Joice Hasselmann, praticamente esquecida pelo seu eleitorado, poderá ter o seu mandato cassado por suposta declaração irregular de bens ao TRE

A candidata à Prefeitura de São Paulo pelo PSL, praticamente esquecida pelo seu próprio eleitorado e considerada como uma traidora pelos apoiadores do Presidente Jair Bolsonaro, está com um forte risco de ter o seu mandato cassado por irregularidades na declaração de seus bens à Justiça Eleitoral.

O caso ocorreu quando se elegeu como Deputada Federal em 2018. A ausência do registro do documento no sistema oficial, algo obrigatório, e valores divergentes de patrimônio podem render um processo na Justiça, podendo levar até mesmo à cassação do mandato e até detenção em caso de condenação.

Segundo o que informa a fonte originária, em 2018, Joice Hasselmann não enviou a declaração dos bens ao Tribunal Superior Eleitoral. O que foi confirmado pela campanha. "O partido, ao fazer o registro da candidatura em 2018, se equivocou e não lançou o patrimônio da candidata, que estava devidamente informado no seu Imposto de Renda."

Em 2018, ela declarou em 13 de agosto que não possuía patrimônio, contradizendo a própria declaração de Imposto de Renda enviada à reportagem, que indicava bens equivalentes a R$ 89.980 em 2018.

Ela tinha capital social em uma empresa (R$ 1.900), um Peugeot 206 (R$ 18 mil) e um terreno em Curitiba (R$ 70 mil). No dia 18 de agosto, seu advogado encaminhou uma retificação ao TRE, informando que a candidata teria bens avaliados em R$ 1,05 milhão: R$ 150 mil em depósitos em contas bancárias e uma "construção" de R$ 900 mil.

De acordo com a fonte originária:

A informação, no entanto, não foi registrada no CANDex, o sistema eletrônico de registro obrigatório de candidatura, criado pelo TSE para dar publicidade às declarações de bens.

Sem o preenchimento obrigatório da informação, um documento emitido pelo TRE em 5 de setembro reafirma que Joice "declara não possuir bens". Em 11 de setembro, o tribunal aprovou seu registro de candidatura. Procurado sobre o motivo de ter aprovado uma candidatura com dados falhos, o TRE respondeu apenas que "não houve a falha apontada".


A fonte originária ainda enviou uma série de perguntas ao advogado de Joice, que não foram respondidas até o momento de fechamento da publicação:
  1. Esse valor [R$ 1,050 milhão], mesmo que inclua dívidas, não foi declarado no CANDex para ocultar publicamente os bens da candidata?
  2. O que houve para que ela tenha aumentado tanto seus bens em tão curto espaço de tempo?
  3. O que houve com esses bens também não declarados ao TRE em 2020?
  4. Por que a campanha me mandou a declaração de imposto de renda de 2017 e não a declaração enviada ao TRE em agosto de 2018, indicando valores muito superiores ao de 2017?
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