Queimadas na Amazônia e no Pantanal podem ter origem de grupos criminosos e organizados

Infelizmente o Brasil vem sofrendo uma campanha de difamação internacional dado o interesse de certos grupos políticos nas riquezas da Amazônia e até mesmo do Pantanal e as queimadas se tornaram o principal assunto para tentar, literalmente, queimar o país aos olhares da opinião pública mundial.

O que ninguém diz ou comenta é que essas queimadas podem ter origem criminosa, ou seja, grupos organizados podem estar tacando fogo propositalmente tanto na Amazônia como também no Pantanal.

No final de agosto, uma reportagem afirma que o Governo Federal chegou a receber denúncias de incêndios criminosos na Amazônia e o Presidente Jair Bolsonaro chegou até mesmo a cogitar que a ação se deve à suspensão de repasses de fundos para ONGs.

Na época, a informação foi divulgada pelo porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros:

- "O presidente tem a percepção de que essas queimadas podem estar sendo realizadas em represália a esses prejuízos por parte das organizações não governamentais. Algumas denúncias desses atos já foram apontadas em algumas regiões [...] O presidente já destacou que muitas delas (ONGs) atendem aos interesses estrangeiros que cobiçam as riquezas naturais existentes no território brasileiro. Algumas vivem exclusivamente do aporte financeiro externo, que no momento, em face das ações do governo brasileiro, foram estancadas por má-gestão"


No domingo, uma emissora de altíssimo alcance nacional (e até internacional), fez uma reportagem afirmando que teve acesso à um inquérito da própria Polícia Federal onde se investiga a mesma situação: a suspeita de ação criminosa em fazendas.

Um dos investigados pelos incêndios é um fazendeiro réu por corrupção e apontado como também responsável pelos incêndios. As chamas já chegaram a consumir 20% da vegetação local.

A Polícia Federal com ajuda de satélites e suas imagens precisas mostram que a as queimadas na região podem ter principalmente intervenção humana, ou seja, uma ação criminosa.

Perto do Parque Nacional do Pantanal, região que divide Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, o fogo teria começado de maneira criminosa:

“A Polícia Federal tem por competência constitucional e atribuição apuração de danos ambientais que atinjam áreas de proteção da União”, destaca Leonardo Rafaini, delegado da Polícia Federal. O nome dessa operação é "Matáá", que significa fogo no idioma de uma tribo indígena do Pantanal.

A investigação começou com a análise de imagens de satélites da Nasa. Um dos exemplos: no dia 30 de junho, aparece um primeiro foco de incêndio em uma fazenda. “A única causa natural para os incêndios florestais são as descargas elétricas atmosféricas, os raios”, afirma Alexandre Martins Pereira - analista ambiental do Prevfogo-Ibama. Em 30 de junho, não houve raios e o incêndio só pode ter sido provocado pelo homem. No dia seguinte, surgem outros focos, inclusive na fazenda vizinha. O incêndio cresce muito, como mostram as imagens. Situação parecida se repetiu em outras duas fazendas. E os focos começaram em datas próximas, no mês de julho - o que chamou ainda mais a atenção dos policiais.

O Delegado afirma: "É possível identificar a origem, o local dos focos e onde houve o provável início dos incêndios".

Já o INPE, mostrou o resultado: as queimadas realmente começaram dentro das quatro fazendas e se espalharam, reforçando a tese de que foi proposital. Os policiais teriam seguido as coordenadas dos satélites, registrando com vídeos e fotos, o que sobrou do estrago. Segundo a própria Polícia Federal, a devastação das queimadas ultrapassou os limites das fazendas, atingindo 33 mil hectares, até mesmo as áreas de preservaçõ permanente.

A suspeita principal é de que houve o uso de fogo, de forma criminosa, para a limpeza das pastagens.
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