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Parte I: Lembrai-vos de 1935: A Intentona Comunista

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Esse artigo faz parte da Série A Intentona Comunista
Lembrai-vos de 1935: A Intentona Comunista

Um carro para para ser identificado na entrada do Campo dos Affonsos, dentro jovens oficiais pilotos do Exército, em mais um dia comum, como o dia de hoje, era 25 de novembro de 1935.

Ouve-se um disparo na direção dos hangares. O capitão Aglilberto, com seu rosto marcado pelo ódio, vira em direção ao Tenente Bragança. Nenhum dos ocupantes do carro poderia imaginar o que se sucederia.

Bragança eram jovem oficial, aviador, cheio de sonhos, embarcado no carona do veículo do também capitão Sócrates. Seus pensamentos estavam em como seria seu vôo matinal, seu foco nos afazeres da lida militar.

De repente ele observa Aglilberto sacar uma arma, com olhar descrente, boca seca, testa franzida, ele não compreendeu o gesto do antes “irmão de armas”, agora prestes a se tornar o seu algoz e assassino.

Em meados de 1922, 18 tenentes se rebelaram e tomaram a Fortaleza de Copacabana. Dando início ao Tenetismo. Entre os integrantes daquele movimento estava um jovem chamado Luis Carlos Prestes.

Sem direito à defesa ou à luta por sua vida, Bragança deve tê-la visto passar rapidamente como um filme, ele não sabia o que esperar quando viu a arma de Agliberdo, o capitão agora comunista, apontada e disparada em sua direção em fração de segundos. Os olhos do jovem oficial aviador não mais veriam a luz do sol.

Bragança fora covardemente assassinado naquela manhã de 25 de novembro de 1935. Assim como ele, cerca de 700 militares e civis seriam covardemente roubados e assassinados na tentativa de tomada do PODER pelos progressistas comunistas, chamada INTENTONA COMUNISTA.

Parte I – Antecedentes

Para entendermos o que aconteceu em 1935 é necessário voltar no tempo e chegar a 1920.

Na década de 1920 o Brasil era governado pelas oligarquias paulista e mineira que derrubaram o Império. As oligarquias menores, do Sul do País, estavam cansados da velha República do café com leite e se debatiam fortemente na campanha presidencial o candidato gaúcho Nilo Peçanha e Artur Bernardes. O ano era 1922.

Na época já existiam fake news. Cartas criticando o Exército Brasileiro e seus oficiais vieram a público como tendo sido escritas por Artur Bernardes. A consequência foi a decretação, pelo Presidente Epitácio Pessoa, da prisão do Marechal Hermes da Fonseca (ex presidente do Brasil de 1910 a 1914) e líder do Clube Militar, o qual também foi decretado o fechamento após críticas extensas às políticas oligárquicas do governo.

Assim a autoridade de Artur Bernardes, presidente eleito, começou a se desgastar com a oficialidade das Forças Armadas, antes mesmo de sua posse em 1922. Os oficiais de baixa patente (tenentes) já revoltados com o desmonte das Forças Armadas, recrudesceram suas posições revolucionárias com mais essa afronta ao Exército Brasileiro.

Em meados de 1922, 18 tenentes se rebelaram e tomaram a Fortaleza de Copacabana, entre eles estava um jovem chamado Luis Carlos Prestes. Os tenentes eram historiadores e estudiosos natos e se aclamaram os salvadores da República. Suas propostas iam do desmonte do sistema federalista e retorno da centralização da República até ao aumento dos investimentos nas condições de vida da população, na indústria e no comércio, bem como nas Forças Armadas.

Entretanto, alguns deles, eram idealistas e rapidamente abraçaram as causas operárias o que os aproximou do movimento comunista recém vitorioso no Leste Europeu, na Rússia.

Em 1928, após a derrota de sua empreitada na “Coluna Prestes”, Prestes se aprofundou no estudo do Marxismo na Bolívia, onde estava escondido.

Já como uma promessa no campo político esquerdista, Prestes foi convidado por Getúlio Vargas para ser o chefe civil da Revolução de 1930, cargo que recusou, mesmo após ter recebido o pagamento de Vargas.

Todo o recurso financeiro recebido foi repassado para a “causa”. O destino do dinheiro, oitocentos contos de réis (cerca de R$ 100.000.000,00 em valor atualizado), foi a sede da Internacional Comunista na Argentina.

Em 1934 ele volta, clandestinamente, para o Brasil. Naquele momento Prestes havia sido o escolhido para ser o Presidente do Soviete Brasileiro pela Internacional Comunista. A seu lado infiltrou-se no Brasil Olga Benário, sua controladora política, com o disfarce de esposa.

Observe que já naquela época era praxis a colocação de “esposas e maridos” estrangeiros ao lado de políticos que exerceriam posições de proeminência para serem cobertos, controlados e protegidos. Lembra algum sujeito?

Prestes retomou seus contatos militares e aliou os esforços do Partido Comunista aos da Aliança Nacional Libertadora, um movimento armado que se opunha ao Integralismo. Nessa época começa a caça comunista aos fascistas (integralistas), discurso que permanece até hoje, como vários outros que veremos aqui.

No mundo estávamos à beira da Segunda Grande Guerra onde Fascistas caçavam Judeus e Comunistas por toda a Europa, decretando seus exílios, prisões ou mortes. O Brasil e América do Sul eram uma opção ideal para a consolidação de novos mercados e povos a serem escravizados pelas teorias comunistas.

Em meio a este turbilhão político mundial, em julho de 1935, como primeiro ato hostil, Prestes escreve o Manifesto Comunista Brasileiro que exigia todo o poder à Aliança Nacional Libertadora (ANL) para a derrubada e a tomada do PODER do presidente, legalmente eleito, Getúlio Vargas.

Continua...
Sobre o(a) Autor(a):
Clynson Oliveira
Clynson Oliveira é PhD em Ciências Militares com ênfase em Política e Estratégia pela Escola de Comando e Estado-maior do Exército e coronel R1 do Exército Brasileiro. Por mais de 15 anos atuou na área de marketing de guerra do Exército Brasileiro, sendo especialista em operações psicológicas, direito internacional humanitário, emprego constitucional das Forças Armadas e operações multinacionais, interagẽncias e de paz. Comandou unidades militares no interior da Amazônia brasileira, residiu por mais de 2 anos em todas as regiões do País e participou de atividades militares em mais de 11 países, entre eles Haiti, EUA e Índia, tendo reunido profundos conhecimentos da problemática política, econômica, social, tecnológica e militar, interna e externa, do Brasil, ao longo de mais de 28 anos de serviço militar. Formado em Gerenciamento de Projetos pela FGV, após uma experiência de mais de 6 anos em projetos estratégicos (projeto PROTEGER), e de ter sido CEO da Boston International Sales, fundou a Líder Ação consultoria & treinamentos. É casado, pai de três filhos, dois cachorros e avô de um neto. É também um colaborador do POLITZ.

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