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PANELA DO MARXISMO-PLOMINISTA [Ex-60 Livros] [Ex-Studium Generale] [Ex-Autistas e Discussões de Respeito]

Gavagai

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o comunismo é a superestrutura religiosa do modo de produção socialista

os marxistas que ainda não tiverem percebido isso são desonestos ou muito, muito ingênuos

inexiste detalhe relevante da vida política que não seja melhor explicado por weber
 

Gavagai

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quando li em mircea eliade que o javismo havia dessacralizado a natureza (característica que teria sido transmitida às suas derivações óbvias), fiquei bastante perplexo com as implicações que tudo isso acarretava. só não sabia, na época, que essa tese era também weberiana, e não mera conversa de perenialista...
 

Capop

Novato
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ernesto araújo: wittgenstein é a origem da elite globalista :icon-wtff:

Those people think the only alternative to Lula’s disaster in foreign policy is to think small, repeat United Nations talking points and try to do some trade. They strive for golden mediocrity. They want Brazil to accept “the world as we found it,” to paraphrase the famous expression of Ludwig Wittgenstein.





That reference is found in paragraph 5.631 of the “Tractatus Logico-Philosophicus,” where the Anglo-Austrian philosopher asserts: “There is no such thing as the subject that thinks and entertains ideas.” That sort of avant-la-lettrepostmodern deconstruction of the human subject, and denial of the reality of thought, is thus associated with the renunciation of one’s own capacity to act and influence the world, implicit in the pessimism of “taking the world as we found it.” Those are the philosophical roots of our current globalist totalitarian ideology. By denying independence of thought and the substance of ideas, it manages more and more to dominate the human self as it dictates to people: “you don’t deserve freedom because you don’t exist, you don’t exist as an independent self, you are just the sum of the parts of your body and your ideas are just social constructs, so shut up.”



I don’t like Wittgenstein.



President Bolsonaro was not elected to take Brazil as he found it and to leave it there. He was not elected to take Brazilian foreign policy as he found it, to raise the flag of “pragmatism” perfunctorily, and go home. This is not what the Brazilian people — thinking, independent selves with their own passions and ideas, and not postmodern automata — want and deserve.

(...)
Unfortunately, today’s world has countries where thought is directly controlled by the state. It also has countries, mainly in the West, where thought is indirectly and insidiously controlled by the media and academia, leaving very few places untouched by Wittgensteinian death-of-the-subject oppression. Brazil has now shown that it is possible to break free and, through the sheer force of speech, transform the political reality of a country of 200 million people and peacefully dismantle a decades-old system of crime and corruption with courage, determination and sincerity.
(...)
Some people think our marketing approach should be: “Look, I’m Brazil. I don’t think anything. I don’t have any ideas. Just like Wittgenstein’s deconstructed subject, I don’t have a self. I don’t bother anyone. Trade with me!”
https://www.bloomberg.com/opinion/a...-brings-foreign-policy-revolution-says-araujo

:icon-lolsuper:

edit: coloquei o link errado
 
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Gavagai

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Wittgenstein does not, however, relegate all that is not inside the bounds of sense to oblivion. He makes a distinction between saying and showing which is made to do additional crucial work. “What can be shown cannot be said,” that is, what cannot be formulated in sayable (sensical) propositions can only be shown. This applies, for example, to the logical form of the world, the pictorial form, etc., which show themselves in the form of (contingent) propositions, in the symbolism, and in logical propositions. Even the unsayable (metaphysical, ethical, aesthetic) propositions of philosophy belong in this group—which Wittgenstein finally describes as “things that cannot be put into words. They make themselves manifest. They are what is mystical” (TLP6.522).

https://plato.stanford.edu/entries/wittgenstein/

^^''''''
 
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Gavagai

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“Read, read, read. Read everything -- trash, classics, good and bad, and see how they do it. Just like a carpenter who works as an apprentice and studies the master. Read! You'll absorb it.
Then write. If it's good, you'll find out. If it's not, throw it out of the window.”
― William Faulkner

pelo jeito não é só a lispector...
 

Gavagai

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até a leitura eventual de blogs sobre maquiagem e hollywood pode formar, com alguma ironia, o caráter estético do artista, em um nível consistente (não interprete este enunciado tão literalmente, por favor...)

como eu disse, a leitura estrita do cânone antes deforma um caráter do que o alarga (faz com que o sujeito adquira um gosto artificial, engessado, livresco, rígido, tectônico, linear, whatever)
 
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Gavagai

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deve-se ler o cânone não por causa dele, mas apesar dele
 

Bulda

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Faz algum sentido essa fala do ministro sobre o Wittgenstein ser a origem da elite globalista?
 

