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Parte II: Como Explodir o Politicamente Correto

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Esse artigo faz parte da Série Como Explodir o Politicamente Correto
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Mais um símbolo opressor para representar a nossa aversão ao politicamente correto.
Rompendo a Espiral do Silêncio

Você já deixou de dar a sua opinião em uma roda de amigos só para não polemizar? Já falou "religião e futebol não se discute"? Já pensou que não gostava de algo, mas fez, só para agradar as pessoas do seu convívio, porque era o politicamente correto a ser dito?

Parabéns! seja bem vindo! você já foi afetado pela espiral do silêncio e nem tinha noção.

A espiral do silêncio é uma teoria da comunicação de massa aplicada na ciência política. Noelle – Neumann propôs na Alemanha, no final da década de 70, um experimento em que ela supunha que os seres humanos omitem seus pensamentos (atitude) e até mudam seu comportamento, quando inseridos em situações conflitantes, simplesmente por medo. Esse medo pode ter diversas causas, desde bullying, chacota, isolamento, expulsão do grupo e até agressão física ou morte.

A atitude é um processo mental que permeia o nosso pensamento, baseado em nossas crenças. O comportamento é a parte observável de nossa atitude. Nem sempre a atitude é refletida em comportamento, como?

O comportamento pode ser diferente da atitude, sempre que convier, é aí que começa a viagem pela espiral do silêncio. Para exemplificar, tomemos por base uma pessoa acredita que: índios são brasileiros e tem que ter acesso a toda a tecnologia moderna, isto é, tem uma atitude liberal em seu processo mental de entendimento dos conceitos de igualdade entre os seres humanos, constante da CF88.

Hipoteticamente, essa mesma pessoa pode adotar um comportamento tal que defenda que: indígenas devem permanecer em suas terras, sem acesso à tecnologia nenhuma, para manter sua cultura intacta como na Idade da Pedra. Esse comportamento dissonante pode aparecer em qualquer circunstância, em que o medo se apresente, seja em redes sociais, durante uma entrevista ao vivo, na presença de índios e ou de ativistas pelos direitos indígenas.

Apesar de possuir uma atitude contrária à manutenção de brasileiros na "Idade da Pedra", aquele indivíduo pode adotar um comportamento favorável à causa ativista pró-cultura indígena intocável, por medo, constrangimento ou por quaisquer outros motivos que ensejem a sua proteção física ou mental, do medo de pensar diferente. É uma patrulha do pensamento.

Entretanto, em tempos profusão de mídias (rádio, TV, jornais, etc), de mídias sociais e de imposição de uma agenda progressista, este comportamento se espalha, formando o que se chama de opinião pública politicamente correta.

Sendo a opinião um juízo de valor, pessoal, que o indivíduo faz em relação a alguma situação vivida ou qualquer fato, a sua dimensão pública ocorre quando a percepção sobre um fato é a mesma em um vasto número de pessoas ou é imposta a elas por pressão das notícias divulgadas incessantemente pelas mídias, que moldam o pensamento dito comum.

Apenas por simples adesão, as pessoas podem expressar comportamentos que as sintoniza aos comportamentos de outros do mesmo grupo social (incluindo em mídias sociais). São fatores que concorrem para a ocorrência desse fenômeno: narrativa da mídia, comoção nacional, influência da família ou de amigos, cultura, história, pressão social, etc.

Porque a implantação de soluções politicamente corretas dá tão certo no Brasil?

O brasileiro é, por natureza, um ser especial. Roberto Da Matta considera que o brasileiro, além de ser cordial, gostar de se relacionar e pensar com o coração antes da razão, ele possui um comportamento “dual”.

Ele tem um posicionamento em casa, os amigos, os parentes e seu núcleo familiar próximo e em suas redes sociais; e outro na rua, perante a sociedade, a burocracia, o sistema jurídico e a Lei; que simplesmente coexistem numa sociedade em constante mutação, profundamente marcada por transições equilibradas e negociadas.

