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Parte III: Narrativa Dominante x Propaganda Comunista, será?

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Esse artigo faz parte da Série A Propaganda Comunista - Como Ela Funciona
Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade - Joseph Goebbels
Parte 3 - ORQUESTRAÇÃO

A propaganda nazista, cujo pai foi Joseph Goebbels, aprendeu muito bem com as lições da Revolução Russa de 1917. Aprendeu que dominar a narrativa era fundamental. Tal foi esse aprendizado que conseguiu esconder o genocídio de milhões de judeus, negros e homossexuais, de seu próprio povo alemão, de 1939 até 1945, quando findou a II Guerra Mundial.

A propaganda comunista é supra nacional, ou seja, ela não respeita as fronteiras. Ela é a arma de dominação de países que foi a amálgama da chamada União Soviética, que mantinha 15 repúblicas satélites ao governo central da Rússia, até 1989.

A propaganda é organizada de maneira a controlar a narrativa e moldar as ideias comunistas para serem aceitas em qualquer lugar sem resistência. Até o século XX, antes da explosão das redes sociais, a repetição da corrente dominante ou da narrativa dominante, mais conhecida como opinião pública, era dada pela chamada "grande mídia" jornais, revistas, rádio, TV, etc.

O século XXI retorceu isso ao dar o poder para que as pessoas tornem públicas suas próprias opiniões. Mais de 64% da população brasileira possui acesso à internet, bem ao alcance de suas mãos, e se informa onde quer e do jeito que quer.

As pessoas buscam as informações e as confirmam nos meios que mais acreditam, deixando fluido o processo de dominação da narrativa. A orquestração nada mais é do que a repetição de uma ideia por diversas formas de comunicação: rádio, TV, Facebook, cinema, Twitter, teatro, escola, WhatsApp, LinkedIn, YouTube e outros mais.

Vamos pegar o exemplo da campanha de mainstream #EleNao. A campanha tinha o claro objetivo de fazer com que as pessoas não votassem 17 nas eleições presidenciais brasileiras de 2018.

Para esclarecimento, mainstream é a repetição da mesma mensagem, conteúdo ou ideia, em mais de um meio de difusão. Ao difundir a #EleNao o indivíduo exprimia a ideia de ser a favor do direito das minorias acima de tudo e de todos, de ir contra: o fascismo, o nazismo, a discriminação, a opção política de direita, o desrespeito LGBT, a corrida armamentista, entre outros, ou seja, tudo aquilo que representava a oposição aos princípios do governo que reinou absoluto de 1998 a 2014.

A orquestração para a disseminação de todo o ideal contido na #EleNao se deu pela disseminação viral de vídeos e textos, nas grandes mídias, nas independentes e nas individuais. Tudo aquilo que era a favor do #EleNao era o correto e o bom, tudo aquilo que era contrário era o mal e precisava ser extirpado imediatamente, polarizando a opinião pública.

Claramente não deu certo, pois a mensagem contida na #EleNao era rasa, não possuía consistência e não conseguiu encantar cerca de 60 milhões de eleitores a não votar 17 nas eleições presidenciais brasileiras de 2018.

Outro belo exemplo de orquestração foi observada nas comunicações referentes à renúncia recente de um deputado do PSOL. Apesar de ter sido eleito pelo povo e de contar com proteção armada, privilégios de foro investigativo e carros blindados, resolveu desistir de tudo e literalmente desaparecer, alegando insegurança, ameaças e informando que se auto exilará como refugiado político.

A narrativa dominante dos posts acompanha a mesma linha de raciocínio do #EleNao. A narrativa descreve como racista e homofóbico o governo eleito, e por isso, a "situação" tornara-se perigosa para a vida do deputado, em sua opinião, por isso, voluntariamente deixou o cargo e o País.

Todavia, o que se vê em todas as mídias, de forma orquestrada e repetida ao extremo, dá a entender de que ele não teve escolha e foi exilado do Brasil, e não por opção própria e voluntária, mais uma vez polarizando a opinião pública nacional e a internacional. Nesse caso, ainda veremos como será o desfecho midiático. Até o presente momento, os mesmos 60 milhões que votaram 17, contestam veementemente, os motivos e a ação de abandonar o País, do dileto eleito ex congressista auto exilado.

O controle da narrativa é uma forma de fazer com que a "opinião pública" pareça uníssona, dando a impressão de que o mundo inteiro apoia as ideias disseminadas pelo mainstream.

O perigo reside na parcialidade da verdade e nos interesses ocultos na real manipulação do senso de verdade e de coerência dos fatos. Entretanto, as maravilhas da tecnologia moderna não permitem que as pessoas se enganem mais, basta ver o resultado das urnas no caso da #EleNao e da diminuição drástica da atenção dada ao caso do ¨exilado político¨ nos últimos dois dias.

A orquestração é potencializada quando se usa de generalizações brilhantes, como a #EleNao. A generalização brilhante nada mais é do que usar verdades e meias verdades para construir um argumento que seja factível e que possa ser entendido por todos bem facilmente.
Sobre o(a) Autor(a):
Clynson Oliveira
Clynson Oliveira é PhD em Ciências Militares com ênfase em Política e Estratégia pela Escola de Comando e Estado-maior do Exército e coronel R1 do Exército Brasileiro. Por mais de 15 anos atuou na área de marketing de guerra do Exército Brasileiro, sendo especialista em operações psicológicas, direito internacional humanitário, emprego constitucional das Forças Armadas e operações multinacionais, interagẽncias e de paz. Comandou unidades militares no interior da Amazônia brasileira, residiu por mais de 2 anos em todas as regiões do País e participou de atividades militares em mais de 11 países, entre eles Haiti, EUA e Índia, tendo reunido profundos conhecimentos da problemática política, econômica, social, tecnológica e militar, interna e externa, do Brasil, ao longo de mais de 28 anos de serviço militar. Formado em Gerenciamento de Projetos pela FGV, após uma experiência de mais de 6 anos em projetos estratégicos (projeto PROTEGER), e de ter sido CEO da Boston International Sales, fundou a Líder Ação consultoria & treinamentos. É casado, pai de três filhos, dois cachorros e avô de um neto. É também um colaborador do POLITZ.

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