privada pode até explorar o serviço da empresa, através das franquias que podem ser abertas por particulares, mas sempre seguindo a tabela de preços da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), que detém o monopólio completo de diversos serviços.

Pelo novo projeto apresentado, o monopólio do serviço de cartas e cartões postais, telegramas e correspondências, continuará sendo da estatal por cinco anos e posteriormente, restringido pelo Executivo.

Ainda, conforme a fonte originária:

Correspondência agrupada ocorre quando vários objetos estiverem reunidos em um único despacho postal e ao menos um deles for sujeito a monopólio estatal, caso dos malotes, por exemplo.

Esse grupo compõe o chamado serviço postal universal, e a sua universalização, quando prestada pela ECT, ficará condicionada ao Orçamento disponível da União para as estatais, já que são serviços postais de baixo rendimento compensados pelo lucro da empresa com outras operações agora liberadas à concorrência.



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