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#TenhoPergunta A China pode superar as democracias liberais?

Velho Sábio

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Mas dominar tecnologias até o Brasil domina... a única diferença é que não temos um sistema político criando uma bolha de proporções épicas em cima de 1,5bi gados pra fazer o que quer, inclusive atrair industria estrangeira.

E vc mesmo apontou (sem querer ou querendo) o ponto fraco da China: Eles têm uma produção monstruosa pq ela é organizada por corporações de outros países (que direta ou indiretamente sustentam praticamente toda a economia de verdade da China). Basta só EUA, UE e Japão mandarem um dedo pra China que Beijing volta pro que era nos anos 60.

O grande problema é que muita gente tá medindo a economia da China e ignora o resto... o fato de que como cultura eles são extremamente atrasados. E não podem deixar de ser, pois um povo de cultura avançada não aceitaria as medidas draconianas que alavancam a economia e produção. É exatamente o motivo pelo qual tais corporações se mudaram pra lá... é o verdadeiro dilema pelo qual a China sempre passou. E se um dia se criar outra elite intelectual capaz de mover o país adiante eles matam novamente, igual fizeram na Revolução Maoista (que foi exatamente isso: uma inquisição cultural... que não fez questão nenhuma de esconder isso).
O Brasil não domina nenhuma alta tecnologia

E a China não está nem aí pra ***** de bolha, rapidamente estão dominando completamente a alta tecnologia. E quem domina a tecnologia de ponta consegue superar qualquer problema


China ultrapassa EUA e se torna campeã de pedidos internacionais de patentes

As duas grandes potências são seguidas pelo Japão, Alemanha, Coreia do Sul e França. Gigante chinesa de telecomunicações Huawei Technologies liderou número de pedidos em 2019.

A China alcançou um feito notável: pela 1ª vez na história, se tornou o país que mais registra patentes. O anúncio foi feito pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), agência ligada à ONU. O estudo indica que os chineses já lideram a inovação no mundo.

O país se tornou em 2019 o principal depositário internacional de patentes, conquistando o título pela 1ª vez dos EUA, anunciou na terça-feira (7) a OMPI, uma agência da ONU com sede em Genebra na Suíça.

"Em 1999, o OMPI recebeu 276 solicitações da China, contra 58.990 em 2019, 200 vezes mais hoje do que há 20 anos", detalhou o diretor-geral da organização, Francis Gurry, citado em um comunicado de imprensa. Em uma entrevista coletiva, ele explicou que esse novo domínio chinês reflete o desejo do Partido Comunista de transformar a economia chinesa em "uma economia de alto valor agregado".

Para o diretor da Ompi, "o crescimento muito rápido da China para chegar ao topo do ranking (...) destaca a mudança da geografia da inovação, com os depositantes asiáticos representando agora mais da metade de todos os pedidos", enquanto a Europa e a América do Norte representam menos de um quarto desses pedidos.

Assim, a China encerra o reinado dos EUA (57.840 pedidos em 2019), que dominava o ranking todos os anos desde a criação do Tratado de Cooperação em Patentes (PCT) do OMPI em 1978. As duas super potências são seguidas pelo Japão, Alemanha, Coreia do Sul e França. Em 2019, os cinco principais usuários do TCP foram China, EUA, Japão, Alemanha e Coreia do Sul.

Pelo terceiro ano consecutivo, a gigante chinesa de telecomunicações Huawei, com 4.411 solicitações publicadas, foi a maior solicitadora corporativa de patentes em 2019. Seguida pela Mitsubishi do Japão, Samsung da Coreia, Qualcomm dos EUA e Oppo da China. A lista das 10 maiores solicitadoras é composta por quatro empresas da China, duas da Coreia e uma da Alemanha, Japão, Suécia e EUA.

Entre as instituições de ensino, a Universidade da Califórnia manteve seu primeiro lugar. A Universidade Tsinghua, na China, ficou em segundo lugar, seguida pela Universidade de Shenzhen, da China, Instituto de Tecnologia de Massachusetts e Universidade de Tecnologia do Sul da China.

O crescimento líquido global em inovação significa o surgimento de novos avanços em medicamentos, tecnologia da comunicação e soluções para desafios globais que beneficiarão toda a humanidade.



