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Parte VII: O Terrorismo Informacional

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Esse artigo faz parte da Série A Propaganda Comunista - Como Ela Funciona
"O Terror é a maneira mais rápida de se criar uma nova sociedade" - Stalin
Parte VII: O Terrorismo Informacional

Como introdução vou fazer mais uma citação, desta vez de Trotsky em seu livro "Terrorismo e Comunismo" de 1920:

[...] o assassinato de um empregado, uma ameaça de atear fogo a uma fábrica ou uma ameaça de morte ao seu proprietário, uma tentativa de assassinato, com revólver na mão, contra um ministro de governo, todos estes são atos terroristas no sentido pleno e autêntico [...]

O mundo mudou e as táticas do chamado "Terror vermelho", cujo objetivo é assustar a população e deixá-la refém de seus próprios medos, invadiram o campo informacional, por terem entendido que de nada adianta praticar o terror se ele não for "cantado aos quatro cantos do mundo".

O terrorismo informacional pode ser definido como a tentativa de manter a população desinformada e com medo de expor suas próprias ideias. A principal tática para manter a população refém é destruir a liberdade de expressão, como foi a tentativa de vários políticos dentro e fora do Brasil em 2018 ao defender a proibição de um aplicativo de comunicação (Whatsapp) durante a campanha eleitoral.

É importante salientar que tal terrorismo informacional se instala por dois principais motivos: a existência de propagandistas (agitadores) em todos os meios de comunicação, pagos para configurar o mainstream e a total ignorância da maioria da população sobre os reais objetivos dos ditos comunismo, socialismo e democracia progressista (que são sinônimos entre si) e das reais experiências fracassadas de todos os regimes socialistas no mundo. Ontem mesmo (12 Fev 19) a Espanha derrubou o primeiro ministro socialista por ter, sua conduta política, causado danos à economia e à sociedade espanhola.

O que vemos hoje são táticas modernas como: assassinatos de reputação virtuais, por meio das redes sociais, são as acusações, no Brasil, de que houve aumento da violência, de que os integrantes do governo não se entendem, de estabelecimento de censura à liberdade de expressão e de encarceramento/ exílio por crimes políticos. Duvida? Vamos aos fatos mais recentes da última semana.

Assassinato de reputação. Artistas e homossexuais assumidos que se posicionaram contra o mainstream (sincronização na divulgação de notícias de modo a construir uma narrativa orientada a um objetivo específico) de que a violência contra os grupos LGBTQI aumentou muito tiveram verdadeiros atentados às suas honras pessoais. A reputação de um maquiador (sic: Augustin) e de uma famosa cantora (sic: Valeska), bem como de um velhinho que faz vídeos no YouTube para seus netos (sic: Slime) e até de uma ministra de Estado como a ministra Damares Alves, foram atacadas com xingamentos, mentiras e fakenews.

A ideia central do assassinato de reputações é a de manter todos os que são contra a ideologia marxista identitária calados e presos dentro de uma bolha "politicamente correta" e que não admite o contraditório.

Estamos hoje no 44º dia do ano de 2019 e ainda não foram publicadas estatísticas acerca da variação nacional relativa ao cometimento de crimes. O motivo, claro, é que ainda não houve tempo hábil para contabilizar e publicar. O que se tem de concreto, como estatística, é uma diminuição da violência urbana em mais de 30% nos estados do sudeste do País, na comparação entre 2005 e 2015, entre outras no estudo publicado pelo IPEA em 2017. Mas o discurso do mainstream é alarmista, com o intuito de manter a sensação de insegurança nas pessoas e mantê-las reféns deste medo.

Até hoje, depois de duas condenações por crimes de corrupção, confirmados em duas instância, o mainstream mantém o discurso de que a prisão de um ex-presidente no Brasil é política. O discurso alardeado dentro e fora do País é esse, todavia essa afirmação é esdrúxula, quando se percebe que os fatos não se encaixam no conceito de prisão política. Uma prisão política só pode ser assim considerada quando não se segue nenhum tipo de rito judicial ou que não se tenha uma clara separação de poderes em um País. Definitivamente não é esse o caso no Brasil.

Todos os atos terroristas informacionais são como atos políticos e gravitam em torno de suas próprias órbitas. A sua relevância está diretamente relacionada com o alcance e o efeito da mídia dos acontecimentos. Por isso o mainstream e a repetição das mesmas ideias são tão importantes para se alcançar o efeito desejado.

Colocar membros do governos, uns contra os outros, manipulando as narrativas e tirando-as do contexto também faz parte do terrorismo informacional. Recentemente vemos um ataque sem igual a respostas a perguntas realizadas ao Vice presidente (sic: Mourão) que são repetidamente e diariamente colocadas em confronto com o discurso do Presidente eleito, causando muita discussão nas redes sociais sobre o papel que desempenha o Vice presidente do País.

A intenção, clara e cristalina, é a de causar desconforto, insegurança e a sensação de que não há comando único, portanto, por ser o Vice presidente um General do Exército, um golpe militar poderia estar sendo tramado nas sombras, um conspiracionismo imaginário puro, baseado na construção de uma narrativa de que estamos em uma ditadura , como a dita militar 1964-1985, e não em uma normalidade democrática nunca antes vista.

Ainda como exemplo, observemos algumas frases proferidas antes da prisão do ex-presidente em 2018. Elas, em conjunto, colaboraram com o retardo, em 72 horas, da efetiva prisão do ex-presidente, causando um mal estar e dando tempo para que a defesa tentasse articular mais um dos mais de 180 recursos impetrados nos últimos 11 meses e publicado no site do diário conservador:

“se forem até as últimas consequências, não haverá um dia de paz no Brasil” (G.B. em entrevista à revista Veja)

“É hora de radicalizar” (G.H. em declaração ao O Globo)

“Para prender Lula, vai ter que matar gente” (G.H. em declaração ao grupo Folha)

“Se prenderem Lula, o Brasil pega fogo” (J.P.S. em declaração à mídia Brasil 247)

“Não nos peçam passividade…nesse processo fraudado, é incendiar o país” (L.F. em declaração ao grupo Folha)

“Prisão de Lula incendiaria o País” (Ministro do STF em declaração ao Estadão)

Concluindo, é de se esperar mais terrorismo informacional pelos próximos meses.
Sobre o(a) Autor(a):
Clynson Oliveira
Clynson Oliveira é PhD em Ciências Militares com ênfase em Política e Estratégia pela Escola de Comando e Estado-maior do Exército e coronel R1 do Exército Brasileiro. Por mais de 15 anos atuou na área de marketing de guerra do Exército Brasileiro, sendo especialista em operações psicológicas, direito internacional humanitário, emprego constitucional das Forças Armadas e operações multinacionais, interagẽncias e de paz. Comandou unidades militares no interior da Amazônia brasileira, residiu por mais de 2 anos em todas as regiões do País e participou de atividades militares em mais de 11 países, entre eles Haiti, EUA e Índia, tendo reunido profundos conhecimentos da problemática política, econômica, social, tecnológica e militar, interna e externa, do Brasil, ao longo de mais de 28 anos de serviço militar. Formado em Gerenciamento de Projetos pela FGV, após uma experiência de mais de 6 anos em projetos estratégicos (projeto PROTEGER), e de ter sido CEO da Boston International Sales, fundou a Líder Ação consultoria & treinamentos. É casado, pai de três filhos, dois cachorros e avô de um neto. É também um colaborador do POLITZ.

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