#TenhoPergunta Fato curioso na eleição para prefeito de sao paulo 2020...

Kutemorininkashi

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Como mostraram no gráfico, a maioria que moram em bairros mais ricos votaram no representante do psol, e a maioria que moram em bairros pobre votaram no representante do psdb, ou seja, a classe rica que votaram no psol não quer que a classe pobre enriqueça, será que foi isso mesmo?
 

ExtraNoob

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pelo que comentaram na época, a maioria das seções eleitorais teve resultado semelhante, padronizado e com pouca variação percentual.
 

Rosca Tudor

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Mais ou menos. Os lideres esquerdistas pensam mais ou menos assim... de terem que manter as pessoas pobres pra sua narrativa poder ter algum atrativo. Mas quem vota é só um bando de idiotas farisaicos e prepotentes que realmente acreditam que são uma força do bem salvando os pobres deles mesmos.
 

Stacler

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Quem nasce em berço de ouro acha q a vida eh simples e fácil e acaba na onda destes arautos da justiça social
Pobre sabe o valor do trabalho e do dinheiro e ta pouco se lixando pra esse papo esquerdista.
Eu sou de São Paulo e é mais do que isso no fundo, quem pensa dessa maneira são em sua grande maioria jovens, contudo, a classe alta que vota no PSOL em São Paulo não são apenas jovens e sim muitas pessoas de meia idade ou mais bem sucedida profissionalmente.

Por que votam no PSOL? Simples, por que deixam eles mais ricos e poderosos, é isso e nada mais que isso, como da mesma forma antes essa classe de elite paulista votava no PSDB por que o PSDB antes era o partida que os deixavam mais ricos e poderosos.

O motivo que dão que votaram no PSOL dos motivos serem esse, é a mesma questão que uma pessoa quando se torna membro de uma unidade de Força Especial do Exército, irá falar a todos que o motivo foi pra defender a sua pátria e com isso ser um herói, sendo que na verdade o motivo que virou membro foi pra matar sem julgamento, poder e status, da mesma forma que o Bill Gates conta que desenvolveu o Windows e foi na porta da IBM bater na porta sem conhecer ninguém e não a verdade que ele roubou os códigos da Microsoft, conseguiu contrato com a IBM por causa que a mãe era prima e amiga pessoal do CEO da IBM e que foi o pai e avô que eram advogados renomados que fizeram o contrato totalmente a favor ao filho e o CEO da IBM só assinou por ser da família dele, da mesma forma que os grandes billonários fazem doações e são filántropicos sendo que é apenas 1% das suas grandes fortunas sem fim e obviamente é apenas pra chamar atenção e ficarem com boa imagem de bom moço enquanto que os outros 99% da fortuna que mantém conseguiram roubando o mesmo povo que doaram os 1% apenas, como da mesma forma as grandes máfias como Yakuza, Cosa Nostra, Camorra, Bratva e todas que se têm notícia fazem doações e mantém ONGs pros pobres, dizendo que são Robin Hood e lutam pelos pobres, sendo que 5 minutos depois estão traficando os orgãos dos mesmos pobres e vendendo por grandes cifras pra quem pode pagar e etc...

Apenas querem a boa imagem de bom moço pra esconder os motivos reais que é o dinheiro, status e poder, sendo que imagem de bom moço também dá dinheiro, poder e status por si só.

É inocência de acreditar que o motivo que votam no PSOL é o motivo que dizem e não apenas uma máscara de fachada pra se endeusarem a si mesmo.
 
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Stacler

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Quem nasce em berço de ouro acha q a vida eh simples e fácil e acaba na onda destes arautos da justiça social
Pobre sabe o valor do trabalho e do dinheiro e ta pouco se lixando pra esse papo esquerdista.
Resumindo o que falei acima, esse pessoal da elite está se cagando pra direita ou esquerda, está se cagando pra justiça social, está se cagando pra tudo isso, nunca ligaram e não ligam, apenas ligam pra quem e o que lhe dará mais dinheiro, poder e status, apenas dão esses motivos de justiça social por causa dos motivos que levantei acima.
 

