13 de Maio de 1888, aniversário de Dom João VI, poderia muito bem ser um dia comemorativo para a família real, visto que D. João VI foi figura marcante e decisiva para o rumo do Brasil como país independente. Entretanto, o maior feito visto em terras brasileiras estava acontecendo na frente da princesa Isabel, ela sanciona a lei Áurea - lei essa que extinguiu a escravidão do país - e daquele dia em diante as ruas do Rio de Janeiro e todas capitais das províncias entrariam em festas por longos 7 dias. Os então ex-escravos comemoravam com mãos para o alto e liberdade era a palavra do momento, paralelo a isso José do Patrocínio cria a guarda negra (grupo militar de ex-escravos para lutar contra os ativistas contrários a monarquia, a Isabel e a abolição), e o mesmo junto de Joaquim Nabuco e André Rebouças criam o dever moral de combater tal má imagem de séculos anteriores.



Porém, se para muitos tal momento era de alegria, para outros o momento seria um caminho sem volta para a parte esquecida da história...​



1889, os republicanos se encontravam sem apoio popular, seus representantes não conseguiam ser eleitos, porém sem bandeiras para levar a frente e sem ganhar apoiadores só restaria uma alternativa... Um golpe militar. As chances desse plano dar certo eram mínimas, visto que a Marinha brasileira era aliada ferrenha da família do imperador e seu império (lembrando que a mesma foi fundada por José Bonifácio). A quem caberia a covardia de trair a população brasileira? Marechal Deodoro da Fonseca. O mesmo que saiu como herói da Guerra do Paraguai, ficou insatisfeito com o desprestigio da monarquia em relação ao exército.

Entretanto, Deodoro era amigo pessoal de Dom Pedro II e monarquista então como a monarquia caiu?​

Coube ao Major Sólon Ribeiro planejar isso. Inicialmente ele inventa a mentira de que Dom Pedro havia mandado prender ele e Deodoro, os resultados desse boatos foram mais rápidos que seu compartilhamento, as tropas se rebelaram nos quartéis. Até que a figura do presidente do conselho de ministros Visconde de Ouro Preto, tenta acalmar os ânimos com algumas conversar com chefes militares. Sem sucesso, na manhã seguinte Deodoro e sua tropa vai até o ministério de Ouro Preto para tomar a força a cadeira de Visconde e consegue tal ato. Mesmo tendo conclusão na tomada do ministério, o maior medo de Sólon é por Deodoro ser amigo de D. Pedro II se entenderem e gerar um novo gabinete para substituir o atual, em outras palavras seria o fim do sonho republicano.
No entardecer do dia 15, foram dizer ao Marechal que D. Pedro havia convidado para a presidência do conselho de ministros o político gaúcho Silveira Martins, porém quando Deodoro fora comandante da praça de Porto Alegre ele havia disputado com Silveira a mão da filha de Barão do Triunfo. Adelaide preferiu Silveira no lugar de Deodoro e com isso sua raiva quase que eterna do rival, e aproveitando disso os republicanos apresentaram a Carta de Proclamação da República e disseram "Esse não? Então assina" e Deodoro foi covarde em assinar tal golpe.

Após isso?
Sem símbolos brasileiros, os republicanos hastearam a bandeira do Estados Unidos do Brasil e cantaram o hino da Revolução Francesa. Com medo de uma revolta popular, embarcaram as 3:00 do dia 16 a família imperial em um barco e mandaram para a Europa, D. Pedro só teve a chance de pegar um pano braco e colocar nele um pedaço de terra. A consulta popular sobre a troca de regime aconteceria em Abril de 1993 (103 anos depois do Golpe), até lá massiva propaganda contra os monarquistas e mais de um século de uma República Provisória.

E lá se foi a única democracia na época, 4 séculos de história deixado de lado por meia dúzia de pessoas, um legado histórico, cultural e político esquecido com a perspectiva de um futuro que até hoje nunca chegou, ordem e progresso....​