Mais de 30 países adotam urnas eletrônicas, todas com voto impresso, menos o Brasil, enquanto a sociedade só desconfia da sua credibilidade

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Imagem ilustrativa da famigerada urna eletrônica brasileira (Reprodução / José Cruz / Agência Brasil).

Mais de 30 países adotam urnas eletrônicas, todas com voto impresso, menos o Brasil, enquanto a sociedade só desconfia da sua credibilidade​


Novamente o jornalista Cláudio Humberto, a fonte originária da nossa publicação, como sempre, vem tocando em grandes feridas da sociedade brasileira e com muita precisão.

Para o jornalista, o Brasil já perdeu a sua posição inovadora quando lançou a urna eletrônica em 1996. Ele também informa que utilizamos equipamentos ainda de primeira geração, sendo o único país do mundo que não adotou o voto impresso em conjunto com os sistemas eletrônicos.

Pelo menos 30 países no mundo adotam diferentes versões de urnas eletrônicas e todos eles possuem um sistema de impressão de voto, ao contrário do Brasil, que insiste, através dos seus representantes, que a urna é segura, confiável e auditável.

O que certos grupos políticos não parecem entender é que nenhum sistema eletrônico é 100% confiável e totalmente seguro. Podemos citar invasões de hackers à NASA, grandes bancos, invasões à CIA, ao FBI entre dezenas de outros exemplos. Recentemente a maior companhia petrolífera dos Estados Unidos teve que pagar milhões de dólares para hackers que sequestraram seus sistemas, sob pena de perderem tudo. Em outros momentos, lembramos que também os sistemas e sites de alguns Tribunais superiores brasileiros foram invadidos por hackers.

O Equador por exemplo, desde 2004 adota urnas de segunda e terceira geração. Os Estados Unidos possuem há mais de 13 anos, 39 estados usando urnas modernas que imprimem os votos e até mesmo o México e o Canadá exigem a impressão do voto da urna eletrônica.

O Paraguai, nosso vizinho famoso por receber importações de todos os tipos, livres de impostos, desconfia bravamente da segurança das nossas urnas: nos testes realizados entre 2003 e 2006, o país chegou a proibir a sua utilização em 2008 pela falta de segurança.

A Alemanha também seguiu o caminho da segurança e da auditabilidade das urnas, proibindo em 2009 urnas eletrônicas que não imprimem o voto, para garantir o direito do cidadão de conferir o que ele votou.

E para piorar, ficamos mais uma vez atrás da Argentina, um país notoriamente dominado pelo marxismo globalista, adotou em 2011 as urnas eletrônicas de terceira geração, com registro simultâneo do voto impresso e o digital.

O POLITZ não consegue entender, de forma sincera, tamanha campanha do Tribunal Superior Eleitoral contra a modernização das urnas eletrônicas. Ninguém está pedindo para retornar ao modo 100% analógico, um voto exclusivamente no papel e sim, uma possibilidade para garantir que elas possam sofrer escrutínio público em caso de desconfianças de irregularidades, como acontece no mundo inteiro.

Imprimir o voto é a garantia que o cidadão brasileiro vive em uma democracia. Confiar 100% em um sistema eletrônico é a mais pura inocência ou falta de conhecimento técnico sobre o assunto. É permitir que o cidadão confira com os próprios olhos, uma prova material, de que o seu exercício à democracia foi realizado de maneira adequada, registrando no papel a sua escolha eleitoral.


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