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Parte I: Flávio Bolsonaro x Propaganda Comunista, será?

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Esse artigo faz parte da Série A Propaganda Comunista - Como Ela Funciona
"A política é a continuação da guerra por outros meios". Maurice Méguet
A eleição de 2018 parece não ter acabado, denúncias, ataques, insinuações de toda ordem continuam polarizando o País. É como se os candidatos não tivessem tomado posse ainda e como se a vontade popular, expressada no voto, fosse irrelevante. Porquê?

O objetivo da propaganda comunista é preparar o terreno humano para aceitar a tomada do poder sem ser pelas armas, apenas pelo proselitismo (já vimos isso por aqui no Brasil, não é verdade?)

Nessa thread vou comparar a doutrina de ¨propaganda comunista¨ exitosa na Revolução Russa (1917), Chinesa (1949) e Cubana (1959) e quase exitosa no Brasil (2002 - 2014) com eventos diários de 2019, a começar pelo tema do título.

Parte 1 - A técnica da REVELAÇÃO

O brasileiro médio é crédulo, acredita mais na família que nos de fora, tem duplo comportamento, um fora de casa (ou na internet) e outro dentro de casa, adora um boato e confunde o público com o privado. Há muitas teorias de Sérgio Buarque de Holanda a Alberto Carlos de Almeida (que escreveu o excelente livro ¨A cabeça do brasileiro¨ que recomendo a todos que quiserem se aprofundar no tema.

Hoje, o fenômeno da pós verdade, ou seja, ¨não importam os fatos, mas sim o que acredito¨, acomete o brasileiro médio. O resultado é a polarização entre bem x mal, minorias x maiorias, empregados x empregadores, negros x brancos, civis x militares, Vasco x Flamengo, etc...

O que o título desse artigo, o que brasileiro pensa, a polarização e a frase de Lênin tem a ver um com ou outro? Tudo.

A "revelação" é a técnica do momento! basta observarmos o ataque certeiro feito sobre a vida de "Flávio Bolsonaro" (FB) a partir de uma investigação que levantou 27 investigados por improbidade administrativa.

Apenas o nome de FB é citado e é usado como escudo de defesa e como arma de ataque a qualquer argumento de conversa entre brasileiros sobre política, do bar ao ambiente de trabalho. O interessante é que é uma investigação, sobre 27 deputados da ALERJ, ainda não houve nem fechamento de inquérito, nem denúncia, nem citação, nem julgamento, mas....já temos a sentença e a pena: "culpado e não deve assumir o mandato de senador".


Argumentos como "clã bolsonaro", nepotismo, proteção pai e filho, são amplamente utilizados para garantir que a pena seja cumprida apoiando-se nas nuances da "cabeça do brasileiro médio", tirando o foco do que realmente interessa, os esforços do governo em bem administrar o País.

A técnica da "revelação" é muito utilizada para contar histórias, como nos filmes, vamos usar star wars como exemplo: Luke (o herói) é órfão, conserta robôs, descobre uma mensagem secreta, se junta à resistência, descobre que tem poderes, vai treinar com Yoda, descobre que é super Jedi, vai lutar com Dart Vader, descobre que é seu filho e mata o pai, se apaixona pela princesa, descobre que ela é sua irmã, etc... cada evento trás uma nova descoberta.

Nos dias hoje temos: FB é eleito senador, descobre que ele é ligado a Queiroz, o investigado, explica que nada tem a ver, descobre possíveis irregularidades na conta de FB, ele demonstra que não há, descobre que FB homenageou um futuro miliciano em 2004, não havia como saber, explica e a vida segue, descobre que a mãe do futuro miliciano foi empregada por indicação de Queiroz, e a trama prossegue...todos esperando as cenas dos próximos capítulos (o brasileiro também adora uma novela).

Então, essa técnica da propaganda comunista, tende a relativizar os sucessos e a potencializar o fracasso, para assim manter o ambiente de insegurança e a atenção do brasileiro médio naquilo que não interessa, ou seja, o sucesso do governo, de maneira a confirmar e legitimar uma retomada do poder pelos meios democráticos ou não (palavras de um dirigente de estrela vermelha), ao gerar a dúvida e a aceitabilidade às suas ideias e atos.

E você brasileiro, vai continuar na média, ou vai criticar toda a informação que recebe a partir de agora? Aguarde as próximas.
Sobre o(a) Autor(a):
Clynson Oliveira
Clynson Oliveira é PhD em Ciências Militares com ênfase em Política e Estratégia pela Escola de Comando e Estado-maior do Exército e coronel R1 do Exército Brasileiro. Por mais de 15 anos atuou na área de marketing de guerra do Exército Brasileiro, sendo especialista em operações psicológicas, direito internacional humanitário, emprego constitucional das Forças Armadas e operações multinacionais, interagẽncias e de paz. Comandou unidades militares no interior da Amazônia brasileira, residiu por mais de 2 anos em todas as regiões do País e participou de atividades militares em mais de 11 países, entre eles Haiti, EUA e Índia, tendo reunido profundos conhecimentos da problemática política, econômica, social, tecnológica e militar, interna e externa, do Brasil, ao longo de mais de 28 anos de serviço militar. Formado em Gerenciamento de Projetos pela FGV, após uma experiência de mais de 6 anos em projetos estratégicos (projeto PROTEGER), e de ter sido CEO da Boston International Sales, fundou a Líder Ação consultoria & treinamentos. É casado, pai de três filhos, dois cachorros e avô de um neto. É também um colaborador do POLITZ.

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