Os trabalhos de pesquisa da China lideram o mundo em tecnologia de ponta
Nikkei e Elsevier colocam o país no topo de 75% dos campos mais importantes


A China domina um ranking global dos trabalhos de pesquisa mais citados publicados nos 30 campos de tecnologias mais importantes, um desenvolvimento que deve alarmar a liderança americana já desconfiada de seu crescente rival asiático. O país asiático domina 23 dos 30 campos que mais atraíram o interesse, enquanto os Estados Unidos conquistaram a coroa em apenas sete.

Nikkei e Elsevier compilaram o ranking com base nos dados fornecidos pela editora holandesa, cobrindo um total de 17,2 milhões de documentos. Materiais conhecidos como perovskitas encabeçaram a lista desses 30 campos, seguidos por camadas monatômicas. Pesquisas para fontes de energia de baixo custo estão em terceiro lugar.




A China foi anteriormente conhecida apenas pelo grande volume de seus trabalhos de pesquisa, mas a qualidade melhorou. Foi responsável pelos artigos que tiveram o maior impacto, com base em fatores como o número de citações. O presidente Donald Trump criticou repetidamente a iniciativa "Made in China 2025" à medida que as preocupações dos EUA sobre a ascensão do país comunista à pesquisa tecnológica exacerbam a atual guerra comercial.

Mais do que os EUA ou o Japão, a China concentrou seu investimento em áreas com potencial comercial, com foco na ciência de materiais, disse Elsevier. Pequim está mirando 10 campos centrais em sua campanha Made in China 2025. Os campos centrais do Made in China 2025 podem ser vistos na lista de tópicos de pesquisa que o país domina no ranking.

Os EUA reagiram tomando medidas contra empresas intimamente ligadas ao Made in China 2025, como as fabricantes de equipamentos de telecomunicações Huawei e ZTE . As tensões entre os países se intensificam na medida que a China domina os campos de pesquisa que serão comercializados.

Enquanto isso, o Japão fica atrás de ambos os países, com menos de 10% de participação em quase todos os 30 principais campos. Os gastos em P & D estão bem abaixo da metade dos totais americanos e chineses.


https://asia.nikkei.com/Business/China-tech/China-s-research-papers-lead-the-world-in-cutting-edge-tech

A doutora explicou bem a situação


Eles não estão de brincadeira
 

Velho Sábio

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Aqui em SP o Dória já fechou com as operadoras de celular pra rastrear a posição de todos os paulistas, "com fim de coleta de estatísticas"... imagina quando um cara desses chegar à presidência (o que eu acho inevitável, mesmo que não aconteça na próxima eleição) e instaurando por aqui algo como Crédito Social?
A Band já é do partidão chinês. A Band disse que o socialismo com características chinesas é o único socialismo que funciona


Foi a Band que disse
 
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Mas dominar tecnologias até o Brasil domina... a única diferença é que não temos um sistema político criando uma bolha de proporções épicas em cima de 1,5bi gados pra fazer o que quer, inclusive atrair industria estrangeira.

E vc mesmo apontou (sem querer ou querendo) o ponto fraco da China: Eles têm uma produção monstruosa pq ela é organizada por corporações de outros países (que direta ou indiretamente sustentam praticamente toda a economia de verdade da China). Basta só EUA, UE e Japão mandarem um dedo pra China que Beijing volta pro que era nos anos 60.

O grande problema é que muita gente tá medindo a economia da China e ignora o resto... o fato de que como cultura eles são extremamente atrasados. E não podem deixar de ser, pois um povo de cultura avançada não aceitaria as medidas draconianas que alavancam a economia e produção. É exatamente o motivo pelo qual tais corporações se mudaram pra lá... é o verdadeiro dilema pelo qual a China sempre passou. E se um dia se criar outra elite intelectual capaz de mover o país adiante eles matam novamente, igual fizeram na Revolução Maoista (que foi exatamente isso: uma inquisição cultural... que não fez questão nenhuma de esconder isso).
Enquanto a mão de obra chinesa for muito mais barata que a ocidental, eles não saem de lá.
 
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Velho Sábio

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A China é um estado comunista - com economia 70% capitalista - administrado por uma elite tecnocrata altamente capacitada, onde a meritocracia se sobrepõe ao modelo democrático ( existe democracia na China Comunista, mas é uma democracia diferente daquela que estamos acostumados ).