Gavagai

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o Tractatus Logico Philosophicus é um livro que lida essencialmente com lógica e filosofia da linguagem* (há discussões éticas, estéticas, metafísicas, epistemológicas e místicas, também, mas não deixam de estar subordinadas àqueles assuntos)


*uma reflexão lógica sobre o alcance representativo da linguagem (que pode ser dito? quais são os limites da linguagem? quais são as relações entre linguagem e realidade? nossas pretensões filosóficas podem ir até que ponto? quando devemos nos calar? etc)
 
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Gavagai

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nas Investigações Filosóficas, também não se dispensa nenhuma atenção à política (trata-se, do mesmo modo, de um livro sobre filosofia da linguagem)

aliás, para os neo-wittgensteinianos (cora diamond, conant, cavell, etc) e outros intérpretes, como hadot, talvez o principal assunto do TLP/PI seja a ética (uma ética quietista e assistemática), mas em um sentido que não toca a política nem mesmo remotamente...
 
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Gavagai

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“A verdadeira natureza do obsceno é a vontade de converter.

(...)

De certa forma, se você for consideravelmente repugnante, você faz com que o outro comece a querer a nostalgia da santidade”

Hilda Hilst, em certa entrevista.

finalmente alguém que me entende!
 

Gavagai

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o bem banalizado e que se sobrepõe à luz é inútil: só adquire uma coloração convincente quando se insere na imundície, ou quando dela se destaca, se assim preferir
 

Gavagai

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sade fez mais pelo teísmo do que esses escritores católicos franceses piegas
 

Gavagai

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"
Está aí, em suma, o esboço da organização administrativa da colônia. Uma boa parte das críticas que lhe podemos fazer já está contida nessa análise. Vimos aí a falta de organização, eficiência e presteza do seu funcionamento. Isto sem contar os processos brutais empregados, de que o recrutamento e a cobrança dos tributos são exemplos máximos e índice destacado do sistema geral em vigor. A complexidade dos órgãos, a confusão de funções e competência; a ausência de método e clareza na confecção das leis, a regulamentação esparsa, desencontrada e contraditória que a caracteriza, acrescida e complicada por uma verborragia abundante em que não faltam às vezes até dissertações literárias; o excesso de burocracia dos órgãos centrais em que se acumula um funcionalismo inútil e numeroso, de caráter mais deliberativo, enquanto os agentes efetivos, os executores, rareiam; a centralização administrativa que faz de Lisboa a cabeça pensante única em negócios passados a centenas de léguas que se percorrem em lentos barcos a vela; tudo isto, que vimos acima, não poderia resultar noutra coisa senão naquela monstruosa, emperrada e ineficiente máquina burocrática que é a administração colonial. E com toda aquela complexidade e variedade de órgãos e funções, não há, pode-se dizer, nenhuma especialização. Todos eles abrangem sempre o conjunto dos negócios relativos a determinado setor, confundindo assuntos os mais variados e que as mesmas pessoas não podiam por natureza exercer com eficiência.
"

Caio Prado Jr., Formação do Brasil Contemporâneo, p. 353
 

Gavagai

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"Caracterizemos agora, mais de perto, a vida colonial e as relações que nela vamos encontrar. Toda sociedade organizada se funda precipuamente na regulamentação (não importa a complexidade posterior que dela resultará) dos dois instintos primários do homem: o econômico e o sexual. Isto não vai aqui como afirmação de princípio, incabível em nosso assunto, mas servirá unicamente de fio condutor à análise que vamos empreender das relações fundamentais que se estabelecem no seio da sociedade colonial. Na primeira categoria, o elemento que definirá, e na base do qual se formarão aquelas relações, é o trabalho, tomado aqui no sentido amplo e mais geral de atividade que proporciona ao indivíduo seus meios de subsistência. Na outra, o conteúdo serão as relações que se estabelecem entre sexos opostos e as que daí resultam: as relações de família, em suma."

Então quer dizer que o sexualismo-materialístico-histórico, uma das teses fundantes da panela, já havia sido antecipado pelo sr. Caio Prado Jr., em sua famosa obra, Formação do Brasil Contemporâneo.
 
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Aulef

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btw, depois sou eu quem precisa parar de ler dostoiévski (desconheço autor que tenha idealizado mais o cristianismo, ou achado que o niilista usual é uma figura revoltada e deprimida, ou que só a cruz pode dar sentido ao homem, etc)...

Dostoievski distorceu o cristianismo com aquela ideia dele de que a salvação vem pelo sofrimento...
 
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