O Inconstante Mar da Política.

Compreender a política como algo estável e engessado é impossível. Qual ondas que movem e mudam constantemente e nunca voltam como as mesmas, assim é a mesma que nos rege. A democracia com toda sua fluidez e instabilidade sempre nos apresenta um horizonte diferente, sempre um novo mar a desbravar.

Deslocando-se do lodo nojento e grudento das ideologias, somos colocados a lidar e responder a realidade tal como ela é, o que muitas vezes não é representado como ela se apresenta. É necessário ter uma cosmovisão aguçada para sentir o cheiro do que se apresenta como saboroso estando podre. Assim se apresentam as ideologias, cheiro constantemente novo com conteúdo quase sempre igual. Se renova com agressiva velocidade as novas embalagens de velhos produtos, com o mesmo desejo enganador e pretencioso de mostrar ser o que não é. Encontrar o ponto objetivo da democracia é uma tarefa que exige recursos histórico-políticos, sociológicos, filosóficos e morais que norteiam como uma bússola nosso destino, fugir desses requisitos, equivocadamente sempre levam a olhar o mar como areia e a areia como mar.

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É necessário recordar que muitas das questões que surgem como novos problemas e ameaças para a democracia, ou até mesmo pseudo ferramentas construtivistas em prol de um falso progresso, já foram investigadas, aprofundadas e respondidas nos séculos passados, tanto em âmbito teórico quanto prático. Nunca nade em um mar profundo sem levar as boias cheias, mesmo que o mar se apresente enganosamente como raso.

Compete-se então a cada um de nós o dever de construir, recordar e reformar a sociedade nos pontos necessários e somente os necessários, para que então vivamos realmente a democracia tal como em sua criação foi proposta, recordando dos princípios que regem e fundamentam a política em meio a tantas inconstâncias, que guiam e guiaram o homem em seus desafios sociais e que não podem se perder como barquinhos que são empurrados por novas ondas para uma terra esquecida.​
Sobre o(a) Autor(a):
Paulo Santos
Paulo H. Santos é estudante voluntário e apaixonado de filosofia, teologia entre outras áreas de estudo.

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