Ao contrário do que muita gente pensa - um sistema social em que o poder político e a gestão da sociedade, em seus diversos aspectos, encontra-se na mão de especialistas, técnicos e cientistas - não tem necessariamente compromisso com a verdade, mas sim com resultados.

Diante dessa situação o governo chinês vai divulgar os números do PIB que melhor ajuda o país e não necessariamente os números verdadeiros. Ao contrário do regime soviético, que vivia de propaganda, o regime chinês vive de resultados e o véio não descarta a possibilidade dos números oficiais do PIB chinês ficarem muito abaixo dos números reais.

A China Comunista precisa de muita matéria prima barata e um país nessa situação não pode se dar ao luxo de dizer que está crescendo 1 milhão %, se precisar inventar uma crise eles vão inventar.

Mas ao mesmo tempo tbm precisa mostrar para o público leigo que o regime funciona. Então a propaganda vai mostrar cada vez mais o progresso social, científico e tecnológico em detrimento do crescimento econômico ( é aquilo que o secretário geral chama de crescimento de alta qualidade, em detrimento do crescimento de alta velocidade ).

Aí quando o mundo acordar vai descobrir uma China Comunista descrita por esse velho, construída com matéria prima barata


Jogada de mestre
 
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A China é um estado comunista - com economia 70% capitalista - administrado por uma elite tecnocrata altamente capacitada, onde a meritocracia se sobrepõe ao modelo democrático ( existe democracia na China Comunista, mas é uma democracia diferente daquela que estamos acostumados ).

Ao contrário do que muita gente pensa - um sistema social em que o poder político e a gestão da sociedade, em seus diversos aspectos, encontra-se na mão de especialistas, técnicos e cientistas - não tem necessariamente compromisso com a verdade, mas sim com resultados.

Diante dessa situação o governo chinês vai divulgar os números do PIB que melhor ajuda o país e não necessariamente os números verdadeiros. Ao contrário do regime soviético, que vivia de propaganda, o regime chinês vive de resultados e o véio não descarta a possibilidade dos números oficiais do PIB chinês ficarem muito abaixo dos números reais.

A China Comunista precisa de muita matéria prima barata e um país nessa situação não pode se dar ao luxo de dizer que está crescendo 1 milhão %, se precisar inventar uma crise eles vão inventar.

Mas ao mesmo tempo tbm precisa mostrar para o público leigo que o regime funciona. Então a propaganda vai mostrar cada vez mais o progresso social, científico e tecnológico em detrimento do crescimento econômico ( é aquilo que o secretário geral chama de crescimento de alta qualidade, em detrimento do crescimento de alta velocidade ).

Aí quando o mundo acordar vai descobrir uma China Comunista descrita por esse velho, construída com matéria prima barata


Jogada de mestre
"estado comunista" é um contrassenso.

É controlado por um partido ideologicamente comunista, na prática no máximo socialista.
 

Velho Sábio

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"estado comunista" é um contrassenso.

É controlado por um partido ideologicamente comunista, na prática no máximo socialista.
É um estado administrado por partido que se diz comunista, ou pelo menos nominalmente comunista

Mas como explicitado por esse menino br, que mora lá e diz ter uma esposinha que fez parte do partido, é na prática um partido relativamente muito capitalista ( e também muito meritocrático, só os melhores conseguem entrar no partido )
 
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É um estado administrado por partido que se diz comunista, ou pelo menos nominalmente comunista

Mas como explicitado por esse menino br, que mora lá e diz ter uma esposinha que fez parte do partido, é na prática um partido relativamente muito capitalista ( e também muito meritocrático, só os melhores conseguem entrar no partido )
cara tirou a sorte grande.. ou não :icon-rimbuk:
 

Henrique Dias

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Só gado chinês aqui.

Na década de 50 a USSR dominava MUITO mais tecnologia que a China atual e aconteceu o que aconteceu. Como o Rosca Tudor disse, sempre foi um país extremamente centralizador e autocrático, e hoje é muito dependente do mercado externo. Se tirarem a manufatura de lá, o golpe vai ser forte.
 

sparcx86

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É controlado por um partido ideologicamente comunista, na prática no máximo socialista.
Não, é comunista de partido único.
Se brincar lá eles dão um sumiço e deu. Socialismo é o que chamamos progressista, o sistema atualmente em voga na União Europeia. China não tem nada de Socialismo, na verdade usam o nome, mas na prática é o Comunismo de Mao Tse ainda em voga.
Presidente com mandato eterno e politburo, execuções de prisioneiros etc.
Voces confundem muito as coisas, quando a Huawei foi entubada pelo Trump o Estado chines meteu-se no meio pra resolver a questão. Todas as grandes empresas como Alibaba e Xiaomi são extremamente ligadas ao governo.
Era o que o Lula queria fazer no Brasil com o sistema de "campeões nacionais".
Mas isso não quer dizer que seja um país capitalista, sim a economia é de mercado mas as empresas tem alta intervenção governamental.
 
