O modelo italiano de isolamento completo falhou: mortes e contágios não diminuíram com o país totalmente fechado

Esse artigo faz parte da Série Um Outro Olhar Sobre a Pandemia Chinesa
Uma mídia mainstream de alta circulação no país republicou uma reportagem de um site italiano, escrito por Riccardo Cascioli, que é um bacharel em Ciências Políticas, jornalista, diretor de um grande jornal e autor de diversas publicações.

Obviamente disponibilizamos publicamente os links para tanto as fontes originárias e as primárias das informações aqui compartilhadas, para que vocês mesmos possam conferir as nossas tradicionais releituras das informações que republicamos.

Pois bem. O artigo mostra de forma geral como que o modelo italiano, de isolamento completo e absoluto, falhou no país, já que as infecções e mortes continuaram a subir, considerando que o país já está em isolamento há mais de um mês.

Até o dia 25 de março, tudo estava fechado na Itália, excluindo as atividades essenciais. O cálculo apresentado pelo autor foi o seguinte: "se a incubação do vírus pode durar até 14 dias, é somente após esse período que teremos uma diminuição nas infecções. Em 11 de março, 12.462 casos e 827 pacientes vieram a óbito.

No dia 25 de março, o número de casos confirmados registrados chegou a 74.386, enquanto o número de mortos chegou a 7.503. Um resultado previsível, porém, o aumento de quase dez vezes nos óbitos não estava nos planos.

Depois do dia 25, mais 20 dias de isolamento total continuaram a assolar o país, seja segregando domicílios ou da própria inatividade econômica, chegando a 162.488 casos totais apurados.

Nota do Editor: O autor da publicação original afirmou: "todos sabemos que é um numero altamente subestimado", inclusive, há estudos demonstrando tal fato, que para cada caso registrado oficialmente, há diversos outros não computados.

Já as mortes, passaram de 21 mil, algo como 600 mortos por dia. Até o dia 9 de março, foram 464 casos totais fatais contabilizados, que foi quando o governo decidiu fechar tudo.

A conclusão do autor é que os resultados anunciados em 11 de março, duas semanas depois, não foram atingidos, nem mesmo depois de um mês da pandemia, sem contar que o número de mortes é definitivamente maior do que o registrado oficialmente. Obviamente a política de isolamento/quarentena por esse simples fato, já merece ser questionada ou pelo menos perguntar sobre o por que que o bloqueio total não vem apresentando resultados satisfatórios.

O autor faz uma breve comparação com o socialismo no meio do seu artigo, merecendo uma citação:

Mas não, o bloqueio italiano funciona oficialmente e, se for o caso, é tudo culpa de quem passeia ou vai ao supermercado duas vezes por semana em vez de uma. Assim se desencadeia a guerra entre os pobres; o raciocínio é simples: se o senhor “da Silva” dá um passeio, tenho que passar mais tempo isolado. Pouco importa se, à luz da razão, não funcionar assim, a propaganda entra na cabeça e dita reações.

Assim, todo mundo se transforma em denunciante contra qualquer pessoa apanhada na rua, sem sequer se perguntar se ele tem um motivo reconhecido por lei; no supermercado, também verificam quantas compras você faz: nunca saia de casa apenas por algo estúpido; e se por acaso você encontra um conhecido e troca duas palavras, há quem feche a cara para você. O jornalismo que apoia o Estado desencadeia a caçada ao transgressor, dando a impressão de que as ruas ainda estão cheias de pessoas que, no entanto, estranhamente não se veem de nossas janelas.

É o socialismo real, sem que nem mesmo nos demos conta. Isso permite que aqueles que nos governam cubram suas deficiências e incapacidade e evitem responder a perguntas desconfortáveis. Por exemplo: deixemos de fora os 62 mil infectados confirmados no período entre 11 e 25 de março, finjamos que estavam infectados antes do fechamento total e também finjamos que várias restrições ainda não estivessem nas duas semanas anteriores; bem, mas aqueles 90 mil infectados de 25 de março a 15 de abril, como eles podem ser explicados? E como você explica essas 13.564 mortes no mesmo período (cerca de 65% do total)? Você realmente quer que acreditemos que tudo depende do cavalheiro que leva o cachorro para fazer suas necessidades e da senhora que vai ao supermercado, ou mesmo de quem, sozinho, foi dar uma corridinha?
Em outro ponto, o autor defende que o correto seria realizar uma investigação epidemiológica séria para entender como a infecção se dá, adotando medidas mais precisas para evitar que a pandemia se espalhe, mas ninguém aparentemente no mundo inteiro fez nada parecido, deixando mais de 60 milhões de pessoas sob prisão domiciliar.

Para o autor, 60 milhões de pessoas em prisão domiciliar, indiscriminadamente, mesmo multiplicando o total de infectados por dez vezes (só para ter como exemplo um aumento), chega a ser inferior a 3% no país e por conta desses 3%, 95% da população merece ser obrigada a ficar preso dentro de suas casas? Neste ponto, o autor questiona se é necessário tratar da mesma maneira as populações mais afetadas como a região de Lombardia e de Sardenha, onde são cerca de apenas mil casos para 1,7 milhões de habitantes.

Durante o artigo, o autor questiona os modelos matemáticos utilizados, confrontando que se "não houvesse o fechamento total", os números seriam muito maiores, embasados por estatísticos (e youtubers) de redes sociais. Para ele, os modelos matemáticos não têm confiabilidade, são apenas exercícios experimentais, comparando aos mesmos discursos apocalípticos de "aquecimento global" e agora, "mudanças climáticas" e outros mestres em fim do mundo, mostrando que nenhuma dessas previsões se quer acertaram.

Nota do Editor: Essa é para você, Al Gore e para todos os profetas do apocalipse.

O que justifica a utilização do modelo de isolamento/quarentena total nos países afetados é o estudo publicado pelo Imperial College London, que pode ser lido aqui, na íntegra:



Este artigo foi o grande responsável pelas políticas mundiais de isolamento, afirmando que sem a implementação das quarentenas, haveria um total de pelo menos 250 mil mortos para o Reio Unido e 1,1~1,2 milhões para os Estados Unidos. E este foi também o responsável para que Boris Johnson, no Reino Unido, alterasse a sua política de "imunidade de rebanho" para a atual.

Uma análise publicada pelo The Wall Street Jorunal, dessa vez diretamente da Universidade de Oxford, previu por outro lado que o cenário seria bem menos aterrorizante, prevendo inclusive uma "rápida" saída da pandemia.

O autor questiona ambos os estudos: para ele, provavelmente nenhum dos dois está correto, porque os modelos matemáticos não são confiáveis.

E sua principal crítica contra o uso desses modelos matemáticos, é que, dada a natureza numérica dessa, os modelos devem ser construídos com dados seguros, homogêneos, precisos e mais numerosos possíveis, o que é impossível no caso do Covid-19, pois não existem elementos seguros sobre a origem, o contágio e a evolução do vírus, apenas uma percepção condicionada à subjetividade da doença.

E por fim, o autor volta a criticar as medidas draconianas e drásticas que os governos locais vem tomando, com custos sociais, econômicos e de saúde com base em modelos matemáticos construídos com dados incertos, pedindo para que estes usem a cautela para agir, calculando de forma precisa todos os fatores.

Na Itália, não haverão mortes apenas pelo Coronavírus, pelo contrário: em 2019, foram registrados 647 mil óbitos, além do fato de que o isolamento social prolongado, trazem resultados psiquiátricos drásticos para estes que estejam nessa situação, além do próprio desastre econômico enfrentado.
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