Hungria de Viktor Orbán define o conceito tradicional de família na Constituição praticamente proíbe adoção de crianças por pessoas do mesmo sexo

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O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán (Michal Cizek / AFP).
O Parlamento da Hungria, país comandado pelo Premiê Viktor Orbán, vem se tornando uma referência de retorno aos valores tradicionais defendidos especialmente por grupos de direita e especialmente religiosos.

Considerado pelo establishment como um "ultraconservador" ou de "extrema-direita" como normalmente utilizado para definir quaisquer pessoas que se oponham à medidas progressistas, a Hungria surpreendeu o mundo mais uma vez ao reeditar a sua própria Constituição, retornando definições mais clássicas e tradicionais do conceito de família, religião e agora, proibição de adoção de crianças por pessoas do mesmo sexo.

A nova emenda constitucional aprovada ontem, define claramente o conceito de "casamento" e "família", afirmando que se trata de um "casamento e na relação pais-filho", dizendo ainda o texto que "a mãe é uma mulher, o pai um homem".

O texto ficou bem claro também ao afirmar que o país adota o cristianismo como religião oficial e todas as crianças devem ser educadas com base nesses valores:

- "A Hungria defende o direito das crianças de se identificarem com seu gênero de nascimento e assegura sua educação com base na identidade constitucional de nossa nação e em valores baseados em nossa cultura cristã"


Apesar do evidente conservadorismo no uso de tais conceitos, a união civil entre pessoas do mesmo sexo são autorizados.

Com a mudança constitucional aprovada democraticamente pelo Parlamento por uma maioria de dois terços, a emenda ainda reafirma: "A Hungria defende o direito das crianças de se identificarem com seu gênero de nascimento e garante sua educação com base na identidade constitucional de nossa nação e nos valores baseados em nossa cultura cristã".

A medida também acaba por restringir, praticamente proibindo a adoção de crianças por pessoas do mesmo sexo, estabelecendo que apenas pessoas casadas poderão adotar crianças e que as solteiras precisarão de uma permissão especial do ministério responsável pelos assuntos familiares.

Obviamente as medidas vem enfurecendo ONGs de ativistas, bem como grupos LGBTs e afins, pois segundo eles, tratam de "novas leis discriminatórias, homofóbicas e transfóbicas são apenas o último ataque das autoridades húngaras à população LGBT".

Uma das ONGs também publicou em seu site várias declarações de repúdio de membros de organizações LGBTQ. "Essa tentativa de empurrar essas novas leis discriminatórias, homofóbicas e transfóbicas é parte de um ataque contínuo às pessoas LGBTI pelas autoridades húngaras", disse Katrin Hugendubel, da Associação Internacional de Gays e Lésbicas (ILGA, na sigla em inglês).
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