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Velho Sábio

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Só gado chinês aqui.

Na década de 50 a USSR dominava MUITO mais tecnologia que a China atual e aconteceu o que aconteceu. Como o Rosca Tudor disse, sempre foi um país extremamente centralizador e autocrático, e hoje é muito dependente do mercado externo. Se tirarem a manufatura de lá, o golpe vai ser forte.
A China Comunista atual é muito mais desenvolvida que a União Soviética

A União Soviética sofria de uma grave crise de abastecimento, literalmente faltava comida ( o povo não tinha o que comer )

Isso aqui é um supermercado na União Soviética, em Moscou, anos 80


O bro capitalista tem um canal no YouTube e ele mora na China Comunista, veja a diferença do supermercado que ele visitou para o supermercado soviético
 

Henrique Dias

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A China Comunista atual é muito mais desenvolvida que a União Soviética

A União Soviética sofria de uma grave crise de abastecimento, literalmente faltava comida ( o povo não tinha o que comer )

Isso aqui é um supermercado na União Soviética, em Moscou, anos 80


O bro capitalista tem um canal no YouTube e ele mora na China Comunista, veja a diferença do supermercado que ele visitou para o supermercado soviético
Havia crises de abastecimento, mas o russo médio consumia 3378 calorias por dia em 1980, em 2013 a China era 3108. Lembrando que China não é Shenzhen, Shanghai e Beijing não, boa parte da população é rural e tem uma vida miserável.

 
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Havia crises de abastecimento, mas o russo médio consumia 3378 calorias por dia em 1980, em 2013 a China era 3108. Lembrando que China não é Shenzhen, Shanghai e Beijing não, boa parte da população é rural e tem uma vida miserável.

Rapaz; deixa de ser desonesto

Eu comparei a capital soviética com a capital chinesa atual.

E digo mais; a China atual é bem diferente da China de 2013, não tem nada a ver

As coisas lá evoluem muito rápido


Em qual país do mundo você chega no interior do interior e se depara com uma infraestrutura dessa ?


O grande poder da União Soviética era "apenas" as forças armadas ( o exército soviético era extremamente poderoso, provavelmente o mais poderoso da época ) e a indústria aeroespacial soviética também se sobressaia ( a URSS tinha uma indústria aeroespacial muito forte ). De resto o país era superado pelo ocidente.

Mas cagaram pra ******* na economia, fizeram um monte de *****, ***** pra ******* e por isso perderam a guerra fria. Enquanto isso a China Comunista assistiu de camarote o colapso do império soviético, assistiu e aprendeu direitinho que a ***** da economia planificada só funciona numa sociedade economicamente e tecnologicamente muito avançada ( antes de chegar nesse ponto tem que abrir pra ******* a economia e evoluir tecnologicamente pra *******, porque o cálculo econômico do socialismo só funciona em um mundo completamente regido por algoritmo ).
 
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Henrique Dias

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Rapaz; deixa de ser desonesto

Eu comparei a capital soviética com a capital chinesa atual.

E digo mais; a China atual é bem diferente da China de 2013, não tem nada a ver

As coisas lá evoluem muito rápido


Em qual país do mundo você chega no interior do interior e se depara com uma infraestrutura dessa ?


O grande poder da União Soviética era "apenas" as forças armadas ( o exército soviético era extremamente poderoso, provavelmente o mais poderoso da época ) e a indústria aeroespacial soviética também se sobressaia ( a URSS tinha uma indústria aeroespacial muito forte ). De resto o país era superado pelo ocidente.

Mas cagaram pra *** na economia, fizeram um monte de *, * pra *** e por isso perderam a guerra fria. Enquanto isso a China Comunista assistiu de camarote o colapso do império soviético, assistiu e aprendeu direitinho que a * da economia planificada só funciona numa sociedade economicamente e tecnologicamente muito avançada ( antes de chegar nesse ponto tem que abrir pra *** a economia e evoluir tecnologicamente pra ***, porque o cálculo econômico do socialismo só funciona em um mundo completamente regido por algoritmo ).
Eu sei o quão ruim era o planejamento soviético. Mas ainda assim é melhor que os comedores de cachorro que estão com a maior bolha financeira da história.