Rosca Tudor

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Só lembrando que a eleição foi bem apertada e teve uma penca de pobre votando no PSOL sim. Mas tb foi mais por conta dessa ter sido talvez a pior eleição de todas na cidade em falta de escolhas (que nunca presta, mas foi ainda pior do que o padrão)... então meio que pessoal não tinha muita escolha. Muita gente que votou no PSOL foi porque eles fizeram uma campanha mais caprichada, foram pras perifas falar exatamente o que o pobre quer ouvir (pq na perifa eles vão falar de creche, escola e transporte público, não de lacração progressista), e também pq o Bruno Covas tinha uma rejeição bem grande e quem votou nele tb foi pro total falta de opção.

Lembrando tb que não tinha nenhum candidato realmente de direita nessa eleição, só uns pseudo conservadores e uns pseudo industrialistas que ninguém dá moral.
 
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paula tejanu

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cismogenese: elite cultural brasileira progressista e povo-conservador

“Eu percebi claramente, e fazia anos, que a distância crescente, agora
abissal, entre a população e os que falavam em seu nome, políticos e
jornalistas, devia necessariamente levar a algo caótico, violento e
imprevisível” (Michel Houellebecq, Submissão)

Em abril de 2017, a Fundação Perseu Abramo, think tank petista, divulgou o
resultado de uma pesquisa sobre o imaginário político dos moradores das
periferias de São Paulo. Espantados e contrariados, os autores da pesquisa
descobriram aquilo que qualquer inteligência saudável, fora do opressivo e
bolorento conjugado mental em que se meteu a esquerda tupiniquim, já podia
intuir: os pobres tendem a ser mais liberais e conservadores que os ricos. No
espectro político nacional, estes tendem à esquerda (tanto faz se comunista,
socialista fabiana, festiva ou identitária); aqueles, à direita.
Em dezembro de 2016, o Ibope já publicara uma pesquisa semelhante (e com
semelhante reação), na qual apontava o aumento do conservadorismo do povo
brasileiro. À época, o tema foi discutido no programa Estúdio I, da Globo
News, em que, num tom que alternava entre perplexidade e condescendência,
a apresentadora e os convidados procuravam mil e uma explicações para o
resultado, que lhes parecia antinatural.
O aumento do conservadorismo da população só pode ser compreendido
relativamente à intensificação do progressismo das nossas “elites”
culturais
Aquela perplexidade, típica da classe falante nacional como um todo, deriva
de um problema muito simples: os jornalistas e opinadores midiáticos
parecem ter passado incólumes pela teoria da relatividade. Sim, ali no estúdio
da Globo News, bem como em tantas outras províncias progressistas
espalhadas pelo país, os insights de Albert Einstein não repercutiram – ao
contrário, por exemplo, do uso masculino de saias, das crianças “transgênero”
e demais obsessões do jornalismo lacrador e prafrentex.
Particularmente, os nossos formadores de opinião ainda não descobriram uma
coisa chamada movimento relativo. Quando olham para o aumento do
conservadorismo do brasileiro, imaginam estar num ponto fixo de observação,
sem perceber que também eles estão em movimento – no caso, em sentido
contrário. Pois a verdade é que aquele aumento de conservadorismo só pode
ser compreendido relativamente à intensificação do progressismo das nossas
“elites” culturais.
Se, para os integrantes do Estúdio I, o povo brasileiro parecia estar se
afastando rumo à direita, é porque eles próprios estão se afastando rumo à
esquerda. A sensação de distância é intensificada pela soma dos vetores dos
dois “corpos” movendo-se em direções opostas – o povo, para um lado; a
classe falante, para o outro.
Minha hipótese é a seguinte: aquela distância cultural tende a aumentar ao
longo das próximas décadas, porque ambos os comportamentos (o
conservadorismo do povo e o progressismo da elite) têm se reforçado
mutuamente, numa modalidade de interação que proponho chamar
de cismogênese complementar.
O conceito de cismogênese foi desenvolvido pelo antropólogo angloamericano
Gregory Bateson (1904–1980) em seu livro Naven, de 1936.
Inspirado nos princípios da cibernética, ele cunhou o termo para explicar a
complexa dinâmica social manifesta no ritual que dá nome ao livro, e que é
praticado pelos iatmul, povo habitante das terras baixas do médio Rio Sepik,
em Papua Nova Guiné.
Evidentemente, este não é o espaço para tratarmos de tão exótica cerimônia,
que comporta elementos de travestismo e a observância de brincadeiras
jocosas entre parentes masculinos de gerações distintas, incluindo simulações
