#ExclusivoPOLITZ Segundo estudo: Lockdowns causados pelo COVID custaram inúmeros empregos e aparentemente não salvaram vidas

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Um restaurante falido por conta da pandemia (Reprodução / Stephen Yang).

Segundo estudo: Lockdowns causados pelo COVID custaram inúmeros empregos e aparentemente não salvaram vidas​


Por Eileen AJ Connelly para o New York Post.
Artigo traduzido e adaptado na íntegra pelo POLITZ.

Nós fizemos um lockdown da economia ao invés de bloquear o vírus.

Os empregos estão se recuperando de forma mais lenta em Nova York e em outros estados que mantêm restrições rigorosas contra o COVID-19 do que em estados que reabriram totalmente suas economias, enquanto as medidas contínuas de lockdowns não pareçam estar salvando vidas, mostra um estudo em andamento da WalletHub.

Medidas como limitar viagens, manter restaurantes operando abaixo da capacidade e fechar negócios não essenciais mantiveram o desemprego no estado de Nova York entre os mais altos do país, enquanto estados com menos restrições estão vendo os empregos se recuperarem mais rapidamente da recessão induzida pela pandemia, segundo dados preliminares do estudo.

Tragicamente, os dados também sugerem que os lockdowns não ajudaram muito a salvar vidas durante a pandemia, embora esteja claro que eles enviaram milhões para a fila do desemprego.

O WalletHub começou a classificar os lockdowns dos estados em maio de 2020, usando uma fórmula que atribui um valor numérico para uso obrigatórios de máscaras, limites de reuniões de pessoas, fechamento de escolas, requisitos de "ficar em casa" e outras medidas postas em prática para tentar impedir a disseminação do COVID-19. As classificações não levam em consideração coisas como densidade populacional, vizinhança em domicílios urbanos ou uso de transporte público, todos os quais desempenham um papel na transmissão do vírus.

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Mais um comércio fechado por causa das restrições contra o COVID-19 em Nova York
(Reprodução / New York Post)

No início da pandemia, enquanto o vírus atacou principalmente as regiões mais centrais, WalletHub classificou os lockdowns em Nova Jersey como mais restritas de todo o país, seguida de Nova York.

No final do ranking, está o estado de Dakota do Sul, que quase não implementou nenhuma restrição, sendo um dos "mais abertos", seguido pelo estado de Utah.

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Cristãos se reunindo para comemorar a Páscoa na Catedral de Saint John, na Carolina do Sul. O estado é um dos que menos impuseram medidas restritivas.
(Reprodução / Daniel Slim / AFP / Getty Images / New York Post).

Ao longo do ano, os estados impuseram e diminuíram uma variedade de restrições em resposta ao nível de casos de vírus e mortes por COVID-19. Onde os lockdowns foram suspensos, o desemprego caiu, mas as restrições sociais não pareceram alterar as taxas de mortalidade.

Em 8 de março de 2021, por exemplo, Nova Jersey registrou 2.656 mortes por 1 milhão de residentes, enquanto Nova York teve 2.500 por 1 milhão de residentes, de acordo com o Covid Tracking Project. Dakota do Sul teve 2.149 mortes por 1 milhão de habitantes, enquanto Utah com regras bastante flexíveis teve apenas 617 mortes por milhão.

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Um novo estudo mostra que os estados com as restrições mais duras contra o COVID-19 tem as maiores taxas de desemprego, enquanto as taxas de mortalidade pelo vírus são quase imperceptíveis. Os dados coletados pela empresa mostram que os estados com restrições duras contra o COVID-19 indicam alto desemprego, além do aumento da emigração local, enquanto os estados mais flexíveis tinham menos desemprego e maior taxa de imigração.
(Reprodução / New York Post)

O estudo encontrou pouca correção entre o rigor das medidas de isolamento e lockdowns e as taxas de mortalidade.

Nos últimos cálculos da WalletHub do início de abril, 13 estados - incluindo Nova York, Nova Jersey e Califórnia - além de Washington DC, ainda tinham restrições rígidas, mas também observavam taxas de mortalidade relativamente altas.

[Nota do Editor: estados estes, governados e com bela maioria Democrata. O padrão da esquerda é o mesmo em todo lugar do mundo, pelo controle absoluto de suas populações, custe o que custar.]

Enquanto isso, 12 estados tinham restrições rígidas e baixas taxas de mortalidade.

