Pesquisa do IBOPE mostra que 70% dos entregadores de aplicativos de comida não querem nem saber de carteira assinada e preferem o modelo atual

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (IBOPE) mostrou que a esquerda anda meio perdida quando se fala na defesa dos interesses de seus supostos grupos de eleitorados, mostrando que estão completamente perdidos frente à realidade social e econômica do país.

Conforme publicado pela fonte originária, a bela maioria dos entregadores de aplicativos como Uber Ears, Rappi e iFood, 70% deles preferem prestar os seus serviços de maneira flexibilizada, sem a utilização de carteira de trabalho.

A pesquisa foi feita entre 17 e 18 de julho com mil profissionais de entregas no país.

O questionamento foi feito da seguinte forma: “Você prefere o modelo de trabalho atual, que te permite escolher os dias da semana e os horários em que gostaria de trabalhar, podendo ainda trabalhar com vários aplicativos e definir a melhor forma de compor sua renda, OU gostaria de ter carteira assinada para poder ter acesso a benefícios e direitos como 13º salário, férias, INSS e FGTS, mas tendo que cumprir horários e demais regras das empresas de aplicativos?”

Pasmem: apenas 30% deles responderam que preferiam utilizar a carteira de trabalho assinada.

O modelo de relação de trabalho hoje, popularmente conhecido como "uberização", tem recebido atenção da Justiça, porém, tribunais superiores como o próprio Superior Tribunal de Justiça tem entendido que não existe relação de trabalho entre os entregadores e os aplicativos, já que se trata de uma relação livre, flexível e sem qualquer tipo de vínculo que configure uma relação trabalhista propriamente dita nos moldes da Consolidação das Leis do Trabalho.

Apesar disso, recentemente houve uma manifestação por parte de alguns entregadores reivindicando alguns direitos, como o aumento no valor da corrida, diminuição no tempo de espera nos restaurantes, seguro de vida e contra roubos e fornecimento de EPIs, além da licença remunerada em caso de contração de doenças como o vírus chinês (Coronavírus/Covid-19).

O iFood, líder no seguimento informou em nota que está disposto "a revisar, ajustar, corrigir e fazer mais e melhor", acrescentando que oferece seguro que atende emergências médicas ou odontológicas dos entregadores, incluindo cirurgias, cobrindo até mesmo o percurso de volta para casa depois do trabalho.

Ainda, segundo a publicação originária:

e acordo com a pesquisa do Ibope, 40% dos entrevistados disseram apoiar o movimento, enquanto 18% são indiferentes e 23% não apoiam. Ainda, 8% disseram não ter tido conhecimento sobre o movimento.

Entre os 92% que tiveram conhecimento, 53% disseram considerar negativa a participação de partidos políticos e de sindicatos nas manifestações.

Ainda segundo a pesquisa, 18% dos profissionais consultados e que ficaram sabendo do movimento disseram não ter feito entregas durante a paralisação por medo de sofrer algum tipo de intimidação.
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