parodísticas de relações sexuais entre “tios maternos” (wau) e “sobrinhos”
(laua). O leitor interessado pode buscar a referência por conta própria.
A classe falante não compreende que ela própria é parte do problema e
que, talvez ainda menos que os políticos, tampouco representa os valores
e a visão de mundo do brasileiro médio
Fiquemos por ora apenas com a noção de cismogênese, cujo sentido pode ser
antecipado já na própria etimologia. O termo resulta da junção das palavras
em grego para “ruptura” (skhisma) e “origem” (genesis). Em tradução literal,
portanto, teríamos algo como “origem da ruptura”.
Na definição do autor, trata-se de um “processo de diferenciação nas normas
do comportamento”, aplicável tanto a indivíduos quanto a coletividades. O
processo é cumulativo, consistindo na interação entre partes que reagem
mutuamente ao comportamento umas das outras. Assim, se um indivíduo A se
comporta de tal maneira a induzir uma reação em B, essa reação afetará o
comportamento posterior de A, que induzirá nova reação de B, e assim
sucessivamente, numa gradação que, em estado avançado, pode gerar uma
profunda ruptura quanto à forma original da interação.
Bateson distingue duas modalidades de cismogênese: a simétrica e
a complementar. A primeira se dá entre partes equivalentes que reproduzem
um mesmo tipo de comportamento, caracterizando-se, portanto, pela presença
da rivalidade. O exemplo mais claro é o da corrida armamentista durante a
Guerra Fria. A cada exibição de poder bélico por parte dos Estados Unidos, a
União Soviética respondia da mesma forma, o que incitava uma nova exibição
americana, seguida por uma resposta soviética ainda mais ostensiva, num
escalonamento interativo que, por pouco, como sabemos, não resultou numa
hecatombe nuclear.
A cismogênese complementar, por sua vez, ocorre entre partes assimétricas
numa determinada interação, de modo a que o comportamento X de uma delas
induza ao comportamento Y da outra, que levará a uma intensificação de X,
logo a uma intensificação correspondente de Y, e daí em diante. Esse padrão
relacional poderia ser ilustrado com a imagem de um casal em que um dos
cônjuges exibisse um comportamento assertivo, enquanto que o outro, um
comportamento submisso. Nessa interação, a submissão deste alimentará a
assertividade daquele, que resultará em mais submissão e, consequentemente,
em mais assertividade, até o ponto em que, no limite, a situação fique
insustentável, culminando no fim do casamento.
Importa ter em mente que, seja pela via da simetria, seja pela da
complementaridade, a cismogênese tende ao colapso da interação. Assim, um
padrão de relacionamento que começa de maneira sutil, e aparentemente sem
consequências, pode com o tempo levar a uma crise de grande dramaticidade.
É o que se passa hoje na relação (ou, dir-se-ia, ausência de relação) entre o
povo brasileiro e a sua classe falante, que obedece a um padrão de
cismogênese complementar no qual o aumento do progressismo de uma induz
ao aumento do conservadorismo do outro, que leva a mais progressismo por
parte daquela, seguido de mais conservadorismo por parte deste, e por aí vai.
O cidadão comum está por sua própria conta e risco na esfera da cultura
Não sabemos onde isso tudo vai terminar, mas é possível supor que não em
coisa boa. Muito tem se falado acerca de uma tal “crise de representatividade”
na democracia brasileira. Os que costumam usar o termo integram
precisamente aquela classe falante de que vamos tratando, e, por isso mesmo,
reduzem a sua aplicação à esfera do Estado e da política partidária. Não
compreendem – e parece haver algo de estrutural nessa incompreensão – que
eles próprios são parte do problema, e que, talvez ainda menos que os
políticos, tampouco representam os valores e a visão de mundo do brasileiro
médio.
Como em tantos outros domínios, o cidadão comum está por sua própria conta
e risco na esfera da cultura, só lhe restando apelar ao repertório tradicional de
símbolos que, de algum modo, ainda restaram de eras passadas, nas quais a
distância entre os consumidores e os formadores de opinião (e de valores, e de
gostos, e de hábitos) não se fizera ainda tão abissal.
Pondo tudo na balança, resta que, apesar dos riscos, talvez haja algo de
alvissareiro naquela perspectiva de ruptura. Afinal, o povo brasileiro não terá
mesmo muito a lamentar quanto ao eventual colapso de uma relação com uma
elite cultural que, do alto das cátedras, das redações, dos estúdios e dos palcos,
não cansa de manifestar por ele o mais profundo e inabalável desprezo


 
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