Ministério Público vê indícios de que empresário ligado ao MBL doava em torno de 6 mil reais por mês através dos esquemas do YouTube nas lives

Conforme reportou a fonte originária (citada abaixo), o Ministério Público de São Paulo viu indícios de que Alessander Mônaco Ferreira, preso na última sexta (10), doava para o Movimento Brasil Livrew (MBL) em média de R$ 6 mil por mês a grupo, correspondendo ao seu salário líquido obtido através do governo de São Paulo.

As doações, como muitos já suspeitavam, ocorriam através das transmissões dos bumbuns livres no YouTube, utilizando o sistema de doações da plataforma e para o Promotor Marcelo Batlouni Mendroni, responsável pelo caso, o formato era utilizado para "ocultar a origem da doação".

Segundo o que consta no pedido de prisão do empresário ligado ao MBL:

- "Os pagamentos efetuados via Superchat são muito menos rastreáveis no que tange à origem do dinheiro – há diversos vídeos no Youtube mencionando a possibilidade de doações por meio de compra de cartões pré-pagos, facilitando eventual prática de lavagem de dinheiro"


O empresário, do ano passado a janeiro de 2020, Alessander era gerente na Comissão de Avaliação de Documentos e Acesso, um órgão da Imprensa Oficial de São Paulo, responsável pela gestão de documentos públicos produzidos pela administração.

O MP-SP relata que ele ganhava bem mais com suas empresas na área de tecnologia, sendo elas a Monaco Inteliggent Consulting Ltda. e a Amazing Consulting Tecnology and Innovation.

O Promotor afirmou o seguinte: "ambas situadas em endereço residencial, sem funcionários e com objetos sociais muito semelhantes, fato que enseja fortes suspeitas de que funcionem, para movimentar valores ilícitos"

Na sexta-feira, a Polícia em conjunto com o Ministério Público, apreenderam cerca de R$ 37 mil em espécie. Na outra sede da empresa, também em uma residência, na dos seus pais no caso, foram encontrados R$ 65 mil.

O MBL respondeu ao caso, conforme publicação da fonte originária:

Em nota divulgada na sexta, o MBL diz que Alessander jamais fez parte do movimento.

Quanto às doações via YouTube, afirmou que é “risível o apontamento de ocultação por doações na plataforma Google Pagamentos, haja vista que todas as doações recebidas na plataforma públicas, oriundas do YouTube e vulgarmente conhecidas como ‘superchats’, significando quantias irrisórias, feitas por uma vasta gama de indivíduos de forma espontânea. Sob o aspecto lógico, seria impossível realizar qualquer espécie de ocultação e simulação fiscal por uma plataforma pública e com quantias pífias.”
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