 

Velho Sábio

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Eu sei o quão ruim era o planejamento soviético. Mas ainda assim é melhor que os comedores de cachorro que estão com a maior bolha financeira da história.

O véio aqui já comeu carne de cão e gostou, comeu algumas vezes e gostou. O véio aqui comeu quando esteve na China e na Coreia, e comeu a carne de cão bem temperadinha.
 
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Não, é comunista de partido único.
Se brincar lá eles dão um sumiço e deu. Socialismo é o que chamamos progressista, o sistema atualmente em voga na União Europeia. China não tem nada de Socialismo, na verdade usam o nome, mas na prática é o Comunismo de Mao Tse ainda em voga.
Presidente com mandato eterno e politburo, execuções de prisioneiros etc.
Voces confundem muito as coisas, quando a Huawei foi entubada pelo Trump o Estado chines meteu-se no meio pra resolver a questão. Todas as grandes empresas como Alibaba e Xiaomi são extremamente ligadas ao governo.
Era o que o Lula queria fazer no Brasil com o sistema de "campeões nacionais".
Mas isso não quer dizer que seja um país capitalista, sim a economia é de mercado mas as empresas tem alta intervenção governamental.
Cara, tu viaja ein. Economia de mercado e capitalismo é a mesma coisa, a Europa no máximo tá pra um welfare state. "Progressistas" atualmente é gente disfarçada de "centro-esquerda" que tem vergonha do que o socialismo produziu no século 20.

Lula ideologicamente é esquerda sim, porém, seu governo (principalmente o primeiro) foi bem keynesiano. A China é corporativista.
 
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Cara, tu viaja ein. Economia de mercado e capitalismo é a mesma coisa, a Europa no máximo tá pra um welfare state. "Progressistas" atualmente é gente disfarçada de "centro-esquerda" que tem vergonha do que o socialismo produziu no século 20.

Lula ideologicamente é esquerda sim, porém, seu governo (principalmente o primeiro) foi bem keynesiano. A China é bem corporativista.
A China tem uma estrutura de poder comunista, mas essa estrutura é fortemente alicerçada na meritocracia


E na economia funciona o pragmatismo extremo, como deve ser em qualquer regime meritocrático
 

Velho Sábio

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Comunista e meritocracia na mesma frase.
kkkkkkkkkkkkkk

Cômico.

E ai. Reduziram ai tbm os 25% já ou seu recrutamento MAV ainda não foi afetado?
Para fugir do fim trágico da coirmã União Soviética a China Comunista reformou brutalmente o ESTADO, só que em vez de adotar o sistema de democracia eles escolheram a meritocracia e o sucesso foi retumbante.

Atualmente quem manda na China é uma elite tecnocrática altamente capacitada


Na prática reina o pragmatismo extremo, partido faz o que funciona e o resultado é esse:
 

Pão De Queijo

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O problema da democracia é que ela tolera ideologias bestiais, e por tabela gente que defende o socialismo dos piores regimes do mundo, como China, Coreia do Norte, Cuba, Venezuela, entre outros. Há um vírus interno que impede as democracias de peitar de frente contra esses países.

No fator econômico, a indústria vê os chineses como compradores do mercado ocidental, mesmo contando com as tentativas protecionistas chineses (que os mesmos hipócritas reclamam quando o ocidente aplica a seus produtos). O mercado de videogames está cada vez mais se aproximando da China. Também o mercado cinematográfico.

E também o fator sindical. O que fez a indústria fugir para a China foi o progressivo aumento de custos de produção, onde a maior parte foi devido ao lobby sindical, que encareceu a mão-de-obra a ponto das empresas irem instalar suas fábricas na China. E nem adianta culpar os empresários, como sendo traidores, pois a própria população mundial prefere comprar um produto barato feito na China que um pouco mais caro feito no mundo ocidental.

Quanto ao gadismo chinês, lembra um pouco o povo russo, totalmente avesso a autonomia e carente de figuras paternais estadistas. Isso só fortalece o estado.

