• Olá Visitante! Seja muito bem vindo(a)!

    O #FórumPOLITZ é uma Comunidade única, sendo a primeira rede social no estilo de Fórum criada para pessoas que tem sede de conhecimento, conteúdo, informação e que adora uma boa discussão. Prezamos pela liberdade de expressão, em uma rede totalmente segura, livre de censuras e perseguições ideológicas.

    Oferecemos recursos exclusivos, em uma plataforma construída no que há de mais moderno no mundo. Para aproveitar tudo isso, é preciso Criar um Perfil. É rápido, fácil e totalmente gratuito. Você pode usar até a sua conta no Twitter para fazer isso.

    Junte-se a nós, venha se informar e compartilhar o seu conhecimento com a comunidade que mais cresce no Brasil. Esperamos que goste :)

Parte II: Jean Willis x Propaganda Comunista, será?

Status
Esse artigo faz parte da Série A Propaganda Comunista - Como Ela Funciona
É fácil identificar que metade da propaganda é inútil, difícil é saber qual é essa metade! - Abílio Diniz.
Parte 2 - A técnica da DENÚNCIA

O brasileiro médio adora um boato, um mal dito, um fuxico. As novelas e suas tramas encantam o País na era da televisão e todo mundo quer saber coisas como "quem matou Odete Roitman?". As pessoas querem o que está escondido, o segredo...

Com o fenômeno da pós verdade, ou seja, "não importam os fatos, mas sim o que acredito", isso se potencializa, pois o brasileiro quer que o segredo (que ele já sabe) seja denunciado por alguém, para que ele confirme que estava certo. O brasileiro adora estar certo.

A propaganda comunista prega que tudo, absolutamente tudo, que possa prejudicar a reputação, levantar suspeitas ou manchar a imagem dos seus oponente, em prol do "grande plano" de tomada do poder, seja denunciado de maneira sincronizada e complementar.

Nos Estados Unidos, em plena Guerra Fria, um ataque de denuncismo derrubou o presidente Richard Nixon em 1974. O caso se chamava WATERGATE e devido a uma pressão interminável da opinião pública para descobrir a corrupção do governo, o presidente foi obrigado a renunciar.

Ontem tivemos a notícia triste e preocupante de que um deputado federal, que já estava no exterior, abandonava o mandato, desistindo de tomar posse. Ora, deveria haver uma comoção nacional de seus eleitores, afinal, ele está cometendo uma traição aos que votaram nele e em suas ideias.

Entretanto, as notícias foram: Deputado deixa de assumir mandato por estar sendo ameaçado de morte; Deputado diz que o ambiente do Congresso não é seguro; Deputado está sendo cassado; Deputado tem medo de milícias associadas à família X. Cada uma dessas denúncias foi divulgada de uma forma que o leitor desavisado monte um quebra cabeças e forme uma imagem. A imagem de que o Brasil tem um regime associado a milícias, de extrema direita que persegue minorias e cassa o mandato de adversários. Bacana né?

A denúncia sempre tem um objetivo que é a desestabilização do governo empossado. Cada passo dado é muito bem pensado e a Denúncia e a Revelação (artigo da Parte I), se complementam perfeitamente.

O que temos hoje com as denúncias e revelações "bombásticas" e diárias, é uma possível tentativa de formar um BOLSOGATE (já ouviram essa expressão?) com o objetivo claro de emperrar a máquina pública e sustar as mudanças prometidas durante a campanha.

Assim como na revelação, a denúncia é uma técnica da propaganda comunista, tende a relativizar os sucessos e a potencializar o fracasso, para assim manter o ambiente de insegurança e a atenção do brasileiro médio naquilo que não interessa, ou seja, o sucesso do governo.

É uma séria estratégia que visa a confirmar e legitimar uma retomada do poder pelos meios democráticos ou não (palavras de um dirigente de estrela vermelha), ao gerar a dúvida e a aceitabilidade às suas ideias e atos.

E você brasileiro, vai continuar na média, ou vai criticar toda a informação que recebe a partir de agora? Aguarde as próximas.
Sobre o(a) Autor(a):
Clynson Oliveira
Clynson Oliveira é PhD em Ciências Militares com ênfase em Política e Estratégia pela Escola de Comando e Estado-maior do Exército e coronel R1 do Exército Brasileiro. Por mais de 15 anos atuou na área de marketing de guerra do Exército Brasileiro, sendo especialista em operações psicológicas, direito internacional humanitário, emprego constitucional das Forças Armadas e operações multinacionais, interagẽncias e de paz. Comandou unidades militares no interior da Amazônia brasileira, residiu por mais de 2 anos em todas as regiões do País e participou de atividades militares em mais de 11 países, entre eles Haiti, EUA e Índia, tendo reunido profundos conhecimentos da problemática política, econômica, social, tecnológica e militar, interna e externa, do Brasil, ao longo de mais de 28 anos de serviço militar. Formado em Gerenciamento de Projetos pela FGV, após uma experiência de mais de 6 anos em projetos estratégicos (projeto PROTEGER), e de ter sido CEO da Boston International Sales, fundou a Líder Ação consultoria & treinamentos. É casado, pai de três filhos, dois cachorros e avô de um neto. É também um colaborador do POLITZ.

Comentários

Não há comentários para mostrar.

Informações da Publicação

Autor(a)
Clynson Oliveira
Visual.
223
Última atualização

Mais em Colunistas

Mais de Clynson Oliveira

Compartilhar

Top Bottom