#TraduçõesPOLITZ Novo estudo científico da Universidade de Munique: Lockdown 'não tiveram qualquer efeito' na pandemia do Coronavírus na Alemanha

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Uma rua deserta em Munique, durante o lockdown do ano passado (Reprodução / Andreas Gebert / Getty).

Novo estudo científico da Universidade de Munique: Lockdown 'não tiveram qualquer efeito' na pandemia do Coronavírus na Alemanha​


Por Justin Huggler para o The Telegraph.
Artigo traduzido e adaptado na íntegra pelo POLITZ.

Cientistas da Universidade de Munique descobriram que as taxas de infecção [do COVID-19] já estavam caindo antes da imposição das medidas de restrição social, como os lockdowns.
Um novo estudo realizado por cientistas alemães afirma ter encontrado evidências de que os lockdowns podem ter tido quase nenhum efeito no controle da pandemia do Coronavírus/COVID-19.

Cientistas estatísticos da Universidade de Munique não encontraram “nenhuma conexão direta” entre os lockdowns da Alemanha e qualquer relação direta com a queda nas taxas de infecção no país.

Em vez disso, o estudo descobriu que as taxas de infecção já haviam começado a cair antes que o lockdown nacional fosse imposto em novembro passado.

[Nota do Editor: A Alemanha, comandada por Merkel, ficou famosa durante a pandemia por ter imposto os lockdowns mais restritivos e duradouros na Europa e pelo visto, não tiveram qualquer efeito positivo no combate à pandemia causada pelo vírus chinês].

O estudo científico também encontrou evidências claras de que a taxa já estava caindo nas duas ocasiões em que os lockdowns foram ainda mais agressivos, entre dezembro e abril.

O estudo se concentrou na Taxa R, que indica para quantas pessoas cada pessoa infectada transmite o vírus. Os cientistas argumentam que ao utilizar essa taxa, os resultados sofrem menos distorções que as taxas de testes flutuantes do que as taxas de infecção semanais usadas pelo governo alemão para decidir as restrições quanto aos lockdowns.

O estudo descobriu que em cada ocasião que a Taxa R já estava abaixo de 1 antes que as novas restrições entrassem em vigor, indicando que as infecções estavam diminuindo. Desde então, os lockdowns foram suspensos nas maiores parte do país.

"As medidas tomadas podem ter um efeito positivo no curso da infecção, mas não são os únicos responsáveis pelo declínio", escreveram os autores do estudo.

O estudo foi rapidamente utilizado como argumento pelos opositores dos lockdowns, mas seus autores fizeram questão de enfatizar que não estavam apresentando um argumento político.

"Não se pode dizer a partir dos dados que o lockdown era desnecessário", disse o professor Ralph Brinks, um dos co-autores do estudo, à televisão alemã.

"Tudo o que isso mostra é que o início dos lockdowns e as quedas nos números de infecções não coincidem." A Alemanha entrou em “lockdown leve”, com restaurantes e bares fechados, mas com lojas não essenciais abertas, em 2 de novembro.

A Alemanha entrou em um lockdown total em 16 de dezembro e as restrições foram reforçadas em 23 de abril sob o argumento de "emergência" de Angela Merkel.

Embora ninguém tenha contestado os números do estudo, outros cientistas argumentaram que o debate sobre os lockdowns podem ter contribuído para a queda nas infecções.

Thorsten Lehr, professor de farmácia clínica da Universidade de Saarland, disse que as discussões públicas da televisão alemã sobre as medidas de lockdowns iminentes podem ter influenciado as pessoas a mudar seu comportamento, se encontrando menos com outras pessoas.


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