E aproveitando, a China está criando ilhas militares em cima de recifes de corais no mar do sul da China. E um detalhe: nenhuma organização ambientalista sequer reclamou. Da pra ver que eles são apenas instrumento de lobby globalista de internaciona





E isso também.




 
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Pão De Queijo

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Não, é comunista de partido único.
Se brincar lá eles dão um sumiço e deu. Socialismo é o que chamamos progressista, o sistema atualmente em voga na União Europeia. China não tem nada de Socialismo, na verdade usam o nome, mas na prática é o Comunismo de Mao Tse ainda em voga.
Presidente com mandato eterno e politburo, execuções de prisioneiros etc.
Voces confundem muito as coisas, quando a Huawei foi entubada pelo Trump o Estado chines meteu-se no meio pra resolver a questão. Todas as grandes empresas como Alibaba e Xiaomi são extremamente ligadas ao governo.
Era o que o Lula queria fazer no Brasil com o sistema de "campeões nacionais".
Mas isso não quer dizer que seja um país capitalista, sim a economia é de mercado mas as empresas tem alta intervenção governamental.

O comunismo original sempre foi uma instrumentalização da massa social para servir de fundação do estado socialista. Comunismo é, segundo Marx, a última fase do socialismo, quando tudo passa a ser controlado pelo povo e o estado desaparece. :ROFLMAO:

O que vemos é de fato socialismo, a fase do estado centralizado controlado pela elite polística de ricos que se auto-proclamam repressentantes do povo.
 

Velho Sábio

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O cruzeiro em que economistas ocidentais ajudaram a criar socialismo de mercado na China

Foto do grupo de economistas que participou do cruzeiro

Mais de 60 economistas e funcionários do governo participaram da conferência que durou seis dias

Há 34 anos, no dia 2 de setembro de 1985, um navio de luxo cruzou as águas do rio Yangtzé, que corta a China de Leste a Oeste. A bordo da embarcação, estavam alguns dos mais brilhantes economistas ocidentais da época, incluindo um prêmio Nobel, e funcionários do Banco Mundial convidados pelas autoridades chinesas, responsáveis por promover a viagem.

Por trás daquele encontro internacional de alto nível estava a política do líder chinês Deng Xiaoping. Foi esse mandatário, conhecido pelo pragmatismo, que conduziu a transformação da República Popular da China - de miserável e isolado em 1978, o país se tornou uma pujante potência que compete hoje com os Estados Unidos pela liderança mundial.

A primeira medida adotada por ele foi romper "drasticamente" com a ideologia maoísta e sua vertente de socialismo, modelo que prevaleceu na China até sua chegada ao poder em 1978, explica Barry Naughton, professor da Universidade da Califórnia. Para Xiaoping, não importava se o sistema econômico chinês era comunista ou capitalista, mas sim se funcionava.

"Não importa se o gato é preto ou branco desde que cace ratos", afirmou o chinês em um discurso na conferência da Liga da Juventude Comunista da China.

Mao e Deng Xiaoping.

Deng (à direita) rompeu com o modelo que foi estabelecido por Mao Tsé-Tung (à esquerda)

Incentivada por Xiaoping, a China abriu mão, no fim da década de 1990, da chamada economia planificada para avançar em direção à economia de mercado. Sob o lema da "reforma e abertura", o mandatário rompeu com o que estava estabelecido e promoveu uma série de reformas econômicas, focadas na agricultura, na liberalização do setor privado, na modernização da indústria e na abertura da China ao comércio exterior.

Se na economia planificada o Estado determina o tipo, a quantidade e o preço das mercadorias que serão produzidas, na economia de mercado são as forças da oferta e da demanda que estabelecem o que é comprado e vendido. As reformas que Xiaoping propôs seriam consolidadas mais tarde por seus sucessores. Mas, segundo analistas e historiadores, foi ele quem estabeleceu as bases deste modelo, não sem antes uma batalha ideológica dentro do Partido Comunista.

Em sua cruzada para modernizar e fazer crescer a economia, o líder chinês incentivou sua equipe a aprender com as potências ocidentais. "Devemos estudar as experiências bem-sucedidas dos países capitalistas e trazê-las para a China", disse ele à sua equipe de colaboradores.

Esforço de abertura
Em sua estratégia, as autoridades chinesas convidaram ao país delegações da Hungria, dos Estados Unidos, do Japão, do Reino Unido, da Alemanha e da Argentina, entre outros países.


