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Parte VIII: A Psicopolítica

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Esse artigo faz parte da Série A Propaganda Comunista - Como Ela Funciona
"[...] O único objetivo da mídia brasileira é manter o governo Bolsonaro em crise permanente, tornar o Brasil ingovernável [...]." Olavo de Carvalho.
Crise no Governo ou na Grande Mídia?

"[...] A psicopolítica é a arte (ciência) de estabelecer e manter o domínio sobre os pensamentos e a lealdade dos indivíduos, colaboradores, organizações, e da opinião "publicada" e realizar a conquista da nação por meio do saneamento mental [...]". Cesar Hidalgo

No último final de semana (16 e 17 de fevereiro de 2019) pudemos assistir a uma aula de psicopolítica na prática. A criação da crise que pode levar à exoneração do atual Secretário Geral de Presidência.

A psicopolítica tem sua base científica em Pavlov e em outros cientistas russos com a finalidade de doutrinar as pessoas por meio da repetição de informações, diariamente, mais de uma vez, por diversos meios e assim criar sensações. No caso em questão, a tentativa de forjar uma crise no governo, que definitivamente não existe.

Vamos começar pelos fatos. Um ministro é suspeito de quebrar a confiança institucional, há uma troca de mensagens, essas mensagens vêm a público, há um mal estar e especula-se que haverá uma demissão. Se o cargo de ministro é de confiança, se há suspeita de quebra de confiança, o cargo tem que ficar à disposição mesmo, não há crise, apenas coerência rotineira aos fatos.

Uma crise se caracteriza por uma mudança brusca ou uma alteração importante no desenvolvimento de um evento. Para que uma crise se caracterize em um governo é necessário que ela apresente indicadores negativos que impactem em um dos campos do poder: militar, psicossocial, ciência e tecnologia, economia ou política. Entenda-se política como relações institucionais e relações exteriores, nada tem a ver com politicagem, disse me disse e boatos de corredores.

Mais uma vez afirmo, não há crise, há coerência entre fato e ação corretiva, e só. Ninguém é insubstituível e não há projetos ou políticas que serão inviabilizadas por essa ação corretiva.

Entretanto, o que se vê é uma conjunção de informações desencontradas que formam uma aura de "crise", mas que não resiste a um dedo de investigação. A aposta é a de que os brasileiros não leem nada além dos títulos para fazerem um julgamento apressado e tomar uma decisão. É fato que mais de 44% dos brasileiros não lê nem um só livro por ano.

Vamos ver como se monta (forja) uma crise:

Passo 1: os perfis de políticos de esquerda estamparam comentários falando que o governo nem começou e já está em crise: que essa crise ocasionará desemprego, perda de salários e de direitos.

Passo 2: os perfis de jornaleiros estamparam que os vazamentos de áudio estão atrapalhando a seriedade das comunicações entre o governo e seus ministros, logo, o governo nem começou e já está em crise.

Passo 3: os perfis de mídia independente, com viés de esquerda, dizem que o filho do presidente o atrapalha de mais e chama uma família de senadores, deputados e presidente de Clã. Afirmam que a família está atrapalhando a governabilidade e que o governo nem começou e já está em crise.

Passo 4:
os perfis de robots do Twitter e outras mídias sociais, normalmente contas que possuem menos de 200 seguidores, criadas em 2009-10, 2013-14 ou 2017-18 (anos de eleição presidencial e seu imediatamente anterior), se revezam em suas narrativas, apoiando o governo e se dizendo arrependido e que não esperava ter elegido um governo nem começou e está em crise; ou atacando por meio de xingamentos, humilhações e esperneamento categórico de que o governo nem começou e já está em crise.

Assim, se forja uma crise inexistente! O aparelho sistêmico esquerdista, sem nenhuma ética ou moral respeitável pela sociedade brasileira, tentam empurrar a narrativa para que todos tenham o mesmo sentimento, de que algo está errado e precisa ser mudado, ou seja, é a preparação para o saneamento mental necessário para manter o controle dos pensamentos das massas.

Todas as vitórias e mudanças, promovidas pelo governo em 48 dias, passam despercebidas. A bolsa de valores bateu sua máxima histórica duas vezes em janeiro 2019, o dólar americano teve uma queda de 7,6% desde a vitória de Bolsonaro no primeiro turno de 2018, o número de empregos aumentou, as relações comerciais internacionais vantajosas foram retomadas com a EU e EUA, educação em plena reforma, a economia em plena expansão, o governo pautou as eleições dos presidentes das duas casas do Congresso Nacional, o partido presidente tem a maior bancada nas duas casas, os projetos de governo em encaminhamento positivo. Onde está a tal crise?

Assim sendo, temos uma disseminação de notícias parcialmente verdadeiras com o intuito de gerar insegurança e medo, como parte da pavimentação da estrada para a retomada do poder.

Para se contrapor é necessário que cada brasileiro se mantenha informado e que observem atentamente os discursos de todos os lados, antes de eleger o mais correto. É necessário buscar a informação em várias fontes e realmente olhar o cenário nacional com uma visão comparativa entre o que se vê nas ruas, na sociedade, no dia a dia, com as matérias publicadas nos sites do governo, na grande mídia, nas mídias independentes e nas mídias sociais, interpretando os comentários para saber o que realmente as pessoas estão pensando sobre aquele assunto.

Um dos principais objetivos da psicopolítica no ocidente é obter, além do controle da narrativa, o controle das universidades e da formação pedagógica, pois essas são as verdadeiras fábricas de ativistas e de agitadores.
Sobre o(a) Autor(a):
Clynson Oliveira
Clynson Oliveira é PhD em Ciências Militares com ênfase em Política e Estratégia pela Escola de Comando e Estado-maior do Exército e coronel R1 do Exército Brasileiro. Por mais de 15 anos atuou na área de marketing de guerra do Exército Brasileiro, sendo especialista em operações psicológicas, direito internacional humanitário, emprego constitucional das Forças Armadas e operações multinacionais, interagẽncias e de paz. Comandou unidades militares no interior da Amazônia brasileira, residiu por mais de 2 anos em todas as regiões do País e participou de atividades militares em mais de 11 países, entre eles Haiti, EUA e Índia, tendo reunido profundos conhecimentos da problemática política, econômica, social, tecnológica e militar, interna e externa, do Brasil, ao longo de mais de 28 anos de serviço militar. Formado em Gerenciamento de Projetos pela FGV, após uma experiência de mais de 6 anos em projetos estratégicos (projeto PROTEGER), e de ter sido CEO da Boston International Sales, fundou a Líder Ação consultoria & treinamentos. É casado, pai de três filhos, dois cachorros e avô de um neto. É também um colaborador do POLITZ.

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