Deus (como o conhecemos no ocidente) é o ente infinito, eterno, sobrenatural e um mistério em si, criador de tudo e todos, ser que transcende tudo, e popularmente chamado de “Pai”. Ao longo da história, as civilizações sempre tinham em comum a ideia de que a “nossa origem não foi um acidente, mas sim a vontade de algo maior, que está em todos os lugares, e que nos observa atentamente”. Há também histórias de que Ele teria várias faces e muitas formas de se manifestar, onde isso se caracterizaria como “milagres” ou “punições”, onde há mitos que sempre o descrevem como um ser poderoso, Aquele que criou tudo que conhecemos e vamos conhecer a sabedoria infinita, etc.
Com o passar dos tempos, através das várias interpretações e choques culturais, chegamos aqui, nos dias atuais com os valores cristãos de que “Deus é o todo poderoso e misericordioso, o Pai do amor, do perdão, e da redenção”, e a partir dos preceitos de seu filho (Jesus Cristo) foi possível a fundação de enormes e prósperas sociedades que compõe o que conhecemos hoje como “Ocidente”, onde temos liberdades para fazer muitas coisas com as nossas vidas (livre-arbítrio), entre diversos pontos dos nossos valore morais (família, religião, por exemplo).
Hoje em dia é visto perguntas como: “Se Deus é tão bom, por que ele não impede a maldade e o sofrimento?”, não mencionando os casos históricos e corriqueiros onde Deus era usado como um instrumento para justificar barbáries e atos espúrios, e com isso em mente, com o avanço da tecnologia e outros fatores (mudanças culturais), é possível perceber que as pessoas estão cada vez mais se apegando a coisas medíocres, coisas que não vão adicionar em nada nas vidas delas, a cultuar aquilo que é menor do que elas mesmas. Refiro-me a como a sociedade atual tem prezado mais por assuntos como “diversidade”, “inclusão”, “sexo livre”, entre outros, do que em uma evolução espiritual, ou ao menos, não necessitar de aprovação alheia para se afirmar como alguém.
Não vou aqui dizer que se as pessoas estão dessa forma é porque “elas não aceitaram Deus”, mas percebo que cada vez mais as pessoas estão confusas a respeito do porque vivem, e acreditam que viver pelo prazer pessoal ou de terceiros é um bom sentido.
Outro tópico que quero abordar seria a ideia da chamada “imagem e semelhança a Deus”, onde nas primeiras passagens da bíblia é dito que Ele criou o homem a sua imagem e semelhança. Como muitas passagens da bíblia não podem ser interpretadas ao pé da letra (em vista que eram outros tempos, portanto nossos ancestrais tinham outros entendimentos e interpretações do que não compreendiam à época) um questionamento que levanto seria, se a chamada “semelhança” não seria algo relacionado a nossa essência, a alma, onde (para quem acredita) está armazenada nossa energias e são influenciadas por diversos fatores. Pergunto-me se as nossas emoções e sentimentos tais como o amor e a alegria são as semelhanças que temos com Deus, e se os sentimentos negativos como o ódio e a tristeza também seriam uma semelhança, é algo que deixa em aberto muitas interpretações, dependendo de cada um.
Em relação ao livre-arbítrio e a religião, eu acredito que Deus não teria disponibilizado apenas um caminho para termos contato com ele, como o algumas religiões professam. Creio que se Ele nos deu direito à escolha, não faria sentido ter apenas um caminho para encontrá-lo, já que há muitas coisas nesse mundo que não compreendemos, e mutilar a realidade para que esta se faça sentido apenas para um indivíduo ou um coletivo, soa um pouco ignorante. Não estou aqui dizendo que tenho a resposta para tudo, mas acredito fielmente que há diversas formas de se responder uma pergunta, a verdade para uns, pode não ser para outros, e isso faz parte da nossa passagem nesse mundo.
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