Deng Xiaoping (à direita) iniciou o processo de abertura da China - uma de suas viagens foi para os EUA em 1979, onde conheceu o então presidente Jimmy Carter (à esquerda)

Xiaoping também fez viagens para fora do país. Ele queria montar um modelo próprio que combinasse comunismo e mercado, público e privado, a proteção aos produtos nacionais, mas também medidas para atrair investimentos estrangeiros. Como parte do plano, alguns dos livros mais relevantes de economia e finanças da época foram traduzidos do inglês para o chinês.

Milhares de estudantes chineses também foram enviados para as melhores universidades do Ocidente. Segundo Janos Kornai, professor emérito da Universidade Harvard, nos EUA, uma alta porcentagem desses estudantes retornou ao país ao fim do curso.

"A enorme quantidade e variedade de economistas chineses que contribuíram com ideias trazidas do exterior é um dos aspectos mais extraordinários da transformação econômica da China", explica Julian Gewirtz, pesquisador de Harvard, autor do livro "Unlikely Partners: Chinese Reformers, Western Economists and the Making of Global China ( Sócios Improváveis: reformistas chineses, economistas ocidentais e a criação da China global", em tradução livre).

Momento-chave da abertura
Para marcar esta abertura, Zhao Ziyang, primeiro-ministro do país que deu andamento às reformas econômicas propostas por Xiaoping, organizou a reunião de cúpula em uma embarcação para traçar este plano junto ao Banco Mundial, à Comissão Estatal para a Reconstrução do Sistema Econômico e à Academia Chinesa de Ciências Sociais.

Deng Xioping e Zhao Ziyang

Zhao Ziyang (à direita) foi primeiro-ministro da República Popular da China e executou as reformas econômicas propostas por Deng

O encontro aconteceu a bordo do navio S.S. Bashan, que zarpou em 2 de setembro de 1985 do cais de Chaotianmen, na cidade de Chongqing. Com 90 metros de comprimento, reformado e decorado com detalhes requintados, o navio avançou entre os desfiladeiros que emolduram a passagem do rio nesta parte do país com um espaçoso convés estranhamente vazio.

Havia dezena de mentes brilhantes, nacionais e estrangeiras, a bordo da embarcação. Mais de 60 economistas e funcionários importantes do governo participaram da conferência. Entre eles, estava o renomado economista britânico Alexander Cairncross e o americano James Tobin, prêmio Nobel de Economia em 1981.

Mas, segundo Gewirtz, a participação que mais impressionou as autoridades chinesas foi a do professor húngaro Janos Kornai, que dava aulas na Universidade Harvard.

Navio navega pelo rio

Pela manhã, convidados davam palestras, seguidas de rodadas de discussão entre todos os presentes

Seu livro sobre a escassez nas economias socialistas vendeu mais de 100 mil cópias na época. Suas ideias foram reproduzidas em trabalhos acadêmicos, reportagens na imprensa e discursos oficiais. As colocações do economista tcheco Ota Sik e do economista polonês Wlodzimierz Brus também repercutiram. Todos os três nasceram em sistemas socialistas e conheciam de perto o processo institucional, social e econômico que envolve deixar para trás uma economia planificada.

O que as autoridades chinesas aprenderam ?
Os participantes lotavam todas as manhãs o salão principal para ouvir as apresentações. Diariamente, dois economistas renomados apresentavam um painel sobre a melhor maneira de transformar o sistema econômico do país. Segundo Gewirtz, pesquisador de Harvard, as palestras eram seguidas de horas de debate e perguntas dos participantes.

Tobin falou sobre que medidas macroeconômicas os países desenvolvidos usavam para gerenciar a demanda agregada. Kornai explicou os pontos mais difíceis de uma transição do socialismo para o capitalismo e, especialmente, sobre a importância da coordenação com os mercados por meio da macroeconomia. Eles passaram os dias em várias conferências discutindo as estratégias e as reformas que a China precisava adotar.

James Tobin

James Tobin recebeu o Prêmio Nobel de Economia em 1981

Discutiram sobre política monetária, inflação e o papel dos bancos centrais. Levantaram ainda os problemas enfrentados pelas autoridades quando passaram do sistema comunista para uma economia orientada para o mercado. "Os especialistas ocidentais ofereceram ideias sobre como introduzir mais elementos de mercado no sistema chinês e modernizar o papel do governo na economia.