Ainda, o brasileiro é aficionado por ganhar, nem que seja campeonato de futebol de botão. Isso o deixa propenso a querer se dar bem em qualquer situação, o famoso "jeitinho brasileiro".

O "jeitinho brasileiro" é uma forma de corrupção bem aceita pela maioria dos brasileiros. Sim, uma forma de corrupção, exemplo: um jovem que fura fila e acha que é esperto, está violando o direito (tácito) do outro de ser atendido primeiro, porque chegou primeiro; uma pessoa parada em uma blitz policial e que ofereça dinheiro para que ele a libere de uma multa, para se dar bem, é também um corrupto.

A cultura do "se dar bem em qualquer situação" é uma característica marcante da ética do brasileiro. Pedir ajuda a um parente, ou a prática de pequenos subornos, para burlar a ordem legal vigente, são ações que fazem parte do dia a dia da população. Tudo isso colabora para que o brasileiro se afunde em diversas espirais do silêncio e adote o "politicamente correto" como bandeira em suas conversas e posicionamentos.

Como romper? Apresento as 3 medidas salva vidas do politicamente correto.

A primeira medida romper com a cultura do "jeitinho brasileiro". É impor, em si mesmo, padrões de conduta que se adequem às suas próprias atitudes e às leis vigentes. Você pode até não ser religioso, mas os mandamentos bíblicos ainda são o melhor e mais abrangente código de conduta social já compilado pelo homem. Em geral, eles são os mesmos, em sua essência, em quaisquer religião ou filosofia de vida que você pesquise.

A segunda medida é usar a regra de platina da convivência social mais do que a regra de ouro da convivência. Tratar o outro como gostaríamos de ser tratados é a regra de ouro, mas para romper a espiral do silêncio, é primordial tratar o outro como ele gostaria de ser tratado, a regra de platina, um exercício amplo de desenvolvimento da empatia.

A terceira medida é exercitar a coragem moral para ter firmeza de caráter e honestidade em seus propósitos. É necessário confrontar as opiniões e deixar clara a sua posição. Isso não implica em discutir tudo, mas implica em ter a sabedoria para falar o que pensa de acordo com sua atitude.

Se você quer ter netos e curti-los, ser avô e ter almoços de família, ver pai, mãe e neto juntos sorrindo e brincando, não pode "desejar" ou achar normal o casamento "gay", porque você não terá netos naturais, e nem uma família tradicional. No Brasil que vivemos hoje, querem criminalizar pensamentos como este, taxando-o de homofóbico, racista, misógino, genocida e outros "istas" apenas por ser diferente do politicamente correto.

Então, até quando você vai deixar que o politicamente correto te mantenha vivendo eternamente deitado em uma espiral infinita do silêncio?
Sobre o(a) Autor(a):
Clynson Oliveira
Clynson Oliveira é PhD em Ciências Militares com ênfase em Política e Estratégia pela Escola de Comando e Estado-maior do Exército e coronel R1 do Exército Brasileiro. Por mais de 15 anos atuou na área de marketing de guerra do Exército Brasileiro, sendo especialista em operações psicológicas, direito internacional humanitário, emprego constitucional das Forças Armadas e operações multinacionais, interagẽncias e de paz. Comandou unidades militares no interior da Amazônia brasileira, residiu por mais de 2 anos em todas as regiões do País e participou de atividades militares em mais de 11 países, entre eles Haiti, EUA e Índia, tendo reunido profundos conhecimentos da problemática política, econômica, social, tecnológica e militar, interna e externa, do Brasil, ao longo de mais de 28 anos de serviço militar. Formado em Gerenciamento de Projetos pela FGV, após uma experiência de mais de 6 anos em projetos estratégicos (projeto PROTEGER), e de ter sido CEO da Boston International Sales, fundou a Líder Ação consultoria & treinamentos. É casado, pai de três filhos, dois cachorros e avô de um neto. É também um colaborador do POLITZ.

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Clynson Oliveira
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