Dos estados com menos restrições, 12, incluindo Flórida e Texas, tiveram taxas de mortalidade comparáveis às de Nova York e Nova Jersey. Enquanto isso, 13 estados, incluindo Connecticut, tinham poucas restrições e baixas taxas de mortalidade.

No último ano, os estados de lockdowns mais restritos tiveram uma média de 1.423 mortes de COVID-19 por milhão de pessoas, enquanto os estados com restrições leves viram uma mortalidade média quase igual de 1.449 por milhão de pessoas.

[N.E.: Ou seja, lockdowns, medidas de isolamento social, medidas restritivas não servem para porcaria nenhuma, apenas para destruir a economia. O vírus chinês não escolhe suas vítimas com base em restrições e sim, pela própria natureza pandêmica do mesmo].
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Nova York, estado governado por um Democrata fanático, ficou em segundo lugar no desemprego até março deste ano.
(Reprodução / Andrew Lichtenstein / Corbis / Getty Images / New York Post)

Denis Nash, epidemiologista da Escola de Saúde Pública CUNY, disse que as comparações estado por estado não capturam todas as informações relevantes para avaliar se os lockdowns foram realmente eficazes.

Os estados implementaram medidas de lockdowns em momentos diferentes ou evitaram intervenções porque estavam vendo cenários diferentes se desenrolarem, observou ele. Alguns fecharam com poucos sinais do vírus, enquanto Nova York estava com uma epidemia violenta em curso na época em que o lockdown foi imposto.

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O estado do Arizona em março, foi um dos menos restritos (posição 19 no ranking), estando também na posição 15 no ranking de desemprego.
(Reprodução / Michael Gonzales / NBAE / Getty Images / New York Post)

“E se Nova York não fechasse em março passado?” ele perguntou. “Teríamos visto muito, muito mais mortes em um período rápido.”

“O contexto é importante”, disse Nash.

Os dados que comparam as restrições em curso e o desemprego persistente mostram uma relação muito mais clara.

Nova York, em quinto lugar por suas restrições ainda duras, teve a segunda maior taxa de desemprego do país em março.

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Uma agência de empregos na Califórnia, o segundo estado com as medidas mais restritivas no ranking de todo o país.
(Reprodução / Damian Dovarganes / Arquivo / New York Post)

Connecticut, 11º no ranking de restrições mais rígidas, foi empatado em terceiro com as piores taxas de desemprego, junto com a Califórnia, em segundo lugar em restrições, e Novo México, que ficou em sétimo lugar em suas medidas restritivas.

Nova Jersey ficou em quarto lugar na lista de medidas de prevenção ainda mais rígidas e teve o oitavo maior índice de desemprego.

A analista da WalletHub, Jill Gonzalez, admitiu que os estados com o maior desemprego agora também estavam no topo dos gráficos antes da pandemia. Mas, disse ela, também está claro que alguns estados se recuperaram de uma posição melhor do que antes dos lockdowns. Alguns estados do Meio-Oeste “realmente viram uma pequena queda no desemprego”, em comparação com o período da pré-pandemia, disse ela.

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Torcedores sentados em forma de isolamento enquanto assistem o aquecimento da partida de New Jersey Devils e os New York Islanders no Prudential Center.
(Reprodução / Elsa / Getty Images / New York Post).

Enquanto isso, os estados que impuseram lockdowns mais severos também foram os que viram o maior êxodo de residentes em 2020, de acordo com um estudo anual da United Van Lines. Os estados que se moveram mais rapidamente para reduzir ou eliminar as medidas restritivas também estão entre os principais destinos para os cidadãos que buscavam novos lares.

O estudo sobre a migração estadual descobriu que os principais estados dos registraram os maiores êxodos populacionais são Nova Jersey, Nova York, Illinois, Connecticut e Califórnia, todos os estados com altíssimos níveis de restrições.

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O estado da Florida teve poucas restrições para reabertura dos negócios se comparado à Nova York.
(Reprodução / Matias J. Ocner / Miami Herald / AP / New York Post).

Os principais estados para os quais as populações migratórias se mudaram foram Idaho, Carolina do Sul, Oregon, Dakota do Sul e Arizona - todos, exceto Oregon, categorizado como estados de baixas restrições pelo WalletHub.

Ironicamente, o estado com a maior porcentagem de residentes imigrantes era Vermont, que em 6 de abril tinha as restrições COVID-19 mais rígidas ainda em vigor.


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