O encontro de Bashan foi o cenário mais importante de todos os intercâmbios realizados nesse período", explica em seu livro. As ideias discutidas ali levariam a uma mudança na China rumo à economia de mercado socialista que existe hoje e que impulsionou o boom econômico.

Aprendizado seletivo
"Esta não é a história de missionários que foram à China para mudá-la. Foram os chineses que cuidaram desse processo de transformação do sistema econômico do país", explica Gewirtz. "A transformação econômica da China ocorreu nos próprios termos deles." Tanto que Cairncross, a bordo do cruzeiro, escreveu em seu diário que as autoridades chinesas estavam muito curiosas a respeito da economia de outros países.

Mas observou: "Não tenho dúvidas de que eles estão estudando cuidadosamente o que fazer e não necessariamente vão aceitar conselhos". Uma coisa é estarem dispostos a ouvir, e outra é aceitar tudo ao pé da letra. Mas o fato é que, após o lançamento das reformas econômicas do líder chinês Deng Xiaoping, o Produto Interno Bruto (PIB) da China começou a subir até alcançar uma cifra de dois dígitos.

"Nesta conferência, chegou-se a um consenso sobre muitos aspectos da transição e da reforma macroeconômica da China, dando impulso à reforma do sistema", explicou o Centro de Cooperação Internacional, instituição pública chinesa ligada à Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reformas.

Segundo eles, este encontro forneceu fundamentos teóricos essenciais para o modelo de "mercado regulado pelo partido, empresas guiadas pelo mercado", introduzido em 1987, e o conceito de "economia de mercado socialista", introduzido em 1992. "Este encontro marcou a globalização da macroeconomia da China." Em seu livro, Gewirtz concorda com a ideia de que as contribuições dos economistas ocidentais foram fundamentais.

"As ideias se infiltraram na ideologia e nas políticas do Partido Comunista. E quando analisamos as ideias dos legisladores e economistas chineses que guiaram a transformação, descobrimos que o papel dos economistas ocidentais foi crucial", acrescenta. E foi assim que a conferência realizada em um cruzeiro em 1985 teve um grande impacto no mundo de hoje.

Bandeira de China

A transformação econômica da China nos últimos 40 anos é sem precedentes

Quatro décadas depois de todo esse processo de abertura, a transformação econômica da China é algo sem precedentes no mundo. À medida que o gigante asiático amadureceu, o crescimento do seu PIB desacelerou significativamente. Se em 2007 era de 14,2%, em 2018 esse percentual foi reduzido para 6,6%. Mas se olharmos mais para trás, desde 1980, o tamanho da economia chinesa foi multiplicado por 42.


 
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O problema da democracia é que ela tolera ideologias bestiais, e por tabela gente que defende o socialismo dos piores regimes do mundo, como China, Coreia do Norte, Cuba, Venezuela, entre outros. Há um vírus interno que impede as democracias de peitar de frente contra esses países.

No fator econômico, a indústria vê os chineses como compradores do mercado ocidental, mesmo contando com as tentativas protecionistas chineses (que os mesmos hipócritas reclamam quando o ocidente aplica a seus produtos). O mercado de videogames está cada vez mais se aproximando da China. Também o mercado cinematográfico.

E também o fator sindical. O que fez a indústria fugir para a China foi o progressivo aumento de custos de produção, onde a maior parte foi devido ao lobby sindical, que encareceu a mão-de-obra a ponto das empresas irem instalar suas fábricas na China. E nem adianta culpar os empresários, como sendo traidores, pois a própria população mundial prefere comprar um produto barato feito na China que um pouco mais caro feito no mundo ocidental.

Quanto ao gadismo chinês, lembra um pouco o povo russo, totalmente avesso a autonomia e carente de figuras paternais estadistas. Isso só fortalece o estado.

E aproveitando, a China está criando ilhas militares em cima de recifes de corais no mar do sul da China. E um detalhe: nenhuma organização ambientalista sequer reclamou. Da pra ver que eles são apenas instrumento de lobby globalista de internaciona





E isso também.




Problema central da democracia pra mim, além do coletivismo, é que o sistema em si acaba gerando crises sazonais.. políticos populistas e tiranos acabando surgindo como consequência disso.

A própria população é facilmente manipulável; por ser lento, causar cizânia social entre outras coisas.
 

Velho Sábio

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