Referendo altera Constituição russa e garante permissão para Vladimir Putin governar até 2036 caso reeleito "democraticamente"

Conforme esperado por diversas fontes originárias inclusive por pesquisas de boca de urna, o referendo que alterou drasticamente a Constituição da Rússia foi aprovado pelos seus cidadãos.

A mudança permite que Vladimir Putin seja reeleito e permaneça no poder até 2036, ou seja, por mais 12 anos pelo menos. Putin atualmente está comandando o país por mais de duas décadas e ficaria no mandato presidencial até 2024, porém, com a nova extensão e mudança constitucional aprovada, ele poderá estender até essa nova data.

A Constituição anterior previa o mandato de apenas 6 anos, o que permitiria ele ficar no poder até 2024 e agora, aumentado para 2036 se for reeleito e todos nós sabemos como funciona a "democracia" na Rússia.

O plebiscito terminou na última quarta-feira e foi marcado por pressão nos eleitores e diversas irregularidades segundo as fontes originárias citadas nessa reportagem.

Na terça-feira, o Presidente apelou para os "valores tradicionais" afirmando: "Estamos votando para um país em que estamos trabalhando e queremos entregar aos nossos filhos e netos", mencionando a "estabilidade, segurança e prosperidade".

As pesquisas de boca de urna indicaram que 74% votaram a favor da proposta, 25% contra com 1% dos votos computados.

Em recente atualização de uma fonte originária, com 20% dos votos computados, 72% votaram a favor da proposta.

Segundo a publicação, traduzida pelo POLITZ:

Pela primeira vez na Rússia, os centros eleitorais foram mantidos abertos por uma semana para aumentar a participação sem aumentar o número de votos em meio à pandemia de coronavírus - uma disposição que os críticos do Kremlin denunciaram como uma ferramenta extra para manipular o resultado.

Uma campanha de propaganda massiva e o fracasso da oposição em montar um desafio coordenado ajudaram Putin a obter o resultado que ele queria, mas o plebiscito pode acabar corroendo sua posição por causa dos métodos não convencionais usados para aumentar a participação e a dúbia base legal para a votação.

Quando as pesquisas fecharam em Moscou e na maioria das outras partes do oeste da Rússia, a participação geral era de 65%, segundo autoridades eleitorais. Em algumas regiões, quase 90% dos eleitores elegíveis votam.

Na península de Chukchi, no leste da Rússia, nove horas à frente de Moscou, as autoridades rapidamente anunciaram resultados preliminares completos, mostrando que 80% dos eleitores apoiavam as emendas e, em outras partes do Extremo Oriente, disseram que mais de 70% dos eleitores apoiaram as mudanças.

Críticos do Kremlin e observadores independentes das eleições questionaram os números da participação.

"Observamos as regiões vizinhas e as anomalias são óbvias - há regiões em que a participação é artificial (impulsionada), há regiões em que é mais ou menos real", Grigory Melkonyants, co-presidente do grupo independente de monitoramento de eleições Golos, disse à Associated Press.
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Comentários

Às vezes tenho inveja dos russos... pelo menos lá o governo deles é estável e, por mais defeitos que tenha tipo patrocinar grupelhos de esquerda fora de casa tipo Venezuela, em casa é (mais ou menos) "nacional-conservador". Lá os STFs ou seja o que for não tem como avacalhar o presidente que nem fazem aqui

Lembrando sempre que o principal partido de oposição ao Putin é o Partido Comunista, sucessor direto do Partido Comunista da URSS
 

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